floquinhos

domingo, 26 de agosto de 2018

A tarde,o vento e a saudade...



A tarde cai docemente em Winchester. O vento embala suavemente as folhas das árvores do bosque atrás de mim. Sentada no deck, entre vasos de margaridas, deixo minha alma à solta, dançando entre o presente e o passado, aconchegando a saudade que vai chegando de mansinho. Tantos anos sem você! Fecho meus olhos e chego a sentir o toque de sua mão em meus cabelos ao imaginar o quanto você gostaria de ter estado aqui, nesta cidadezinha linda e calma, andando pelo gramado verde, passeando pelas trilhas do bosque, até o lago, onde se sentaria para apreciar a natureza, os pássaros, os patinhos deslizando pela água... e teria tantas histórias para contar... A saudade que é doce, às vezes chega tão forte que acaba por tirar a graça, a beleza do momento...

quinta-feira, 2 de agosto de 2018


Este delicado jogo de café foi um dos meus presentes de casamento. Delicada porcelana, dos anos 50,  fez minha alegria por décadas. Agora, está com minha filha e faz um enorme sucesso por aqui. Quantos amigos que, aos nos visitarem, degustaram um cafezinho, sempre mais gostoso quando servido com um certo requinte... 

terça-feira, 24 de julho de 2018

Tranquilidade


Uma casa ao lado de um bosque, visitas inesperadas ao cair da tarde, para que melhor? O frescor da brisa que ao passar entre as árvores traz uma sensação de paz, de quietude...  
Essa família de perus selvagens vem todas as tardes passear pelo gramado da casa. A fauna do bosque e totalmente preservada, Assim, essa família desfruta de cada cantinho dos arredores, sem o menor perigo de ser perturbada. 

segunda-feira, 19 de março de 2018

Mais se vive, mais se aprende...

Caio Rocha, meu treinador, ao qual devo grande parte de minha disposição física atual

A vida sempre nos ensina novas formas de vive-la. 
Sempre fui uma pessoa mais para sedentária. Esportes ou exercicios de academia nunca me seduziram. Assim, minha vida foi seguindo docemente, levemente. mas o tempo passou, a idade foi avançando e, há alguns anos minha saúde deu uma balançada e fiquei mais de ano em tratamento, o que ocasionou uma piora considerável na minha mobilidade. Tinha que me apoiar ate mesmo para levantar de uma cadeira. Sob os cuidados médicos de meu filho, consegui superar a doença, mas fiquei bem debilitada, o que fez com que ele começasse a exigir de mim a prática de exercícios físicos, para ganhar novamente massa muscular e liberdade de movimento. Depois de um ano, já me sentia bem melhor. Ele havia montado uma pequena academia em casa e estava sempre presente. durante meus exercícios. Foi quando ele, que ja frequentava uma academia de treinamento funcional, contratou um treinador para vir aqui em casa, quatro vezes por semana como meu "personal trainer". No começo, foi muito díficil, confesso, afinal ele trouxe o Cross Fit para meu mundo. Então, com a supervisão médica de meu filho e o treino do Caio Rocha, minhas limitações foram diminuindo e fui ganhando mais disposição e mobilidade. Tenho hoje uma vida mais que normal para a minha idade.
Baseada em experiência própria, gostaria de recomendar aos leitores e amigos do Prosa (com setenta anos ou mais) que não se discuidassem e que se dedicassem, pelo menos três vezes, por semana a atividades físicas, pois essa história de que gente idosa não pode se cansar, é uma inverdade, a menos que esteja acometida de grave doença. Vamos lá, pessoal, movam-se, nadem, dancem, corram, façam qualquer coisa nesse sentido. Só não se deixem abater pelo sedentarismo. Tenho certeza que os resultados serão compensadores.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Flores sempre encantam


Ontem resolvemos sair para comprar novas flores para reposição nos vasos do terraço. E que lugar melhor para comprar lindas flores e arranjos que o Uemura - Flores e Plantas, na Vila Leopoldina? Depois de escolher novos  brincos de princesa, e algumas orquídeas, dei com uns arranjos (ou terrários, como queiram), montados com uma mistura de orquídeas e suculentas e, claro não resisti. Escolhi duas lindas mini-orquídeas e algumas suculentas, um vaso muito lindo e levei para que Magda, a habilidosa florista, montasse meu arranjo. E não poderia ter ficado melhor. Trabalho primoroso, que não poderia deixar de mostrar aos leitores e amigos do Prosa, esperando enfeitar o domingo de cada um de vocês. 


Como nos velhos Carnavais


Sábado de Carnaval. A cidade tão tranquila, antigamente, por esta época, vive agora a agitação da folia, dos blocos de rua, permitindo a este povo tão sofrido, um respiro, um riso aberto, um canto preso na garganta. Nós, aqui de casa, não somos foliões, mas gostamos de ver a alegria tomar conta dos espaços. Homens, mulheres e crianças, fantasias improvisadas, enchendo as ruas e as praças com seus cantos e seus gingados, alguns graciosos, outros desconjuntados, mas o que importa mesmo é que estão desafogando suas mágoas e seu temores em rítmo do "Zé Pereira"... 

"Salve o Zé Pereira,
Salve o Zé Pereira,
Salve o Zé Pereira,
Salve o Carnaval..."

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018


Há tempos eu não trabalhava com flores. Houve um tempo em que elas eram meu passatempo predileto. Criá-las em tecido, tanto para decoração quanto para lapelas de vestido, grinaldas ou bouquets de noiva. Na verdade, tive épocas para cada um dos "brinquedinhos" que preenchiam minhas horas de folga. Artesanato, pintura a óleo de imagens barrocas, en vidro, em tecido, tricô a máquina, crochê... então trabalhei fora, com meu filho, por quatorze anos, e meus passatempos ficaram esquecidos. Com o falecimento de mei marido, passei a viajar e viajar. Agora, querendo paz e aconchego, volto aos meus passatempos. Ando fazendo "artes" (rssss), novamente. Muito crochê, montagem de porta guardanapos e guirlandas e, finalmente de volta aos arranjos de flores, esta floreira que acabo de montar para minha lareira. Só quem gosta de trabalhos manuais sabe o prazer que dá ver sua criação pronta. Estou toda prosa!


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018


O dia amanheceu enfarruscado, prevendo a continuidade de chuvas, mas o sol, teimoso, parece querer rasgar as nuvens aqui e alí, dando a impressão de que vai iluminar as cidades e os campos. Afinal, estamos num verão com carinha de primavera, com chuvas intermitentes. Num calor abafado, haja ventilador ou ar condicionado! E o que há de melhor a fazer num dia destes? Facil. O aconchego de uma poltrona, um bom livro ou filme, talvez ouvir música enquanto se monta um quebra cabeças, ou enquanto se trança pontos de crochê? E um café num bate papo em boa companhia? Melhor impossível, não? Claro que há os que preferem uma boa soneca, ou um passeio por aí... Cada um com suas preferências. Eu cá, gosto mesmo de de estar no meu cantinho, num dia assim... Mas, passadas as Festas de fim de ano, regressando a casa depois de um mês, ainda me resta desmontar toda a decoração de Natal: árvore, presépio, etc. e tal, por isso, o livro, a música, o aconchego, vão ter de esperar...