floquinhos

domingo, 21 de junho de 2009

E porque hoje é domingo...

(Uma das fotos com amigas de infância. Essas fotos eram clássicas, tiradas a cada ano, no Grupo Escolar, reunindo todas as alunas de uma classe, eternizando na foto um fugidiu momento da infância... Reparem no tamanho dos laçarotes que as meninas tinham que ostentar!... Vá lá!... podem rir a vontade... Vejam a que nos submetiam os costumes da época... pobezinhas de nós... risos... mas, acreditem, éramos bem felizes... Ah, sim, estou assinalada com o círculo)


Nos domingos de minha infância...

Hoje é domingo / pede cachimbo / cachimbo é de barro / bate no jarro / jarro é de ouro...

Ah doce cantilena da minha infância, deliciosamente vivida num casarão de um bairro que já foi tradição, já foi um doce lugar de se viver...
Domingo das missas pela manhã na Matriz, das brincadeiras de rua com as meninas que, como eu, viviam descuidadas de todo e qualquer perigo entre um pular corda, um jogo de amarelinha, um passa-anel, entre outras. E quando chegasse a hora do almoço corríamos para nossas casas onde nos esperava o almoço em família, cujo cardápio era sempre melhorado. para depois nos juntamos de novo para ir a matinê no velho cinema do bairro, o cine Ideal...
Depois do cinema, na volta para casa, havia sempre um lanche preparado por minha mãe com tanto carinho... arroz-doce (uma receita que ela trouxera lá de Portugal), bolinhos de chuva, bolo com chocolate, bem quentinho, se a tarde fosse fria, enfim, a cada domingo ela se esmerava na cozinha para que as crianças percebessem que domingo era dia de alegria, de família reunida, de bem viver...
Depois do lanhe era hora de ficar em casa, entre livros de história ou, na doce companhia da bonequinha de estimação, ficar ouvindo casos e histórias que meu pai e meus tios adoravam contar sobre suas próprias histórias, passando assim as tradições da família para a nova geração. E, não mais tarde que nove horas da noite, o respeitoso tomar a benção aos pais, dar-lhes boa noite e ir para a cama em busca de uma reparadora noite de sono...

Ah, doce cantilena de minha infância...

... touro é valente / chifra o tenente / tenente é fraco / cai no buraco / buraco é fundo / acabou-se o mundo!...

Dulce Costa
Na manhã do primeiro domingo do inverno do ano de dois mil e nove.

16 comentários:

Isa disse...

Como essas fotos eram lindas!
E como os laçarotes ficavam bem.
Tão femininos...
Beijo.
isa.

Dulce disse...

Isa

Também adoro essas fotos antigas.
Os laçarotes eram sim muito femininos, mas um tantinho exagerados, não acha? rs...
beijo

Pitanga Doce disse...

Não posso dizer de fotos de escola e tardes com bolo de chocolate porque não as tive.

beijos e domingo de Sol por aqui.

Dulce disse...

Pitanga

Eram costumes de uma época anterior a sua, certamente... Eram adoráveis. Mas você deve ter tido algumas outras coisas que deixaram a mesma lembrança que viraram histórias para contar quando tiver seus netos...
Aqui também muito sol, céu de brigadeiro para comemorar o primeiro dia de inverno.
beijos

Pitanga Doce disse...

Dulce, a época não foi tão distante assim. Não as tive por que não as tive, minha amiga.

Minhas amigas as tiveram e eu assistia.

Dulce disse...

Fiquei sem saber o que dizer, Pitanga, porque não sei o que você sente com relação a isso. Há muitas coisas que minhas amigas tiveram e eu não e não fizeram a menor diferença para mim. Tudo é tão relativo, não?

Pitanga Doce disse...

Para mim faziam uma diferença enorme. Até hoje sinto falta, porque eram coisas simples e valiosas ao mesmo tempo. É por isso que acompanho Julinha nos seus momentos mais preciosos. Agora mesmo estava a passar fotos do pc para uma pen para revelá-las. A gente vai juntando e tirando fotos e por fim só as vê no computador. Quero que a infância dela cheia repleta de lembranças boas e palpáveis. Festa caipira, ballet, Natal. Assim como foram as dos meus filhos, mas aí não haviam ainda as câmeras digitais.


No ano passado ela apareceu aqui em casa às pressas porque ia ser Pastora no auto de Natal e tive que lhe fazer uma roupa com algodão cru e uma cordinha a amarrar na cintura e lenço na cabeça...enfim. Teve que ser eu.


Falei demais? Desculpe. É que esse assunto ainda incomoda.

beijos em domingo longo

Pitanga Doce disse...

Ai Dulce só espero não ter sido apanhada outra vez pelas letrinhas que escrevi um catatau!

beijinhos pitangueiros

Dulce disse...

Pitanga

Não minha amiga, as letrinhas não atrapalharam nada, demorei a responder porque este foi o final de semanda em que meus netos ficam conosco, e meu filho tem como hobby a gastronomia, então fica inventando pratos para os filhos, e la fico eu também na cozinha com eles. É muito bom, porque fica uma alegria só.

Mas essas lembranças, ou falta delas, costumam nos incomodar pela vida afora. Mas tenho certeza que sua Julinha está armazenando momentos lindos no seu bauzinho de futuras recordações.
beijos

Dulce disse...

Pitanga
Que idade tem a Julinha?

Prof. Israel Lima disse...

Dulce,

Que blog lindo!!

Gostei muito deste espaço.

Sucesso sempre!

Tenha um excelente semana.

Dulce disse...

Obrigada, Professor,

Seja bem-vindo e volte sempre.
Boa semana para você também.

Pitanga Doce disse...

Dulce, Julinha tem nove anos. Há fotos dela lá pelo blog. Temos uma afinidade muito grande desde que ela nasceu. É filha do filho mais velho.

Lourdes disse...

Oi Dulce.
Eu também usava laçarote na cabeça. Mas pior que isso, eram os canudos que a minha mãe me fazia, utilizando um tubo de ferro quente onde enrolava os meus cabelos.
Claro que eu tinha que estar quietinha para não me queimar e, aqueles minutos, para mim eram um suplício tão grande que me pareciam "séculos " .
Hoje dou valor à minha mãe, que tanto gostava de me ver arranjadinha.
Beijinhos

Dulce disse...

Pitanga,
que idade bonita, não?
Vou procurar as fotos lá no seu blog.

beijos

Dulce disse...

Lourdes,
Mas hoje é tudo tão mais fácil, não? As meninas nem imaginam a sorte que tem com toda essa tecnologia na área dos cosméticos e com essa liberdade de ser como é, cabelos lisos ou cacheados, enquanto que antes havia mesmo aqueles enrolamentos químicos que chamávamos "permanente", um tormentos... rs..
beijinhos