floquinhos

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Dois livros, duas reações...


Continuo afirmando que escrever bem é para poucos...
Não tenho, absolutamente, a presunção de bancar a crítica literária, longe de mim esse "topete", não tenho gabarito para tanto, mas creio que posso dar minha opinião sem ser mal interpretada.
Meu filho tem como paixão a música e a gastronomia, além, claro, da medicina, que é seu trabalho. Quantas horas de nossas tardes de domingo costumam ser passadas nas grandes livrarias, no setor de gastronomia, procurando novidades e descobrindo segredos da culinária mundial através dos livros!... Geralmente, quando almoçamos fora, encerramos nosso passeio com uma visita às livrarias onde sempre se encontram curiosidades como, por exemplo um livro com receitas das "quitandas mineiras" servidas nos velórios, no interior lá das Minas Gerais. Explico: Em locais afastados das grandes cidades, aonde o costume de se velar os mortos em casa ainda permanece, costuma-se, lá pelo meio da noite, na cozinha da casa, ao redor do fogão-de-lenha, onde fica um fumegante bule de café à disposição dos presentes, serem servidas quitandas (da deliciosa confeitaria mineira, como broas, pães de queijo e outras delícias mais) além da cachaça que vai esquentando a noite. E entre um gole e outro, entre um café e outro, vão rolando histórias e estórias, dessas que o povo mineiro sabe contar tão bem e que, apesar do provável inverossímel, juram que é verdade. São "causos" engraçadíssimos, são narrativas que pretendem ser apavorantes, enfim, peças de uma rica cultura popular.
Pois juntando-se essas duas peças, o pitoresco das histórias narradas num velório e as comidas e bebidas lá servidas, só poderia resultar um bom livro que reuniria usos e costumes à uma culinária típica da região. Não poderia ser diferente. Ou poderia? Pois é... Poderia sim, e foi.
Tenho em mãos um livro que, mesmo com tudo para dar certo, deixa muito a desejar. Narrado de uma maneira fria, as histórias parecem sem graça, não prendem a atenção. Não há uma ligação entre as receitas e as histórias, um filão que poderia bem ser aproveitado. Enfim, um livro que ficou sem graça... Por isso disse no inicio que escrever bem é um dom para poucos.
Já num outro livro, maravilhoso, de outra autora, esta liga os poemas e a vida de Cora Coralina à culinária goiana de maneira cativante. É a arte de bem escrever... - Cora Coralina, Doceira e Poeta - este eu recomendaria sem titubear para que gosta de poesia, para quem gosta de culinária...

Nota: Cora Coralina, Doceira e Poeta (Cora Coralina / Claudia Scatamacchia)

10 comentários:

Mari Arruda disse...

Olá, Dulce!
Depois de duas viagens, cá estou, de volta à blogosfera!
Vejo que, como sempre, foram vários poemas, frases, crônicas, todos ótimos. Em especial, o de hoje me atraiu, pois acredito ter entendido o que quis dizer com "escrever bem é um dom para poucos" - o adjetivo 'bem' poderia ser entendido como bem escrito, gramaticalmente, ou então aqueles que cativam, que se aproximam e afastam do leitor, conforme a necessidade, prendendo-nos nas histórias. Eu, particularmente, prefiro leituras como a segunda que descrevi! Acredito que seja sua preferência, também!

Enfim, um ótimo começo de ano!

Um abraço, Mariana.

Dulce disse...

Oi, Mariana
Seja muito bem vinda, em sua volta!

Foi exatamente isso que pretendi dizer. Para mim, para meu gosto pessoal, prefiro quem desperte minhas emoções. Então escreve bem aquele que cativa o leitor, que o transporta em suas palavras para tempos, lugares, histórias, que o joga no meio da cena, que o leva a viver o texto intensamente, entre outras coisas.
Beijos

Sandra disse...

BOM DIA!!!!!!
QUE SAUDADES.
DEMOREI MAIS VIM.
AMIGOS SÃO FRUTAS DE UMA CONQUISTA MUITA ESPECIAL.
SÃO OUROS, DIAMANTES,PÉROLAS, QUE MERECEM SEREM GUARDADOS NO COFRE DO CORAÇÃO.
LAPIDAMOS A CADA MANHA E CADA MOMENTO.
POR ISSO NÃO ESQUEÇA. VENHA BUSCAR ESTE LINDO CARINHO.
CURIOSA LHE OFERECE COM MUITO AMOR...
E NÃO ESQUEÇA:AMO VOCÊ MEU LINDO(A) AMIGO(A) VIRTUAL.
ESTE BOM DIA MUITO ESPECIAL PARA VC, VALE UM VALE AMIZADE E MUITO OURO.
LEVE OS PRESENTES PARA VC.
É OFERECIDO COM MUITO CARINHO
POIS ÉS MUITO ESPECIAL PARA MIM.
FICA O MEU ABRAÇO, MINHA TERNURA E AFETO A VC.
MUITO OBRIGADO PELA COMPANHIA.
QUE SEU DIA SEJA REPLETO DE ALEGRIAS, SUCESSO E FELICIDADES.


NÃO ESQUEÇA DE VIM CONFERIR.
ACESSE O BLOG MEUS MIMOS E LEVE SEU PRESENTE.
http://sandraandrade7.blogspot.com/

COM MUITO CARINHO
SANDRA

Dulce disse...

Sandra

Obrigada pela sua presença, obrigada pelo seu carinho e obrigada pelo presente ofertado ao Em Prosa e Verso que vou retirar sim, para guardar carinhosamente no Livro dos Meus Selos.
Beijos

Carlos Albuquerque disse...

Pois é, Dulce, escrever bem não é para todos. Tem toda a razão. Não chega deitar mãos às palavras, por muitas que conheçamos. É necessário fazer delas traços de uma tela viva, capaz de mostrar sentimentos e, até, de libertar emoções, de nos permitir ver para além da aridez de uma folha de papel. O escritor, como tal entendido, é, na minha opinião, ser dotado de um dom - o talento!
Porque tal me falta, escrevinho, não escrevo.
:)
Beijos

Dulce disse...

Carlos Albuquerque
Concordo plenamente com o que diz sobre escrever bem, agora, dizer que voce não escreve, que escrevinha???
Ah, aí eu discordo,meu amigo. Discordo total e completamente.
Não lhe falta o dom, não lhe falta o talento, nem a sensibilidade. E você escreve, mesmo! E lindamente, viu? Ler seus textos é emoção, é mergulhar em suas histórias, é viver o momento em que elas se desenrolam.
Meu amigo Carlos, você escreve, sim, e lindamente...
Beijos

FOTOS-SUSY disse...

OLA DULCE, MAGNIFICA POSTAGEM...VOTOS DE UMA OPTIMA SEMANA AMIGA!!!
BEIJOS COM CARINHO,

SUSY

Dulce disse...

Ola Susy

Obrigada.
Ótima semana para você também.
Beijos

Fernanda disse...

Querida amiga Dulce,

Não estou zangada, só muito atarefada.
Volto amanhã para pôr a leitura em dia.
Beijos

Dulce disse...



E porque estaria?
bjs