floquinhos

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Numa manhã azul...

As primaveras ainda enfeitam o terraço

O sol entrando pela janela espalha-se por sobre os cristais que enfeitam a mesinha de centro fazendo refletir as cores de um arco-iris. A primavera que cresce prisioneira em um vaso, a um canto do terraço ainda está florida e a lavanda começa a mostrar suas delicadas flores junto a porta da sala... O dia é todo harmonia, lindo, azul, mas dentro dela baila uma certa nostalgia, um desencanto, que não combinam com toda aquela luz. E como o sol que parece dançar entre os cristais, uma doce canção do Tom chega devagarinho, parecendo dançar em sua alma... E num rodopio mais forte, a alma deixa escapar os versos que mesmo sem querer ela vai cantarolando enquanto se dirige para cozinha, para o café da manhã, antes de iniciar mais um dia que sabe, de antemão, será longo, vazio...


"Mas pra que
Pra que tanto céu
Pra que tanto mar,
Pra que


De que serve esta onda que quebra
E o vento da tarde
De que serve a tarde
Inútil paisagem


Pode ser
Que não venhas mais
Que não voltes nunca mais
De que servem as flores que nascem
Pelo caminho
Se o meu caminho
Sozinho é nada

2 comentários:

Pitanga Doce disse...

Bom dia Dulce. Continuamos em sintonia fina. Eu diria finíssima a ver pela letra da música que tens aqui. Letra esta, que serve tão bem em momentos de total questionamento e tantas e tantas vezes cantada em verso e prosa a dois. E sempre ficando sem resposta. Não há paisagem, por mais linda, que preencha o vazio. "Inútil Paisagem", sim senhor!

Boa tarde em Sol outonal.

Não sabia que essas flores se chamam lavanda. Muito lindas!

Dulce disse...

Pitanga doce

Pois, é, minha amiga, as vezes a paisagem assim linda é até um desperdício...
Não são, Pitanguinha... são primaveras.
beijos e uma boa tarde para você.