floquinhos

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Natal... Um tempo de amor.


Continuamos por aqui com o trabalho de decorar a casa para o Natal e, ao mesmo tempo em que essa tarefa me deixa alegre, feliz, cada detalhe, cada adorno, vai colocando uma pontinha a mais de saudade em meu coração, porque eles carregam o poder das lembranças dos Natais de outrora... Os de minha infância, quando tudo era alegria, quando corriamos a buscar capim para alimentar as renas do Papai Noel, quando a casa se enchia de gente para a ceia da Noite Mágica de Natal. Naquele tempo não tínhamos como decorar a casa e a alegria estava na reunião da família, no receber um presente colocado ao lado da cama "pelo Papai Noel" durante a noite. Nem reclamávamos quando nos punham para dormir no melhor da festa... A noite tinha que passar depressa, a manhã do dia de Natal era o que mais as crianças ansiavam por ver chegar...
Nos de minha juventude, já aí tínhamos uma enorme árvore natural, comprada na semana natalina, montada num canto da sala por meu pai e por todos nós que quiséssemos ajudar, arvore que era iluminada por pequenas velas presas aos galhos e acesas pouco antes de ser servida a ceia.
Os Natais da infância de meus filhos, quando íamos passá-los em casa dos meus pais, a carinha linda deles iluminadas pela beleza da noite, pela alegria dos presentes, o prazer de colocar pequenos chumaços de algodão espalhados pela árvore (meu pai fazia questão que fossem os pequenos a fazerem isso), para simular uma neve que nunca temos no Brasil, mas os costumes trazidos da Europa enraizavam-se em nós... Depois, os Natais em nossa casa, então recebendo meus pais, já a casa toda decorada, a alegria de estarmos juntos, de te-los conosco, a alegria de meu marido nesta época do ano, a nossa alegria durante os preparativos, durante a festa, sempre... E os netos foram chegando, e o Natal foi se moldando a cada nova circunstância, sem nunca perder o brilho, o fulgor, a magia...
E alguns dos meua amores foram partindo, um a um, marcando cada ausência em tantos Natais que, ainda assim, permanecem mágicos, porque a saudade é doce e doces são as lembranças. E, na medida em que vou colocando um vela na janela, um adorno no jardim, uma meia presa a lareira, uma lanterna na area de entrada, vou sentindo a presença deles em torno de mim, sorrindo e iluminando todos os dias de minha vida... E fazendo-me lembrar que Natal é tempo de alegria e paz, nunca de tristeza... Natal é tempo de amor!

7 comentários:

ValCruz disse...

Lindo Dulce! Por isso sou sua seguidora e fã! Porque vc é uma estrelinha açúcarada... Doce Dulce!!!

Beijos nesse coração!!!

Dulce disse...

Val Cruz

Obrigada, Val... gostei do "açucarada"... rs...
Obrigada mesmo.
Beijos e uma linda tarde para você.

Isa disse...

Lindo texto!
Já tenho dito que escreve muito bem,
minha Amiga querida!
Partilho desse seu sentimento ao enfeitar a casa!
Sim,é tempo de Amor e Paz e deve ser vivido dessa mesma forma.
Beijo.
isa.

Dulce disse...

Isa

É exatamente por isso, Iso, que defino Natal como pura magia. O coração dos homens fica mais perto de Deus.
Beijos, obrigada e linda noite para você.

Maria Teresa disse...

Dulce:
O tempo vai passando e as luzes da árvore continuam acesas, mesmo que as circunstâncias sejam outras: ora mais alegres, ora mais melancólicas, mas sempre inundadas de harmonia. De fato, o que preenche os espaços é sempre o Amor.
Beijo carinhoso

Paloma disse...

DULCE, a cada Natal faço sempre uma
análise dos Natais passados e vejo,
com certa tristeza, quantas coisas
se perderam. Pessoas que partiram ,
harmonia que deixou de existir e ou
tras perdas, que nos trazem melanco
lia. É uma data que me emociona mui
to e traz lembranças.
Beijos, com carinho.

Dulce disse...

Paloma,

A mim também emociona muito, Paloma. É quando ficamos mais sensíveis, mais carentes, até... Mas é também a época mais doce e mais bonita do ano, concorda comigo?
Beijos e uma boa noite para você,