floquinhos

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Poesia ao cair da tarde...

Amiga


Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa, a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei prà minha boca!...

(Florbela Espanca)

4 comentários:

Ana Martins disse...

Querida amiga Dulce,
Flôrbela Espanca, uma poetisa de talento, e este soneto é bem a prova disso.

Beijinhos,
Ana Martins

Dulce disse...

Ana

Florbela é uma das poetisas do meu coração e esse soneto, em especial, me comove...

Beijinhos

BEL disse...

Adoro este poema da Florbela Espanca, alias adoro todos os poemas dela, só que este para mim é especial, traz-me sempre emoção.
Beijos Bel

Dulce disse...

Eu também, Bel, eu também...

E como você, sinto esse poema muito lá dentro de minha alma... diz-me muito...

beijos