floquinhos

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Poeta começa seu dia...

O poeta começa o dia

Pela janela atiro meus sapatos, meu ouro, minha alma ao meio da rua.
Como Harum-al-Raschid, eu saio incógnito, feliz de desperdício...
Me espera o ônibus, o horário, a morte - que importa?
Eu sei me teleportar: estou agora
Em um mercado estelar... e olha!
Acabo de trocar
- em meio aos ruídos da rua -
alheio aos risos da rua -
todas as jubas do Sol
Por uma trança da lua!

(Mario Quintana)

4 comentários:

Amapola disse...

Belo!!

Um abraço.

Dulce disse...

Amapola

Obrigada
Beijos

Rubria disse...

Boa noite, amei o seu blog, sempre que puder vou dar uma passadinha aqui... e imaginar o Mario Quintana sussurrando pra mim...

rubria

http://larubriaboutique.blogspot.com.br

Dulce disse...

Rubria

Seja bem vinda entre os amigos e leitores do Prosa. Um prazer recebe-la aqui.

Obrigada e uma boa noite para você.