floquinhos

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Desfazendo a mala...


De volta ao ninho, nesta tarde quente, prometendo mais um aguaceiro despejando-se sobre a cidade ao cair da tarde, mais uma vez trazendo transtornos à população.  Mas tudo isso fica um pouquinho esquecido, delegado quase a um segundo plano enquanto o sol ainda brilha e as nuvens mal começam a encobrir o lindo azul do céu de verão.
Mas a "chuvinha" que anda caindo todas as tardes tem feito um bem enorme à paisagem, pelo menos à que pude desfrutar durante quase hora e meia de viagem pela Bandeirantes, um verde com várias nuances espalhando-se até onde a vista pode alcançar, entrecortado por uma ou outra pequena cidade perdida em tanta beleza, lá no fundo as montanhas, num tom mais escuro, um bem enorme para os olhos, sem contar o cheirinho maravilhoso de mato que vai entrando pelas janelas entreabertas do carro - pelo menos até as proximidades de São Paulo, porque aí, não tem como... Começa a lentidão, o cheirinho de combustível queimando no ar, essas coisas que todos já sabem bem como é...  Mas, com tudo isso, paira em mim um gostinho bom de retorno ao aconchego, de chegar a um lugar que é meu, não por ser ou não fisicamente meu, mas meu do coração, da alma, das lembranças, da vida.
Agora, desfazer a mala e retomar a doce rotina do dia a dia, até chegar a hora de novamente atachar as rodinhas aos pés e sair por aí em busca de matar as saudades de meus amores...,

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Na estrada?... De novo!...


E olha eu aí, de novo, "azeitando as rodinhas" para cair na estrada... rs... É Carnaval, minha gente, e cada procura aproveitar o dito cujo como lhe parecer melhor, né, não? rs... Pois é! 
Há quem, por esta época,  goste de viajar para lugares distantes, há que goste de conhecer gente e lugares novos, há quem prefira ficar, placidamente, em casa, curtindo a cidade vazia, sua tranquilidade pouco comum, quando os cinemas, teatros e restaurantes estão menos cheios, ou acompanhando os desfiles das Escolas de Samba pela TV. E há, ainda, quem goste  mesmo é entrar no clima e cair na farra, nos clubes ou nos blocos de rua, no Sambódromo, assistindo ou sambando, enfim, mergulhar no reino de Momo... 
Mas há também quem, como eu, prefira aproveitar esses dias para matar saudade. E para matar saudade de meus amores lá da antigamente chamada  'Cidade das andorinhas",  estou, de novo, afivelando minha mala, ultimando preparativos para ficar uns dias por por lá, aproveitando que meus amores estão de folga, quando poderemos, então, estar juntos mais tempo, botar o papo em dia, ir a um cinema, jantar fora, se quisermos, dar umas voltas pelas redondezas e, porque não, alegrar os olhos nas iluminadas vitrines dos shoppings - que a isso não há muita mulher que resista... rs...
E os amigos e leitores do Prosa sabem que, lá ou cá, este espaço vai estar aberto, sabem que serão recebidos com o mesmo carinho e amizade como sabem, também que, sempre que houver coisas diferentes ou interessantes, elas serão mencionadas aqui, neste nosso cantinho.  Afinal, qualquer que seja o lugar  em que esteja, o Prosa estará sempre com os amigos no coração...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Novamente voltando ao ninho...

Não dá pena deixar um lugar assim?...

Mas como estes dias passaram depressa!... Ainda ontem (parece que foi ontem...) estava voltando ao Brasil e arrumando novamente minha mala par vir a Campinas, matar saudades dos amores de cá, feliz por ter já matado as ditas saudades dos amores de Sampa... E não é que já é hora de novamente voltar ao ninho? Foram dez dias muito gostosos, curtindo amores e amigos de cá, mas é tempo de voltar pois a casa pede cuidados, uma vez que o Natal já está batendo à porta. 
Um pouco mais dificil, ou cansativo, este ano, sem minha fiel escudeira que, suponho, um pouco cansada de estar tantos anos no mesmo lugar, resolveu trocar de ares e de "patroa"... rs... Claro que vou sentir falta dela, companhia e braço direito lá de casa, mas se é para ela melhorar, fico feliz que tenha encontrado  esse novo caminho; torço para que fique muito bem, agradecendo o tempo que esteve conosco.
Então, lá pelo começo da tarde, devo seguir viagem (curta, pouco mais de hora e meia de casa a casa), voltando a conversar com amigos e leitores do Prosa lá de Sampa.

As mangueiras, que crescem no meio da rua, ladeando um pequeno riacho, estão ficando carregadinhas...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De novo na estrada?...

