floquinhos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Numa fase meio sem graça...


Definitivamente chego a conclusão que a palavra e eu andamos de relações estremecidas, brigadas a ponto de  nem nos aproximarmos muito uma da outra. Não sei se por estar tantos meses ausente de meu cantinho, vivendo em terra estranha e gelada, não sei se por uma rotina que não é minha, o fato é que ando um tédio só, repetindo-me e repetindo-me, de tal forma que nem eu mesma aguento ler meus textos... Falta-me inspiração ou falta-me motivação, sei lá, a verdade é que cansei de buscar e buscar fotos, usar frases ou poemas que atualmente nem andam me dizendo muita coisa. Parafraseando Drummond diria "eta fase besta, meu Deus!".... 
Poderia abrir um jornal e depois de le-lo, comentar um ou outro artigo, mas os jornais atualmente só estampam as tantas tristezas, maldades e calamidades que assolam o mundo - acho até que sempre foi assim, eu é que não andava com esta pontinha de descrença que me ronda agora... E para que faria eu isso, se todos os leitores  deste espaço já têm diante de si, todas as noites, na TV de suas salas, esse desfilar de tristezas?... Se sempre quis oferecer aos amigos do Prosa momentos de paz, de ternura, de um certo encantamento pela vida, como poderia agora ficar martelando sobre coisas que os deixariam tristes ou revoltados? Não! Não poderia fazer isto por aqui. Teria que abrir um outro blog, que seguisse uma outra linha. Não, meus amigos, podem ficar tranquilos que nem estou cogitando isso.
E aí? Aonde ficamos? A que conclusão chegamos, o Prosa e eu? A nenhuma? Ô pobreza!... Pobreza de espírito, de idéias, de emoções doces, de... sei lá mais de que.  Só sei que preciso dar uma sacudidela em mim mesma, Está na hora de uma reciclagem e eu prometo aos meus amigos que vou tentar. vou revirar meu baú de memórias em busca de lembranças que ainda não estejam desgastadas pelo tempo ou por terem sido já comentadas, vou tentar retornar ao caminho da ternura, da poesia, de mim. 
Se vou conseguir? Ah, isso já é uma outra história. mas pelo menos vou tentar. Prometo que vou.

18 comentários:

Isa disse...

Como a entendo,querida Dulce!
Às vezes paro, ñ por cansaço,mas para "refrescar" o que escrevo.
Sério mesmo.
Beijo.
isa.

Pitanga Doce disse...

Dulce, minha querida Dulce, esta fase anda passando como um vírus que corre pela blogosfera. "Tá" todo mundo meio esquisito e sem encontrar palavras porque há muita coisa concreta para resolver e acho que ninguém está conseguindo. Cada um com seu cada um. Sigo a tua linha do que diz respeito a não falar aqui das "misérias humanas", mas elas acabam por interferir nos nossos sentimentos e embotam a leveza das palavras. Elas ficam tão pesadas que nem chegam a nós. O quê fazer? Esperar a fase passar. Não a do mundo, que essa é difícil demais, mas a que veio morar dentro de nós.


Ih, Dulce, desculpa que acabei fazendo um "post" aqui, mas é que mais uma vez combinamos em momentos e sentimentos. Isso só vem provar que amizades virtuais, nem são tããão virtuais assim. :-))

beijos pitangueiros.

Patti disse...

Sabe Dulce, essa 'falta de inspiração' como lhe chama, tem a ver com momentos da nossa vida, em que alguma coisa não corre como esperado, temos menos disposição, andamos mais saturados,etc. Mas não force, leia muito que ela volta :)

Agulheta disse...

Querida Dulce! è sempre bom vir aqui,porque leio palavras de amor, paz, e lembranças.Mas temos alturas que parece que estamos zangadas só com nós e nunca com os outros,sabe que eu penso em muita coisa que aqui fala.Quando estou na outra casa,não tenho a disposição para escrever no blog,tenho outras coisas que me abstrai os pensamentos.Minha amiga,gosto muito de aqui vir ler e comentar,cheguei hoje e venho colocar os comentários em ordem.
Beijinho de amizade e fique tranquila.

Dulce disse...

Isa

Sei que são fases, mas sempre me incomodam...
Beijos

Dulce disse...

