floquinhos

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

THIAGO DE MELLO - Um dos poetas de meu coração

(uma rosa colhida no jardim da casa, para oferecer ao amigos que me visitam)

Ninguém ma habita

Ninguém me habita. A não ser
o milagre da matéria
que me faz capaz de amor,
e o mistério da memória
que urde o tempo em meus neurônios,
para que eu, vivendo agora,
possa me rever no outrora.
Ninguém me habita. Sozinho
resvalo pelos declives
onde me esperam, me chamam
(meu ser me diz se as atendo)
feiúras que me fascinam,
belezas que me endoidecem.

4 comentários:

Pitanga Doce disse...

"Ninguém me habita. A não ser...


uma confusão dos diabos.

boa tarde Dulce!

Dulce disse...

Pitanga

Boa tarde, Mila...
Mas não é o interior de tanta gente uma confusão dos diabos? rs...
beijos

Chris disse...

Por vezes, só as palavras têm morada certa...
bj
Chris

Dulce disse...

Chris

Algumas tem sim, outras perdem-se pelo ar, outras ainda o vento leva...
E há também as que ninguem escuta...

bjs