floquinhos

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Porque nasci entre espelhos...



OS ESPELHOS

Porque nasci entre espelhos
existo para além da minha imagem
que será minha
quando me encerrar
no espelho final da minha vida.

Porque nasci entre espelhos
meu amor
ao amor que tu me deres
não posso devolver
nada mais que a minha vida passageira
meu espelho paralelo
meu amor
que só sem mim me podes possuir.

Porque nasci entre espelhos
tenho pressa
de encontrar-me face a face

e a minha imagem mudou
quando te amei
porque nasci
e fui nascendo sempre
por amar-te
até ficar sozinho
sem mim
no espanto encruzilhado de o saber
cresci sozinho para além de mim
perdi a própria sombra
e vivo onde não sei quem estou a ser.

Quando a morte chegar
quando eu chegar à morte
quando
eu
morrer
e de mim não sobrar nem a memória
que me foi alma durante a minha vida,
entre espelhos lentamente revelado
os olhos cerrarei.
E porque ausente
terei sido
inteiro.

(Helder Macedo)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Lágrimas turvam a vista...



"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."

(Antoine de Saint-Exupery)

O que dizem as flores?...



A linguagem das flores

Não imagino que haja uma única mulher no mundo que não se sensibilize com uma flor, que não se emocione ao receber uma flor. Flores são mensageiras por si só de sentimentos, denunciam sonhos e paixões secretas. Como? Ora, elas tem lá sua linguagem. Eu era ainda bem jovem quando comecei a aprender ouvindo conversas de minha irmã com minha prima sobre essa linguagem e seu significado. Ao oferecer flores a uma mulher – era absolutamente proibido pensar em dar flores, fossem quais fossem, para um homem – então, ao se oferecer flores a uma dama, a uma jovem, sempre se tinha o cuidado de escolher cuidadosamente não só a espécie, mas também a cor. Só um homem apaixonado ofereceria rosas vermelhas. E nunca a uma jovem. As jovens receberiam as cor-de–rosa ou as brancas, símbolos de delicadeza e pureza, respectivamente. E esse não era um costume surgido naquela época, absolutamente. Conta-se que na  Turquia do Século XVIII usavam-se flores como códigos para mensagens, o chamado Código do Turcos. Na França de 1800 havia um código também, que ficou conhecido como La Langage des fleurs.  E a Inglaterra Vitoriana teve também seu código, amplamente respeitado e usado, um pouco mais complexo, porem, porque a forma como se ofertava  ou recebia uma flor demonstrava sentimentos e significava respostas, por exemplo,  uma rosa vermelha, já aberta,  era demonstração de admiração pela beleza feminina, já um botão fechado, com espinhos, queria dizer que o pretendente temia, mas nutria esperança. Se a dama ao receber  o botão o virasse  recatadamente, para baixo, significava que não precisava temer, mas também ao deveria ter esperança, quer dizer, um solene “não”.... rs... Se o colocasse nos cabelos, estaria pedindo cuidado, cautela, mas se o pusesse sobre o coração... ah! suprema glória (rs) o amor era correspondido...
E assim, através dos tempos essa linguagem veio sendo usada, em formas um tanto diferentes, mas sempre com um significado mais ou menos semelhante. Hoje, entretanto, parece que essa linguagem caiu em desuso. Então, quando uma linda e famosa musica da MPB afirma que as rosas não falam, vê-se ai um engano. Elas falam sim, através de suas cores elas são mensageiras doces e delicadas de sentimentos, elas falam de paixões, de desencantos. Quando jovem, sabíamos que a rosa vermelha era paixão, a cor-de-rosa, delicadeza, a branca pureza, a amarela desespero, Não havia, então, muitas outras tonalidades de rosas, mas essas bastavam para os objetivos pretendidos pelos enamorados. E com a mudança dos tempos, foi sendo permitido aos homens receberem flores também, sem um maior constrangimento e os cravos foram os primeiros a ganharem essa honra,
Achei num livro uma lista de flores “falantes” e, como mera curiosidade coloco abaixo as mais conhecidas, e na próxima vez que você for oferecer flores para a pessoa amada, lembre-se de usar essa linguagem linda e perfumada como reforço suas palavras.

Amarílis - Orgulho
Camélia - Perfeição
Cravo - Ai, meu pobre coração!
Crisântemo - Estou apaixonado
Margarida - Inocência
Miosótis - Amor verdadeiro
Gerânio - Tristeza
Madressilva - Meiguice
Jacinto - Mágoa
Íris - Mensagem
Jasmim - Graça e elegância
Alfazema - Desconfiança
Lírio - Pureza
Narciso - Vaidade
Orquídea - Beleza
Amor-perfeito - Pensamentos
Peônia - Vergonha e timidez
Rosa vermelha - Amor, paixão
Rosa cor-de-rosa- Delicadeza
Rosa branca - Pureza
Girassol - Altivez
Tulipa - Declaração de amor
Violeta - Modéstia
  

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Primavera chegará, mesmo que...



"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."

(Cecilia Meireles)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Um passado que não passou...


Saudade é amar um passado que ainda não passou,

É recusar um presente que nos machuca, 
É não ver o futuro que nos convida..


(Pablo Neruda)

Hibernando... Outra vez!...


(Vista através da janela de meu quarto, ao acordar - vejam os carros mergulhados na neve)

Pois é!... E cá estamos nós hibernando, de novo... Escolas fechadas, o branco da neve cobrindo tudo, e uma algazarra dos kids que, ao saberem que não haveria aulas hoje, esqueceram o sono que sentem todas as manhãs, na hora de sairem da cama, para correrem para a cama da mãe. Cada um de um lado, lá está minha filha, envolvida pelo carinho dos filhos, rindo, conversando, contando coisas, aproveitando para viver um momento bom, enquanto a neve cai intensa, lá fora, bloqueando os caminhos, segurando o rítmo agitado do dia a dia.
E como é preciso aprender a tirar proveito de cada momento, vamos transformar o que seria um dia de tédio, onde as pessoas trancadas dentro de suas casas ficam sem saber o que fazer, em um dia de alegre convivência, de se estar junto, de repartir momentos. Um bom livro, um filme na tarde, com direito a pipoca, brincadeiras para os meninos, até um joguinho de dominó em família pode ser divertido quando se está de bem com a vida.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Para quem gosta de escrever, um convite...


A Lu Cavichioli, uma querida amiga do Prosa, está abrindo as portas de seu delicioso "Empório do Café Literário" para quem gosta de escrever, com o lançamento de um conto interativo onde  escritores  e (ou) aprendizes, juntam-se para formar um único trabalho. Segundo palavras da própria Lu, "o conto interativo tem como objetivo maior abrir espaço para a criatividade em conjunto com a interação, resultando numa experiência agradável e recreativa".
Gostaria de sugerir aos leitores e amigos do Prosa que gostem de escrever,  uma passadinha lá no Empório e, se quiserem participar também, posso garantir que serão todos muito bem recebidos pela nossa anfitriã.