Pitanga Doce

Que remédio, né, amiga? So resta mesmo torcer para que esta fase passe logo. Quem sabe quando voltar para casa, as coisas dentro de mim se normalizem

Também penso assim, Pitanga. Amizades nascem també m no virtual e acotecem tão boas quanto as que começam no real. Pelo menos para mim tem sido assim.

Beijos em tarde de sol amarelo palido

Dulce disse...

Patto

Acredito que seja isso mesmo. Talvez o fato de estar tantos meses longe de casa, quem sabe? Mas dentro de u mês volto ao ninho, vamos ver o que acontece.
Beijos e obrigada.

Dulce disse...

Agulheta

Sempre muito bom quando chega por aqui, Lisa.
Obrigada por sua presença, sempre tão gentil, obrigada pelos comentários sempre tão apropriados.
Acho que todos nos sentimos mesmo assim, de vez em quando e o jeito é esperar que passe.
Beijos, obrigada e uma boa tarde para você

Paloma disse...

DULCE, entendo bem o que se passa.
Há momentos em que baixa um desâni-
mo e falta de motivação,sendo preci
so dar um tempo para ¨arribar¨

Beijos com consideração e estima.

Dulce disse...

Paloma

Pois é, é isso mesmo... Preciso ter paciencia e esperar o momento de "arribar"... Um dia ele chega, né?
Beijos e muito obrigada pela consideração e estima.

Lu Cavichioli disse...

Querida Dulce, esse texto prova que você e a palavra nunca irão se separar.

Quantos às suas prosas encantadoras nem esquente porque tens o dom e essa deve ser só uma fase. Todos escritores passam por isso. rs

Mas olha, passa no Empório que tem novidade e sei que vc adora!
E atualizei tb o Quiosque... Tem um texto meio hilário por lá.

meu beijo de carinho
boa noite amiga
Lu C.

Dulce disse...

Lu Cavichioli

Obrigada, Lu. Espero que sim, viu?
Quanto ao Café Literário, já deixei la um inicio para o conto - achei o nome muito sugestivo - agora aguardo a continuação... rs... dê uma olhadinha e espero que goste.
Agora vou dar uma chegadinha no Quiosque.

Beijos, obrigada e boa noite para você também

Anônimo disse...

Dulce, prima predileta.
Já estou de volta a BH, gostei do “Natal de luzes” de Gramado (desconfio que seja apresentado até o natal de 2.011 – risos).
Desculpando-me com a Angélica e os netos, desconfio que a prima já esteja necessitando voltar para a sua varanda em Sampa, rever suas flores, ouvir suas músicas e curtir o sol da nossa terra.
Tudo de bom.
Do primo e amigo aqui das alterosas.
Affonso.

Dulce disse...

Affonso

Bem vindo de volta, querido primo. E fico feliz que você e a Laís tenham gostado. Imagino que deva mesmo ser um espetáculo lindo.

Sabe que tem razão, Affonso? Já estou mesmo cheinha de saudades do meu canto, dos meus amores de lá. Coisa incrível é coração de mãe... Lá, pensando cá e cá pensando lá... Mas em um mês, se Deus quiser, vou estar chegando para curtir ainda um finalzinho de verão.

Beijos e obrigada.

Vivian disse...

...Dulce querida,
eu entendo você porque
muitas vezes me sinto assim,
sem 'gás', sem inspiração
e nossos amigos merecem
o nosso melhor.

o negócio é dar tempo
ao tempo, tudo voltará
a ter cor!

obrigada pelo carinho
lá em casa!

bjbjbj

Lu Cavichioli disse...

Oi Dulce, o início do conto ficou muito bom amiga! Parece que o povo anda assustado e com medo de dar continuidade. Mas vamos agitando que você deixou muitas pegadas para seguir.

Valeu querida!

beijo

Dulce disse...

Vivian

Concordo plenamente com você. Nossos amigos e leitores dos blogs merecem sempre o melhor.
Obrigada, Vivian, pelo insentivo. Acho que só me resta esperar, então... Quem sabe essa fase não custa a passar, não é?
Obrigada. Beijos

Dulce disse...

Lu

Como ninguém continuou, já estava achando mesmo é que ficou ruím... En†ão, o jeito é esperar, né? rs...
.
Beijos e obrigada