floquinhos

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Espera Feliz - Lindo nome para uma cidade...



Tem nome mais bonito para uma cidade que “Espera Feliz”?

Tenho por hábito, todos os dias, antes de fechar o laptop, ir ver de onde vieram as visitas para o Prosa. 
Além, claro, de ficar feliz com a presença dos amigos constantes e dos leitores esporádicos, fico encantada quando percebo que tivemos   visitantes de várias partes do mundo, gente das Américas, da Europa, da Ásia, da África, gente de língua diferente que, provavelmente cai aqui por acaso e fica um pouquinho mais, só ouvindo a música, por isso procuro sempre músicas melodiosas, doces, para agradar o ouvido de quem as queira ouvir, porque a presença de cada visitante, cada amigo, cada leitor do Prosa é motivo de muita satisfação e deixa-nos muito orgulhosos.
Mas eu me encanto demais com pessoas dos confins deste meu país gigante, país de tantas culturas em uma só, país de gente que sabe ser amiga, que sabe (ou pelo menos tenta sempre) rir e ser feliz. Tenho encontrado nomes singelos, estranhos, esquisitos, poéticos, engraçados, solenes, toda uma gama de nomes de cidades acaba ficando registrada no site de estatística  dos leitores do Prosa e sempre que não conheço, ou que nunca ouvi falar de uma cidade, vou procurar saber, pelo menos em que Estado da Federação ela se situa. Dessa forma vou conhecendo mais meu Brasil, seus habitantes, numa espécie de homenagem aos visitantes que passam incógnitos pelo Prosa. Incógnitos, mas não despercebidos...
Hoje deliciei-me com um nome que, em si, é um cântico: Espera Feliz! E encantada fui abrir os mapas do Google e encontrei essa pequena cidade no alto das serras lá das Minas Gerais, na Chapada dos Veadeiros, Zona da Mata. Seus pouco mais de 20.000 habitantes tem sua pracinha ajardinada em frente a Igreja, tem um ensino de boa qualidade, tem cachoeiras, uma vida pacata, como bem cabe ao interior mineiro... Vi algumas fotos da cidade, de sua gente e confesso que tive muita vontade de lá ir um dia, viver aquela tranquilidade, aquela mineirice boa., ainda que por apenas um final de semana.
E enquanto escrevia este post, fui pensando cá com meus botões que, sempre que achasse um nome que mexesse comigo, poderia fazer menção dele aqui no Prosa. E isso poderia valer para aquém e além-mar, para um ou outro hemisfério.  
 Seria, sem dúvida, uma delícia ir desbravando as veredas que “desaguam” no Prosa...

Fevereiro/2011

Em contagem regressiva...


Já em contagem regressiva para a volta ao ninho, começo a sentir aquela sensaçãozinha estranha que me envolve toda vez que tenho uma longa viagem pela frente. Adoro viajar, mas só de pensar na odisséia que são os aeroportos atualmente, vou ficando tensa. As pessoas perguntam - "Mas você viaja tanto, ainda não se acostumou?"  Definitivamente, não! 
E tentando disfarçar essa ansiedade, começo a separar as coisas para facilitar na hora de fazer as malas. E haja malas!... É uma coisinha comprada aqui, outra ali - afinal, este é um país de consumo, cheinho de novidades, uma loucura. Um adorno para a casa, um objeto "indispensável" para a cozinha lá de casa (rs), uma roupa de inverno em oferta, uma bota linda, uma lembrancinha para cada um dos amigos e dos amores, um maravilhoso perfume francês (um dos meus pecados) que lá na terra chega a ser proibitivo e aqui você encontra numa ponta de estoque, ou mesmo numa loja especializada por um precinho que não dá para desprezar, alguns presentes ganhos no Natal, outros recebidos da filha e dos netos sem precisar de data nem de motivos para serem oferecidos, sem contar as pequenas novidades que não dá mesmo para deixar de comprar e que depois você descobre que poderia muito bem ter deixado na loja... rs...
Assim, vou separando o que vai para as malas do que vai ficar no armário do quarto que é meu enquanto estou por aqui e, acreditem, acabo por deixar quase um guarda-roupas completo de roupas de inverno que, afinal, nem seriam usadas no frio do nosso Brasil que é bem mais ameno do que o lindo outono desta região. São blusas de lá, casacos, cachecóis, gorros, botas de inverno, fica tudo guardadinho para a próxima temporada. E, ainda assim, as malas acabam cheinhas e pesadas demais para a minha fragilidade, mas cadê que eu aprendo? rs...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Com a maturidade...


