floquinhos

sábado, 27 de outubro de 2012

Bairros que envelhecem

Saindo da Praça da Sé...

Os bairros, como as pessoas, também envelhecem e, ao envelhecerem vão decaindo, tomando um certo ar de tristeza, de abandono, até. Ontem precisei voltar ao bairro de minha infância. Fui com minha nora até a avenida principal desse bairro, em busca de tecido de tapeçaria para refazer as cadeiras de minha sala de almoço. 

A Igreja da Ordem Terceira do Carmo continua lá, ao lado da Secretaria da Fazenda

Antes sóbria, quase elegante, com um comércio bem diferenciado para a época, mergulha hoje numa indiferença total, sem marcas nem estilo, sem nem sombra do pretenso glamour dos anos dourados, quando contava com alguns bons restaurantes, boas lojas, com seu "footing" dos sábados e domingos à noite, que a fazia parecer tão iluminada, carregada de sonhos presos aos jovens corações que por lá passeavam na esperança de encontrar aquele alguém tão especial...

A igreja de minhas doces recordações

Minha primeira escola

Pude rever a escola de minhas primeiras letras, a igreja de minha primeira comunhão e na qual me casei, a rua onde cruzei por primeira vez com o homem que seria meu marido, as calçadas que abrigaram meus sonhos de menina-moça, de sonhadora mulher, mas já não eram as mesmas ruas, as mesmas calçadas, a mesma igreja, a mesma escola, embora tudo continuasse lá  no mesmo lugar, do mesmo jeito, mas ao mesmo tempo tão completamente diferente... Havia em torno  de tudo um ar de decadência, de uma certa desesperança... . 

O doce charme de outras eras...

Não pude deixar de me sentir triste, de pensar que os bairros, como as pessoas, deveriam saber  envelhecer sem perder o charme...

10 comentários:

isa disse...

Boa tarde,minha Amiga.
É verdade,quando vemos esses locais
decadentes,onde dantes era tudo vida e cuidado,ficamos mesmo tristes.
Beijo.
isa.

Anônimo disse...

would it be possible to translate your web-site into spanish because i have difficulties of speaking to english, and as there usually are not numerous pictures in your internet site i’d prefer to go through a fantastic of what you may be writting

Maria Teresa disse...

Querida Dulce:
Nostalgia combina com a idealização do que teimamos eternizar não só em relação às pessoas, mas também em relação às coisas, lugares, cheiros e paladares. Tem seu lado triste, mas é receptiva e acolhedora, se observada por um outro prisma. Felizmente.
Beijos

Dulce disse...

Isa

E não dá para ser diferente, o que acaba por causar certa, nostalgia, não é mesmo?

Beijos e boa semana , querida amiga.

Dulce disse...

Anonimo

Usted puede utilizar el traductor de Google que está disponible en el blog, a la parte superior derecha. Click em la bandera de España y el texto traducido aparecerá.

Saludos e gracias por su visita.

Dulce disse...

Maria Teresa

É verdade, minha amiga. Não há como não sentir a doçura do que ficou lá atrás, perdido e ao mesmo tempo guardado pelo tempo, pelas lembranças.

Beijos e um ótimo dia para você

Graça Pereira disse...

Sei avaliar a tua tristeza quando vejo fotos actuais da minha terra...tudo caindo, sem cuidado nenhum na sua perseveração!
Dá pena e parece que a saudade aumenta.
Beijos e boa semana.
Graça

Dulce disse...

Graça Pereira

E como aumenta, minha amiga, porque nem nos resta o lugar que foi nosso, que nos acolheu e abrir as portas para a vida...

Beijos e boa semana para você também

Idanhense sonhadora disse...



Porque será que é o mesmo com as nossas zonas mais antigas ?Destino ? Fado ? ou somente desleixo ...
Bjs, Dulce

Beth/Lilás disse...

Eu sei bem o que você quer dizer e sentiu querida Dulce, pois eu também tive esta sensação quando retornei ao bairro e escola em que estudei quando criança. Teria sido melhor que ficasse só naquela lembrança boa e bonita.
Muito bom seu texto.
bjs cariocas