segunda-feira, 2 de junho de 2014
E junho chegou...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Coisas do coração...
sábado, 27 de outubro de 2012
Bairros que envelhecem
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Nuvens nos céus de julho...
sábado, 30 de junho de 2012
Ao amanhecer do sábado...
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Finalmente, maio...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Um canto de amor e de saudade...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
E porque hoje é domingo...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Como, às vezes, a vida é estranha!...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Com a chuva fustigando a vidraça...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Folhas verdes num rigoroso inverno...
domingo, 30 de maio de 2010
O doce maio vai se despedindo...

Doces e aconchegantes foram os gelados dias dos junhos de minha infância... Por isso, quando maio vai terminando, é quase impossível deixar de saudar junho com um quê de saudade.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Vocês gostam de fotos antigas?

terça-feira, 30 de março de 2010
Viajando pelo tempo...

“Dentre os 45 casos listados (no PPS), eu vivenciei todos. Do Grapette, leite em vidro (Campinas era Leco e não Vigor), Pomada Minâncora (por sinal tenho uma latinha pela metade até hoje), anágua, Gillette Azul, caderneta de armazém, cera Parquetina (quem são os amigos da Etelvina? Cito Pox e Parquetina), Leite de Colônia, Biotônico Fontoura, até coisas que ainda subsistem como carrinhos de rolimã, queimada...
Cada produto destes (e tantos outros não presentes no anexo, como Pílulas de Vida do Dr. Ross, Xarope São João, Phimatosan, Rum Creosotado), deu sua contribuição ao conhecimento e à melhoria da sociedade da época. Eram mensagens simples, fortes, diretas, fáceis de entender e absorver, lastreadas em boa sonoridade e excelente poesia. Obviamente, à luz das evoluções havidas, hoje não se aceitam certas verdades apregoadas, porém na época era assim.
Vejamos, por exemplo, o Biotônico Fontoura, que se tornou um case de marketing. Cândido Fontoura era um farmacêutico de Bragança Paulista e, como todo bom farmacêutico da época, fazia lá suas alquimias. Assim, preparou uma mistura à base de álcool, ervas e sais de ferro para tratar de sua mulher que, anêmica, não tinha apetite. Outras pessoas souberam e foram pedir o mesmo elixir. Vista a aceitação, bastaria divulgar. Quem poderia fazer isso? Seu amigo José Bento de Monteiro Lobato, de Taubaté...
Como o amarelão era a doença predominante, as pessoas andavam descalças e as necessidades eram feitas onde se estivesse no momento, Candinho logo percebeu que educar trabalhadores e homens da roça no uso de botinas era a melhor arma contra a verminose, acoplada ao seu elixir contra anemia. Estava ali o quadro com o qual um criador de propaganda sempre sonha. E Monteiro Lobato foi fulminante: criou desenhos dos animais caseiros todos usando botas: galo, peru, porco... Anúncios nos principais meios da época, sem se esquecer dos almanaques.
Se não bastasse essa contribuição aos usos & costumes, mais tarde a indústria fundada por Cândido Fontoura associou-se à Wyeth e viria a ser a primeira fábrica de penicilina da América do Sul (Via Anchieta, SBC, que tive o privilégio de conhecer), cuja inauguração contou com a presença do próprio descobridor, Sir A. Fleming.
Na minha mente ainda ecoam os versos musicados do anúncio: b–a BA, b–e BE, b–i BI, O TÔNICO FONTOURA!
Enquanto o rádio era a mídia mais forte, haviam outras de grande respeito também, entre elas os painéis dos bondes. Enquadravam-se como nacionais e produtos anunciados
Veja, ilustre passageiro
O belo tipo faceiro
Que o senhor tem ao seu lado.
E no entanto, acredite.
Quase morreu de bronquite
Salvou-o o Rhum Creosotado.
Nos anos 50, esses versos habitavam todos os bondes. Sentado em qualquer banco, tinha-se de ler esse reclame afixado na parte interna superior, geralmente ao lado do marcador do número de passageiros. Cada vez que alguém pagava, o cobrador acionava a maquineta que fazia um tlim-tlim. Querendo ou não, o olhar sempre se erguia e novamente a poesia era lida... Consta que Bastos Tigre foi também criador do slogan “Se é Bayer, é bom...”
Este tema daria para gastar todo o tempo que se queira...”
(Clóvis Gouvêa)
Obrigada, Clóvis.
sábado, 27 de março de 2010
Simplesmente Elza...

quinta-feira, 4 de março de 2010
Tenho raízes por aqui...
Confesso que a imagem aberta diante de mim por Saramago era bem diferente da que trazia em meu coração pelas histórias e fatos que minha mãe contava. Ela nunca me falou sobre uma aldeia triste, vazia... Ela contava histórias de uma menina que corria solta pelas ruas entre casas de pedra, que pastoreava ovelhas nos campos, de uma família que se reunia numa enorme cozinha, em volta do lume, nas noites de rigorosos invernos, e eu fantasiava aquela infância tão diferente da minha...
De qualquer forma, hoje meu post é dedicado a minha mãe, com muita saudade, saudade que doi mais por saber que já não a tenho ao pé de mim para podermos comparar as visões - a dela e a de Saramago.
Deixo abaixo um parágrafo do livro para quem tiver curiosidade. E uma foto econtrada no Google...
"... Logo a saída de bragança, alí adiante, está a escura e silenciosa aldeia de Sacoias. Entra-se nela como em outro mundo. Vista a disposição das primeiras casas, a curva que o caminho faz, dá vontade de parar e gritar: - Está alguém? Pode-se entrar? - O certo é que ainda hoje o viajante não sabe se Sacoias é habitada. A lembrança que guarda deste lugar é a de um ermo, ou, talvez mais exactamente, de uma ausência. E esta impressão não se desfaz mesmo quando lhe pode sobrepor uma outra imagem quando já vinha de regresso, de três mulheres dispostas de maneira teatral nos degraus de uma escada, ouvindo o que, inaudivelmente para o viajante, outra lhes dizia, enquanto suspendia a mão sobre um vaso de flores. Tão parecido isto é com um sonho que o viajante, afinal, chega a suspeitar que nunca esteve em Sacoias."
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Momentos que o tempo guardou...












