floquinhos

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Para fechar a noite, poesia...


Lágrimas Ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era q'rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida.

E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

8 comentários:

Paula Marina disse...

adoro Florbela.

lindo o poema.

bjus

Adolfo Payés disse...

Siempre es un gusto inmenso leerte.

Un abrazo
Saludos fraternos...

Que disfrutes de este fin de semana lo mejor.

Maria Teresa disse...

Florbela sempre apresenta a emoção como uma pintura bonita, que olha pra gente e arranca suspiros.
Beijos

PérolaViva disse...

Que maravilhoso! Bela postagem!!

Beijos e bom fim de semana!

Dulce disse...

Paula Marina

Obrigada.
Beijos e uma boa noite

Dulce disse...

Adolfo Payés

Sempre um prazer recebelo.
Obrigada, beijos e um bom final de semana para você também.

Dulce disse...

Maria Teresa

Uma definição perfeita para a poesia de Florbela, Maria Teresa.
Beijos, obrigada e boa noite

Dulce disse...

Perola Viva

Obrigada, Pérola.
Beijos e bom final de semana para você também.