(Campinas)

Tenho uma amiga muito querida, a Maruska, lá de Michigan, que costuma dizer que tenho rodinhas nos pés... Ela diz isso porque vivo pra lá e pra cá, ao sabor das saudades que batem forte lá dentro de mim. Mas que fazer, se tenho um filho em cada lugar? Depois, eu já trabalhei minha cota, com alegria, então posso bem me dar ao luxo de viajar, viajar... rs... Enquanto der, enquanto Deus o permitir, vou continuando assim. Dia virá em que terei que me aquietar, mas até lá, vamos vivendo o momento, vamos curtindo a vida de rodinha nos pés... rs...
E, para não desmentir minha amiga, lá voou eu fazer minha malinha, de novo, nem bem acabei de desfazer as outras. Vou matar as saudades dos amores lá de Campinas, passar uma semaninha com eles antes de voltar, refeita, para começar a preparar a casa para  o Natal, que já está batendo à porta. Já se deram conta disso? Estamos quase no Natal, quase entrando em dezembro, o mês mais bonito do ano... 
Lembrei-me agora de meu marido, já bastante doente, nos anos 90, ficar fazendo uma enorme torcida para que pudesse chegar ao ano 2.000. Era o sonho de entrar em um novo século, mais que isso, entrar no novo milênio. Fizemos uma festa linda naquele Reveillon, todos os filhos e netos reunidos em torno dele que, por sua vez, recém saído de um infarto, sentia a vida correr pelas veias, sentia a alegria de estar vivendo aquele momento. Exatamente dois anos depois, na noite do Reveillon, que era a festa que ele mais gostava, nós o velamos, coração em frangalhos, antecipando a falta que nos faria, a saudade que deixava em nós...
Pronto, ai estou eu de novo, começando um assunto e, assim sem mais nem menos, pulando para outro. O que eu queria dizer, mesmo, era que o tempo anda voando muito mais do que os jatos que me conduzem de um hemisfério ao outro... Outro dia mesmo estávamos torcendo para chegarmos ao ano 2000...  e já lá se vão mais de dez anos... 
Acho melhor parar por aqui, ir fazer minha malinha, que este assunto está me deixando nostálgica demais.... rs... Como sempre, continuo por aqui, com vocês, diretamente lá da outrora "Cidade das Andorinhas"
...

domingo, 6 de novembro de 2011

Quase uma "odisséia"...


Quando escrevi a postagem abaixo, na sala de embarque do Aeroporto Internacional de Washington (chic, não? rs...) o voo que íamos tomar estava "on time", tudo certinho. Mas, nunca se sabe, né? A hora do embarque dos passageiros foi chegando e passando e nada do tal embarque. Com tantas idas e vindas, a gente acaba por perceber quando alguma coisa não está "nos conformes" , não é? Pois!... Tripulação da aeronave já embarcada, começa um entra e sai do gate, inusitado. O agente da United começa a querer explicar, a dizer que sairíamos um pouco atrasados, e o tempo foi passando, tripulação desembarcada, piloto, co-piloto, comissários de bordo, todo mundo saindo e se espalhando pela sala... Ai um dos comissários, talvez o único brasileiro do grupo, veio explicar, em bom português, já que a maioria dos passageiros era composta por brasileiros, e para que não houvessem dúvidas, que havia um probleminha numa das válvulas da turbina esquerda do avião e que por isso, o voo atrasaria um pouco mais, por isso e para que os mecânicos fizessem um teste, etc e tal. Vocês precisavam ver as reações... Os mais acostumados a viajar, sabendo que essas coisas acontecem mesmo, apenas sairam para um café, um lanche rápido ali mesmo. Os menos acostumados ou os que, mesmo acostumados, não gostam de voar, começaram a expressar seu medo em comentários até meio sem sentido. Muito interessante obsersar as pessoas e suas diferentes reações diante de um mesmo fato...
Resultado? duas horas depois fomos transferidos para o gate ao lado, já que embarcaríamos em outro avião (o "nosso" foi para reparos).  Sem problemas, melhor assim, tomara que este esteja ok, contanto que não caia - eram expressões ouvidas em volta de mim. Problema resolvido? Sim, mas a "aeronave" como costumam dizer os membros da tripulação, acabara de chegar de Los Angeles e era preciso reabastecer, fazer a higienização e limpeza, transferir as bagagens dos passageiros, essas coisinhas corriqueiras que consomem um "tempinho razoável", o que nos levou a mais uma hora de atraso, mas depois, foi tudo muito bem, viagem tranquila, e um imenso cansaço ao desembarcar em Sampa, passando já da uma hora da tarde, com quase quatro horas além do que era para ser. Cumpridas as etapas de praxe, como retirada da bagagen, passagem pela alfândega, lá estava eu, toda feliz, sendo abraçada por meu filho no portão de desembarque. Caminho de casa, a tarde já indo pela metade, parada num restaurante aqui mesmo da Vila Madalena para o almoço. antes de chegar ao ninho, o que só aconteceu lá pelas três da tarde. 
Meus amigos, eu tinha saído da casa de minha filha as dez da manhã do dia anterior, já que ela precisava ir a uma reunião de trabalho antes de me levar para o aeroporto de Boston, de onde parti. Espera em Boston, voo para Washington, espera em Washington, atraso, stress, cansaço demais. Fiquei, como costumam dizer por aí, "derrubadaça"... rs... Comecei a desfazer as malas, mas qual o que o que, ficaram para hoje. Os netos chegaram para jantar com avó, aí ficou bom!... Depois do jantar eles subiram para ver TV ou brincar com a guitarra e euzinha, que já não sou mais uma menina faz muiiiiiiiito tempo, vencida, quase estafada, resolvi ter um "siricotico" o que levou meu filho a me mandar para a cama, não sem antes me medicar e, claro, me admoestando com um famoso "é stress demais minha mãe. a senhora precisa entender que não tem mais vinte anos, que precisa, de vez em quando, por o pé no freio..." Ficou ali comigo até que tudo voltasse a estar bem, até que meu coraçãozinho rebelde voltasse ao ritmo normal e que eu dormisse. Acordei com ele no quarto agora de manhã segurando meu pulso (Tão bom ser mimada... rs..)  e dizendo que precisava ver uns pacientes no hospital, que as "crianças" estavam dormindo, que eu não me preocupasse com nada que logo mais estaria de volta e reafirmando que tudo estava bem comigo... 
Ufa!!! que Odisséia!... Mas faz parte da vida, acontece muito "quando se é tão jovem quanto eu" (hehehehe)...
O fato é que estou de volta ao ninho, no meu aconchego, entre meus amores de cá - os netos ainda dormem no quarto que lhes pertence nesta casa e que ocupam nos finais de semana que passam com o pai, e que tudo está no seu lugar, exatamente como diz a música, graças a Deus!...
Estou de volta pro meu aconchego, de volta ao ninho, de volta ao Prosa, ao agradável convívio com nossos amigos e leitores... BOM DEMAIS!...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

