floquinhos

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Idiomas semelhantes, é?... Si, pero no mucho!...


Ontem, durante o almoço de domingo, uma deliciosa feijoadinha feita com carinho por minha nora, lembrávamos fatos e gentes que ficaram no passado e que deixaram saudades e falávamos de meu marido, minha maior saudade, e de amigos lindos que tornaram sua vida melhor e, entre tantos casos que ele costumava contar, veio a baila um acontecido quando ele ainda trabalhava. Havia uma pessoa , o sub-gerente da agencia, que se tornara, mercê sua personalidade e seu jeito de ser, muito bem quisto pelos funcionários e de quem meu marido tornara-se amigo.
Contavam-se casos curiosos e engraçados sobre ele e um dos mais curiosos aconteceu numa manhã em que um vendedor de livros, como costumeiramente fazia, chegou oferecendo um excelente dicionário de Espanhol. Meu marido, amante dos livros e dos estudos, logo comprou um exemplar e foi indicá-lo ao amigo que, surpreendentemente alegou que para espanhol ninguém precisava de dicionário, que as línguas eram quase iguais, etc., e tal... Ao que meu marido contestou, sempre com seu jeito sereno dizendo: “Ah, meu amigo, não é bem assim...” E o amigo: “Claro que é! Quer ver só? Abro o dicionário em qualquer página e, aleatoriamente, aonde meu dedo parar, mostro a palavra e o significado dela...”

E unindo a frase a ação, correu o dedo pela página e quando parou leu em voz alta: “Mientras”. Seu rosto tomou um ar de espanto enquanto repetia: "Mientras!..... Mientras... Bom... Bom... Bom, essa eu não sei!...” E caindo numa gargalhada estridente simplesmente disse. “Você ganhou. Compro o dicionário.”
Era uma pessoa assim, pura, amiga, de bem com a vida, era um igual para meu marido, um grande amigo...

24 comentários:

Daniel Costa disse...

Dulce

Evidentemente, o espanhol dá mais para nos entendermos conversando, lendo já não é assim. Fui 12 anos correspondente de um revista editada em Madrid. No fim de um certo tempo destruia as cópias. Alguns textos acho que fazem história, mas desejo-me para os retroverter.
Ah... mientras pode ser traduzido por entretanto - curiosidade apenas!
Reportando-me ao comentário deixado, agradeço a observação, que é a dum espírito arguto.
Daniel

Agulheta disse...

Olá amiguinha! Os almoços e jantares de família é mesmo assim lembrar as coisas lindas vividas,por aqui faço algumas vezes a mesma coisa.
Beijinho

Dulce disse...

Daniel

Obrigada pelo comentário e pela explicação e essa confusão muita gente costuma fazer, achando que, porque entende o idioma, já o sabe.
Na verdade, a historinha ficou pitoresca e sempre a lembramos com carinho.

Dulce disse...

Lisa,

Esses almoços são momentos únicos. Tinha-os em casa de meus pais e já os adorava, casei-me e continuei a te-los em casa deles, depois que se foram, filhos ja casados, passaram a ser em minha casa, e agora, em minha casa ou em casa de meus filhos, nunca perdemos a oportunidade de desfrutar deles.
beijinhos

Osvaldo disse...

Dulce;

Os jantares em familia têm essa magia, a de fazer com que os nossos nunca partam, porque no fundo estão sempre bem presentes...

bjs
Osvaldo

Nilson Barcelli disse...

Vi um seu comentário numa amiga comum e, porque me pareceu que gostava de poesia (eu também gosto), vim aqui.
E não me enganei, porque vc publicou no seu blogue boa poesia.
Deste post, que gostei, pela graciosidade da abordagem, também pensava que dominava o castelhano... mas não é bem assim, pois há muitas palavras como a que citou que não percebemos o seu significado.
Uma boa semana para vc.
Bejo.

Dulce disse...

Osvaldo

E vamos preservando tradições familiares...

beijos

Dulce disse...

Nilson

É um prazer recebe-lo aqui no meu cantinho e espero que possa voltar mais vezes.
Na verdade, quando os idiomas são próximos, temos essa tendência a imaginar que seria fácil dominá-lo, o que está longe de ser verdade. Podemos falar até razoavelmente bem esse idioma, já usá-lo na escrita... bom aí a história é outra.
beijos e obrigada pela visita.

Lourdes disse...

Olá Dulce.
Essa ideia que o amigo do seu marido defendia é comum a muitas pessoas que traduzem as palavras pela sua semelhança com o português. Conheço casos embaraçosos pois o significado de algumas palavras parecidas com as nossas, pode ser bem diferente e até pejorativo.
Beijinhos

elvira carvalho disse...

Quando era jovem, eu tinha uma amiga que era espanhola, e que tinha imensos livros. Como eu adorava ler um dia ela disse-me que me emprestava os seus livros. E que o que eu não entendesse lhe perguntasse. Os melhores romances, como "O adeus às armas" a Eneida, Romeu e Julieta, foram lidos em espanhol. A falar é que não sou grande coisa. Nas únicas férias que tive em Espanha, cada vez que abria a boca, lá vinha a pergunta:
Italiana?
Dá para ver que o meu espanhol não era lá grande coisa...
Um abraço e uma boa semana

Dulce disse...

