floquinhos

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A tarde se põe com poesia...


RECORDO AINDA

Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...


(Mario Quintana)

6 comentários:

Rosemari disse...

Ler Mario Quintana em um espaço onde exite uma alma inquieta e sonhadora é muito bom....

beijos para Dulce , serena e caminhante....

Pitanga Doce disse...

Ai Dulce que saudade me deu ver esses brinquedos de madeira! Os meninos também tinham. E esta tarde que passei toda com o mais velho trabalhando, senti o quanto ele ainda é meu menino! Adorava fazer castelinhos com ele!

Lembra de Mim? Ah essa música! E a doce voz de Emilio Santiago. Ela me vem lembrar que amanhã começa minha contagem regressiva.

Dulce disse...

Rosemari

Beijos para você também, e obrigada pela presença, pelas palavras.
Tenha uma linda noite

Dulce disse...

Pitanga Doce

esses brinquedos são dos kids; essa é uma foto tirada há já alguns anos.
Mas nossos filhos sempre serão nossos meninos, não tem jeito!...

Entrando em contagem regressiva? Que bom, amiga! Agora o tempo vai passar mais rapidinho, você vai ver.

Beijos e uma ótima noite para você.

Maria Teresa disse...

Nada como brinquedos "deixados à porta", passíveis de serem manipulados e de fazerem surgir a imaginação criadora. Bons tempos!
Beijos

Dulce disse...

Maria Teresa

Tempos que ficam vivendo em nós para sempre e, na medida em que vai ficando mais distante, mais se faz presente...
Beijos