floquinhos

terça-feira, 24 de março de 2015

Voltando às raízes

Frutas nacionais e importadas, da melhor qualidade

Durante todas as décadas em que cuidei de minha família, sempre buscava comprar frutas e legumes fresquinhos e de boa qualidade nas feiras-livres montadas próximo às casas em que morava. Filhos criados, casados, netos chegando, o tempo passando, levando com ele alguns hábitos, algumas tradições... E após a morte de meu marido, tendo mudado de bairro e precisando cuidar apenas de mim, o “ir à feira” deixou de ser um hábito. Ficava muito mais fácil ir a um supermercado e até mesmo usar o delívery para abastecer minha geladeira. E por vezes sentia saudades daquelas manhãs corridas, com algumas horas passadas entre as barracas das feiras, do vozerio alegre dos vendedores, sempre solícitos, atenciosos. Afinal, era preciso cativar a freguesia.. Conhecíamos seus nomes, ouvíamos histórias de suas famílias, exatamente como acontecia na minha infância, com o pessoal da leiteria de Dona Mariucha, o armazém do Sr. Lora ou do Bastião e a quitando do Sr. Brás; Coisas que hoje nem faria mais sentido, mas que tornavam a vida um tanto quanto difícil daquela época, bem mais amena.
Pois bem, e não é que após tanto tempo acabei voltando a visitar uma feira-livre? Acompanhando meu filho e minha nora, fomos comprar frutas, verduras e legumes, no domingo, numa feira fantástica da Oscar Freire, próximo à estação de metro do Sumaré. Foi bom demais. Até fizemos uma parada na barraquinha de pastéis (porque ninguém é de ferro e, resistir a uma iguaria tão tradicional das feiras paulistanas, quem há de?... E como é bom voltar às raízes, rever ainda que por momentos um tempo que se julgava passado, perdido para sempre entre as memórias lá do fundo do baú! Foi fantástico! Uma quase viagem no tempo.  

 Sr. Leandro, da barraca de frutas, toda a atenção e simpatia de um bom feirante...

Meu filho e minha nora, responsáveis diretos por esse momento diferente

Sr. Leandro não se fez de rogado quando pedi permissão para bater uma foto e colocar aqui no Prosa.

2 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Até há dez anos houve aqui uma pertinho da minha casa onde ia sempre. Depois, porque o terreno era de um clube de futebol que decidiu mudar para lá as suas instalações, a feira mudou para mais longe. Como não tenho carro próprio deixei de ir.
Um abraço e resto de bom dia.

Dulce disse...

Elvira Carvalho
Pois é, minha amiga, o passar do tempo leva consigo mudanças e tradições que nos são caras. Ficam as lembranças a dizer-nos que vivemos bons momentos. Ainda bem.
Um abraço e uma boa noite para você.