Elvira,

Talvez seja só uma questão de praticar um pouco... Digo sempre que eu me comunico, não falo... rs... Afirmo que falar, mesmo, só falo português (e olhe lá... rs) Sempre prefiro ler qualquer livro (se puder) no original, mas mantenho meus dicionarios de plantão... risos...
bjs.

Dulce disse...

Lourdes,

Pois é amiga, é ai que mora o perigo... risos... são semelhantes, apenas semelhantes. É preciso ter cuidado... rs...
Também já vi situações até constrangedoras por essas confusõse que se fazem exaamente pela pretensão de dizerem que sabem...
beijos

Fernanda Ferreira disse...

Olá Dulce,

Sabe certamente, por ter lido algo a meu respeito, que tenho um gosto e jeito especial para línguas, sempre tive, e só nisso sou realmente boa.

Estudei várias, mas só domino mesmo bem o Inglês, o Francês está a ficar enferrujado, o Alemão esquecido e o Italiano perdido.
Agora Castelhano nunca estudei...curiosamente agora que vivo na fronteira com a Galiza, vou lá quase todos os dias, basta atravessar a ponte, tenho colegas de ginástica Galegas, entendo tudo e vou falando, quando e só se for absolutamente necessário.

Lembro-me de quando era guia turística, que muitos Brasileiros diziam ter dificuldade em entender o Português de Portugal...eu nunca tive qualquer dificuldade, embora saiba que há palavras completamente distintas...

Este é um assunto apaixonante, adorei o seu post.

Beijinho

Dulce disse...



Também tinha facilidades para estudar idiomas, mas tenho uma barreira no inglês, nem sei porque, mas tenho, e é o único que tenho que usar alem do português porque sempre fico meses nos Estados Unidos, em casa de minha filha... curioso, não? Mas ainda que não seja flueste, eu me comunico... rs...
Beijos

Ana Martins disse...

Querida amiga Dulce,
As saudades ficam, e como é bom recordar aqueles que já partiram mas continuam bem vivos nos nossos corações e recordações.
O episódio é bem engraçado e até eu mesma ri a imaginar a situação.

Claro que o Espanhol se bem que se assemelhe à nossa língua nem sempre é fácil entender.

Beijinhos,
Ana Martins

Pitanga Doce disse...

"Oh si! Pero", há muitas pessoas que pensam que "isto é o mesmo que aquilo" e quando vão fazer algum concurso optam pelo espanhol pensando que sabem tudo. E aí...

boa noite Dulce. Este domingo foi a festa caipira no colégio da Julinha. Familia junta também, mas na base do cachorro-quente. hehe.

Bernardo disse...

Olá Dulce

Estou a um tempo sem visitar seu cantinho. Um corre, corre. Mas hoje jurei que poria a leitura em dia e aqui estou eu, curtindo suas postagens ao som de Elvis.Voce é felizarda de preservar a tradição dos jantares em família, não deixe se perder a tradição.

Dulce disse...

Ana

Mas é exatamente esse o perigo das línguas parecidas... as gafes que se cometem pensado que sabem... rs...

beijinhos

Dulce disse...

Pitanga

Mas que delicia festa junina com a neta! Reunião de familia é sempre boa, com seja lá qual for o cardápio, porque o importante é se estar junto.
Boa noite, minha amiga.

beijos

Dulce disse...

Bernanrdo

Você é sempre bem-vindo.
Tenho estado no seu cantinho e acompanhado suas ótimas postagens.

Fico feliz que curta as postagens e o Elvis. Obrigada. E esses almoçoa e jantares familiares são um alento para mim. E, se depender de nós aqui, elas não se perderão tão cedo, acredite.
bjs.

Maria Emília disse...

Olá Dulce,
É engraçada essa história que aconteceu com o seu marido, o dicionário de espanhol e o amigo dele.
O que eu queria mesmo comentar é o carinho que você usa sempre que fala dele e a saudade boa que tem da vossa vida a dois.
Sempre que sinto isso através da suas palavras, dou graças por ter o meu marido ao meu lado e por termos uma vida tão plena e feliz.
Um grande beijinho,
Maria Emília

Dulce disse...

Maria Emília

Foram 44 anos de vida a dois, com os altos e baixos comuns e preoprios de qualquer casamento, foram os ajustes que vão se sucedendo até que essa a vida a dois acabe por se transformar numa união verdadeira. Mas um dia esse elo que parecia inquebravel se desfaz deixando em seu luga a saudade, a lembrança, a principio amargas mas com o passar do tempo transformadas em doces recordaçoes...
Por isso tudo, cada momento vivido a dois é importante e deve ser vivido com compreensão, carinho, paciência (se necessária), alegria, cumplicidade, enfim, tudo o que possa ser vivido para que se possa bem construir essa vida...
Por isso o carinho... Vivemos nossa vida com todas as suas etapas e quando ele se foi deixou tanta saudade... hoje uma saudade doce.

beijinhos e um bom dia.

Diario da Fafi disse...

Olha, só te contando pessoalmente o que eu fiz numa visita ao México em 2004....
Fui pra lá toda metidinha, com esse mesmo argumento do amigo do seu marido.
Até hoje, minhas gafes são motivo de piada nos churrascos da familia...

beijocas doces.

Dulce disse...

pois é, Fafi...

E ai aprendemos algumas lições... risos... Mas gostaria muito de ouvir essas suas historias... risos...

beijos