floquinhos

domingo, 11 de abril de 2010

Hoje a alma acordou menina...


Neste domingo frio e ensolarado, a alma acorda menina...
Pois não é que esta quase vetusta senhora daqui deste lado da telinha. agorinha mesmo, em seu sonho, pulava amarelinha? Ah, os sonhos!... A que nos levam! Pois nesta manhã levaram-me às ruas de minha infância, trouxeram-me de volta as queridas amigas, as alegrias das tardes despreocupadas de tantas décadas atrás.
Eu era eu, assim como o sou hoje, mas misturava-me as meninas de outrora, era uma delas, tinha a leveza de meus dez anos e pulávamos amarelinha: Um... dois... pulava o três... chegava ao céu e voltava, equilibrada em uma perna só... e ríamos tanto, entre arrelias e muxoxos...
Lembrando Casimiro de Abreu, pego-me declamando:

"Oh. dias de minha infância,
Oh, meu céu de primavera.
Que doce a vida não era
Nessas risonhas manhãs..."

E assim, a alma acorda leve e menina... Uma menina travêssa que se nega a acreditar que o tempo tenha passado tão depressa, que tenham sido já tão longos os caminhos percorridos... Como pode ser isso? Bom, não dizem que a alma não envelhece? Pois então! Ela acreditou...

18 comentários:

Lídia Borges disse...

É assim! Num salto voltamos ao que fomos e revivemos o passado como se de presente se tratasse.
Ainda bem que a alma acredita porque a jovialidade faz tão bem.

Um beijo

Dulce disse...

Lídia Borges

Bom dia!
Assim, é, minha amiga, assim retemos a sensação doce, ainda que por minutos, de presenças queridas, de momentos marcantes...
E que a alma possa sonhar, sempre, e acreditar infinitamente...
Beijos

Pitanga Doce disse...

Cabe mais uma? Vim brincar contigo. Alcançar o Céu é o que todas nós queríamos. Já na época umas conseguiam, outras não. Mas a procura ainda hoje é constante.

Vamos então pular as casas mas não vale me enganar! Tô de olho. hehe

beijos Dulce (aqui nem chuva, nem sol, nem frio)É o Rio!

Dulce disse...

Pitanga

Pois então vamos lá, minha amiga, pular amarelinha, que como na vida tem lá seus obstáculos... E é bem assim como disse: umas alcançam o céu, outras ficam lá de longe, espreitando, imaginando como seria bom ter lá chegado... rs... Exatamente asssim...
Aqui, sol e frio
Beijos

Agulheta disse...

Querida Dulce. Assim é amiga as saudades de outrora,mas é tão bom lembrar que continuamos a pular,um dois tres! faz bem a alma,é sinal que ela não adormeceu,nem no tempo nem das lembranças,e vamos continuando a olhar pa a o céu das nossas ilusões.
Beijinho de amizade neste Domingo com sol lindo de primavera.
Lisa

orvalho do ceu disse...

Olá, querida
Como gostava de pular amarelinha, adorei o post!
É tão bom recordar nossa meninice,né?
Tempo bom demais...
Fique aí com suas belas recordações e eu me perderei nas minhas com o que vc me fez relembrar... Obrigada
Bjs e ótimo domingo

Pitanga Doce disse...

Olha, em Portugal chama-se pular a macaca. hehehe

Beijos e já há Sol. Dentro e fora!

Dulce disse...

Agulheta

Pois vamos, então, Lisa, pois enquanto o enxergarmos, nossa vida vale cada minuto, nossos caminhas são mais amenos.
Beijos, obrigada e bom domingo

Dulce disse...

Orvalho do Céu

É bom demais, minha amiga. Cada lembrança, cada recordação, é um pouco o reviver desses momentos vividos.
Beijos, obrigada e bom domingo para você

Dulce disse...

Pitanga

Pular a macaca??? Ora, ora...
Então deixemos lá nossas almas pularem a macaca... rs...
Minha amiga, sol lá fora é bom, mas quando há sol "dentro"... ah, ai então é muito mais que bom... rs...
Beijos

Graça Pereira disse...

Minha querida Dulce
Lindissimo texto que agarrou em mim e me levou para o pátio da Escola: o desenho é o mesmo mas nós chamávamos-lhe a Neca ou a Macaca.
Meu bibe sujo, minhas pernas arranhadas, cabelos despenteados e a freira a dizer-nos: "Venham lavar-se para voltarem para a aula".
No intervalo seguinte...voltávamos ao mesmo... Não, Dulce, não passou muito tempo...
Beijo
Graça

Dulce disse...

Graça Pereira

Que lindas lembranças, minha amiga... Que saudades, Não? Das amigas, dos jogos, do tempo, da infância...
Coisa boa sentir saudades... Se as sentimos é porque armazenamos em nossas almas, no transcorrer do tempo, momentos felizes.
Beijos e obrigada

Pitanga Doce disse...

Vês? A Graça não me deixa mentir. É a macaca. Ah, língua portuguesa maravilhosa!

M. Lourdes disse...

Dulce
Parece que foi ontem e já lá vão tantos anos...
Também eu fazia o jogo da macaca, atirando uma pedrinha, saltando ao pé coxinho e apanhando a pedrinha sem cair.
Que saudades destas brincadeiras tão ingénuas.
Beijinho
Lourdes

Dulce disse...

Mila

Pois també gostei do nome usado lá no alem-mar para a nossa amarelinha... Tem razão, a nossa lingua portuguesa é maravilhosa e essas diferenças entre cá e lá tornam-na muito mais interessante.
Beijos e boa noite

Dulce disse...

Lourdes

Sabe, amiga, as meninas lá do meu canto, do meu tempo, da minha rua, usavam muitas vezes uma casca de banana para marcar os quadrados, porque diziam que as pedrinhas poderiam rolar e assim perderiam a vez se elas caissem fora do quadrado ou mesmo na risca.
Só mais uma curiosidade sobre esse nosso jogo de pular a macaca ou amarelinha, tanto faz, o que realmente conta é a lembrança tão boa que parece que todas nós que fomos meninsas há um tempinho (rs) guardamos no coração.
Obrigada, minha amiga.
Beijos e boa noite.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Gostava de acordar um dia com essa sensação:)

Dulce disse...

Carlos,

Espero que o consiga, amigo, porque é uma sensação tão boa!...