floquinhos

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A poesia de Castro Alves


As Duas Rosas

São duas rosas unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez no mesmo arrebol,

Vivendo no mesmo galho
,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol

Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas

De um passarinho do céu...

Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu...

Unidas bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...

Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.


Unidas...Ai quem pudera

Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida

Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor.

4 comentários:

ney disse...

Os poetas sabem mesmo dizer com beleza, leveza, fazem a vida ficar mais bonita e encantada. Os romances também, a música, a dança, o cinema e todas as artes. Os amores, paixões, amizades, as boas prosas. ney/

Dulce disse...

Bom dia, Ney

Pois é, meu amigo, para isso nasceram poetas, escritores, músicos, pintores, atores, escultores... Para falarem por nós, para encantarem nossa vidas...
beijo

Osvaldo disse...

Oi Dulce;

Uma pergunta; este poema de Castro Alves não foi musicado?.

É que se não foi merece...
Que maravilha de poema!!!

Obrigado por teres sempre a tua porta aberta para os grandes escritores da nossa língua e ao publicá-los prestigiares as suas obras.

bjs
Osvaldo

Dulce disse...

Oi, Osvaldo,

Sinceramente, não sei. Não me lembro de te-lo ouvido musicado, mas pode ser.
Lindinho sim, doce, delicado... Castro Alves tem muita coisa assim quase lúdica. Mas em contrapartida tem as "Vozes d'Africa", o "Navio Negreiro", magnifico...
Ah, meu amigo, aqui não cabem agradecimentos porque o faço por puro deleite, por prazer, porque amo dividir com amigos o que me preencha a alma... e fico muito feliz quando gostam.

Beijos