floquinhos

segunda-feira, 16 de março de 2009

AMIZADE - QUEM DEFINE?


(Idelzuyth, Quizeida e eu, amigas há mais de cinquenta anos, só podemos dar razão a Drummond)

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

"Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz."


8 comentários:

Lourdes disse...

Eu costumo dizer: Amigo é aquele que consegue dizer não, quando vê que não temos razão...

Osvaldo disse...

Oi, Dulce;
Para esse trio de ternura um grade beijo de respeito e amizade aqui do sopé dos Alpes onde ainda brilha a neve.

É verdade que a amizade é algo espontâneo em que não se precisa pedir porque o outro advinha quando é necessário dar...

Li a mensagem anterior e reponderei par email.

bjs, Dulce
Osvaldo

Dulce disse...

Essa é a verdadeira amizade, sim, Lourdes. Tem razão.
bjs

Dulce disse...

Obrigada, Osvaldo, agrademos esse beijo que vem dos Alpes.
Aguardo, então.
bjs

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA DULCE, CONCORDO PLENAMENTE COM AS PALAVRAS DO POETA CARLOS D. DE ANDRDE... UM GRANDE ABRAÇO PARA TI E AS TUAS AMIGAS...
FERNANDINHA

Dulce disse...

Agradecemos o abraço, Fernandinha.
Beijos

ney disse...

Vou usar as palavras do Artur da Távola, que sempre dizia com profundidade de muitos sentimentos:
"Ah, esse fenômeno instigante, o das amizades que se mantêm independentes da convivência.
Será amizade? Será saudade comum dos anos vividos em amizade? Será saudade dos anos felizes ou uma afinidade que se espraia no tempo? Não sei responder. Sei que com algumas pessoas (poucas), há uma insistência teimosa em desejar ver, trocar idéias e experiências, creio, pela certeza da reciprocidade e do "ser aceito".
Sim, talvez seja a certeza de ser aceito, uma das maiores necessidades humanas neste mundo de incompreensões. Talvez seja a necessidade da existência de certeza prévia de acolhimento ao que somos, como somos e ao que pensamos, o fermento da amizade.
O mistério da amizade talvez resida no alívio que traz a existência de alguém que nos acolha. Digo acolha e, não, recolha - aí já seria dependência de um lado e paternalismo do outro.
Acolher significa receber de bom grado, previamente, sem julgamentos ou resistências. É molesto o fato de que os seres humanos vivam a julgar e que suas opiniões prévias interponham barreiras na comunicação, dificultando-a.
O mistério da afinidade consiste na inexistência das resistências ao outro, mesmo quando haja discordância. Isso não deriva apenas de afeto. Quantas vezes há afeto entre as pessoas sem, porém, a aceitação natural, espontânea e prévia?
Verifique nas amizades tidas e vividas ao logo da vida, o que delas restou. Haverá muita vivência, boa e má. Raramente, porém, restará a amizade...
Com os anos, vão se tornando escassas as amizades que atravessaram o terreno íntimo que lhes é próprio sem arranhões e sem mágoas, restando, como fruto, após ingentes experiências humanas e existenciais, apenas (e já é tanto...) a amizade.
Amizade é o que resta da amizade. Se o que resta de uma amizade é amizade, então amizade é. Da verdadeira!
"Isso de amizade..."
(Artur da Távola)

Dulce disse...

Ney
Obrigada por trazer mais um texto do Artur da Távola para nossa leitura e apreciação. Ele sabia bem o que dizia, não? Muito bom! Tanto quanto uma amizade verdadeira, que resiste ao tempo e às diferenças...
Obrigada, mesmo.
beijos