"A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura."

(Lya Luft)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O lado feio do belo...


O dia enfarruscado, todo cinza, o anúncio de perspectiva de novamente termos neve, e eu aqui pensando no tempo em que, vivendo num país cheio de sol, onde só muito raramente e em muito pequena quantidade, lá pelas bandas do sul, cai uma nevezinha, sonhava em um dia poder ver de perto as imensidões geladas, cobertas de neve, a luminosidade e a brancura refletindo luzes, exatamente como  via nas fotos das revistas ou nos cartões postais. Quando muito, num filme de Hollywood, onde sempre – ou quase sempre -  tudo acabava bem.
Mas, como o mundo dá muitas voltas,  vejo-me um dia pulando de um hemisfério ao outro, instalada por meses em um desses lugares-cartões-postais que sempre me encantaram, vivendo a realidade nua e crua dessa beleza toda.
Sim, é muito belo... quando começa a nevar. Quando os flocos vão caindo docemente, levemente, como plumas, e vão pouco a pouco branqueando tudo.  Lindo! Corro a pegar minha câmera, tiro fotos que não acabam mais, a cada vez que saio com minha filha, levo minha câmera e vou fotografando tudo.  Tudo tão branco, tão luminoso. Ai vem o sol e fica tudo mais lindo ainda, azulado, dourado, lindo...
Mas os dias vão passando, a tal da neve tão linda vai se acumulando, nevasca após nevasca, até ficar insuportável caminhar pelas calçadas, sair ao jardim, e a neve começa a derreter e fica tudo uma lamaceira só, e a poluição vai fazendo das suas sobre as montanhas de neve retiradas do leito carroçável das ruas para que o transito possa fluir, e aquele branquinho todo vai ficando feio, sujo, encardido, e a neve vai virando gelo onde você escorrega e corre o risco de cair e quebrar sua linda perninha... E o frio chega com vento , e aquelas camadas  todas de roupa que você precisou vestir para não congelar quando saiu a rua, parecem feitas de filó, pois o vento penetra por elas todas, da mesma forma, e você se sente enregelar
É bem verdade que os moradores da região dizem que este está sendo um inverno atípico, que faz para mais de doze anos que não nevava tanto – Pode bem ser, porque , faz dois anos, passei aqui um inverno e não me lembro de ter sido tão rigoroso..  Sei não!...
.Conclusão? Num próximo inverno que passar aqui, vou estipular que só fico durante as duas primeiras nevadas, enquanto tudo é novidade, tudo é bonito. Depois... Ah, depois volto correndo pro meu sol de verão...

(Winchester, fevereiro de 2011)









 E limpar a neve das entradas da casa não é tarefa fácil...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E quem se cansa de sonhar?...


"De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos."

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Minha vida não foi um segredo...



Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...

Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso.. de um gesto.. um olhar..

(Mario Quintana)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Anoitece...


A noite chega tão mansamente quanto os delicados flocos de neve que caíram sem cessar durante todo o dia, paralisando a cidade. Há um silêncio profundo, envolvendo tudo., ha  uma certa nostalgia querendo fazer morada em  minha alma... E eu fecho meus olhos e abro as amarras que a prendem, deixando-a voar livremente em busca de sonhos, de lembranças, de momentos vividos ou imaginados