(A vista da janela do quarto é, hoje, molhada...)
Chove... Chove... Chove... Senhor, como chove nesta manhã de segunda-feira, depois de um domingo meio enfarruscado, mas gentil em permitir que as festas dedicadas às mães pudessem ser realizadas de acordo com os gostos de cada um. Aqui, por exemplo, almoçamos na varanda da casa, em clima fresco, sem o frio que fizera no sábado. Mas hoje, "São Pedro" resolveu tirar a diferença e despejar água por sobre as terras campineiras.
Filho e nora já saíram para o trabalho, neto já foi para a universidade e euzinha, acomodada na fofura de um sofá, começo meu passeio pela blogosfera, em visita a amigos, o que não faço já há uns dias, mergulhada em preparativos para a viagem e, aqui chegando, ocupada em matar saudades de meus amores e meus amigos desta antigamente chamada "Cidade das Andorinhas".
No aconchego que pede uma manhã de chuva, antes de me embrenhar pelos caminhos que me levarão aos blogs amigos, deixo para vocês um bilhetinho do poeta todo ternura, para adoçar esta manhã:
Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
Tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
(Mario Quintana)