floquinhos

sábado, 12 de dezembro de 2009

Manhã de sábado pede poesia...


CANÇÃO DE OUTONO

O outono toca realejo
No pátio de minha vida.
Velha canção, sempre a mesma
Sob a vidraça descida.

Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gesto incerto e dorido
De carícia a contrapelo...

Partir? Ó alma, que dizes?
Colher as horas, em suma...
Mas os caminhos do Outono
Vão dar a parte nenhuma!

(Mario Quintana)

18 comentários:

elvira carvalho disse...

Mário Quintana é sempre um presente para quem o lê.
Obrigada amiga pelo cuidado. Felizmente não parti nada, a não ser os óculos que já estão arranjados. Mas fiquei com múltiplos traumatismos.
O pior foi nas costelas que até a respirar me doem. E os joelhos cada vez que subo ou desço as escadas é um martírio. Mas isto há-de passar com o tempo e os comprimidos.
Um abraço

Dulce disse...

Elvira

Tombos assim são terríveis, mesmo... Espero que essa dores passem logo e que se recupere prontamente. Fico aqui torcendo pela sua recuperação, viu?
Beijos e melhoras.

Pitanga Doce disse...

Manhã de sábado pede poesia, correio e uma música dessas. Lá em casa continua tudo mudo. Tiveste sorte ou o Papai Noel veio te ajudar?

Mando por aqui beijos à Elvirinha.

Vitor Chuva disse...

Olá Dulce!

Como foto, escolheu o Outono na natureza, como poema, o Outono da vida. São ambos lindos ... mas não pensemos na estação que virá seguir!

Beijinhos.
Vitor

Dulce disse...

Pitanga

Sorte nada, Mila. Deletei a playlist que estava aqui, fui la no MixPod e fiz outra. Ai ela entrou. Pode até ser que Papai Noel tenha dado uma mãozinha, quem sabe? rs...
beijos e espero que consiga reverter a sua.

Dulce disse...

Vitor,

Quer pensemos, quer não, a próxima estação vai se aproximando... E eu vou vivendo cada dia deste meu outono da melhor maneira possivel e tentando me preparar para o inverno que sei que vai chegar e, quando ele chegar, assim como no outono, vou fazer o possivel para que ele seja pelos menos um pouquinho aconchegante... Tomara!... Fica nas mãos de Deus - ou da vida.
beijos

Agulheta disse...

Querida Dulce.Para Quintana pouco se dirá, a não ser que as palavras encantam,seja Outono ou qualquer estação,logo que ela seja de poesia.
A foto bem escolhida para o tema.
Beijinho bfs
Lisa

jorgeferrorosa disse...

"Um gesto incerto e dorido", este verso traduz todo o sentimento do poema. Gostei bastante. Lindo.
Abraço
Jorge Ferro Rosa

M. Lourdes disse...

Dulce,
Manhã, tarde ou noite, Sábado ou qualquer dia da semana,...
Qualquer hora, qualquer dia são bons para ler a poesia de Mário Quintana.
Beijinhos

Reino da Fantasia disse...

O sábado pede poesia e Quintana merece aplausos.bjss

Fernanda disse...

Amiga Dulce,

Mais uma belíssima escolha, sempre genial.

Quanto ao Outono da vida, pense que as estações do ano são bem mais efémeras, não há comparação.

Viver a vida sem essa espada sobre a cabeça é bem mais salutar, e ser feliz dia após dia...ou tentar muito, mesmo muito sê-lo.

Beijinhos

Dulce disse...

Agulhete

Pois é, Lisa, Quintana sempre é sinônimo de beleza e ternura, ainda que fale de possíveis tristezas.
Beijos e obrigada.

Dulce disse...

Jorge

Um prazer recebe-lo neste espaço e que bom que gostou. Sempre será muito bem vindo.
Um abraço

Dulce disse...

Lourdes

Tem razão minha amiga, para se sentir ou ler Quintana, qualquer hora é hora, qualquer tempo é certo.
Beijos e bom domingo.

Dulce disse...

Fernanda

Mas o passar do tempo não pode ser uma espada sobre a cabeça. Ele é irreversível e certo. O que temos mesmo é que viver cada dia com alegria, mesmo sabendo (ou principalmente por sabe-lo) que cumprimos um caminho e que como todo caminho ele também tem seu destino final... Atá lá, temos a obrigação de sermos o mais felizes possíveis.
Beijos e bom domingo.

Dulce disse...

Reino da Fantasia

Então, sabado, Quintana, Poesia, tudo a que temos direito.
Beijos

Ana Martins disse...

Olá Dulce,
é 1h36m da madrugada, e que bem que me soube este momento de poesia!

Beijinhos,
Ana Martins

Dulce disse...

Ana

O que comprova que poesia não tem hora nem dia...
beijos e bom dia