De volta ao ninho...

Do sossego de Winchester...

Última noite desta temporada por aqui, a casa já em silêncio, o mesmo silêncio que envolve esta linda cidade adormecida... No quarto que me abriga quando aqui estou, as malas prontas, só faltando serem fechadas, a um canto, e um ar de saudade antecipada no ar. Foram mais de quatro meses, mas passaram tão depressa... E nem posso me queixar, já que tivemos até mesmo um pedacinho antecipado do inverno, com neve cobrindo tudo. quando só deveria haver sol sobre as cores do outono.  Portanto, amanhã, pelas asas da United, lá vou eu de novo.

... Para o burburinho de São Paulo.

Volto a estar com vocês, queridos amigos e leitores do Prosa, no sábado, já no aconchego do meu cantinho. Até lá e tenham um ótimo final de semana.

terça-feira, 22 de março de 2011

E, mais uma vez, voltando ao ninho...


Pois é, meus amigos, já é tempo de voltar ao ninho... Malas prontas e, em algumas horas saio de volta para Sampa, cruzando o Trópico de Capricórnio no sentido inverso ao da foto...  Claro que o coração vai apertado, mas é sempre assim. Sempre vou passando de um lugar para outro sentindo saudades por antecipação, dos que ficam... Winchester, São Paulo, Campinas, em cada um desses lugares tenho sentido a alegria do chegar e a nostalgia do partir, mas meu coração agradece a Deus e a vida por poder transitar entre eles, conviver com amores e amigos de cada um desses lugares.
Despeço-me, temporariamente de Campinas e volto a conversar com vocês lá de Sampa, no aconchego do ninho, que tão pouco tem me acolhido nestes últimos meses... 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

De volta pro aconchego...


Enfim, de volta ao ninho, após  quase vinte e quatro horas entre aeroportos e aviões, porque as vezes o tempo (clima) nem se importa com a sua pressa em chegar... 
Desde a última nevasca, há uns dez ou quinze dias, o sol brilhou em Winchester, apesar do frio. Dias lindos, prenunciando que continuaria assim pela semana, mas... Pois é, sempre tem um mas... Exatamente na segunda-feira, amanheceu nevando, tudo branquinho de novo, dando aquele medinho de que se a neve continuasse, os aeroportos acabariam fechando e ai... nossa, que perrengue... Mas ao meio dia, a neve foi parando e lá pela uma fomos para o aeroporto. Os kids aproveitavam uma semana de feriados escolares e por isso foram levar a vovó ao aeroporto, também. Claro que a vovó teve que fazer a maior força para não chorar (muito), mas, despedidas feitas, lagrimas escondidas, a espera de duas horas e o embarque para Washington, tudo sem problemas. Chegada em Washington sob chuva, mas sem o menor resquício de neve. Ah, que alívio! Alivio, é? Horas depois, quando já estávamos a bordo e o Comandante anunciava os preparativos para decolar rumo a São Paulo, juntou a isso o aviso de que estávamos sob uma forte chuva de gelo e que seria preciso esperar que parasse para que o pessoal da manutenção limpasse a pista (do gelo), e que isso levaria possívelmente uma meia hora. Meia hora depois, ele volta a avisar que levaria ainda mais uma meia hora, mas nada de decolagem... Depois da chuva parar, o avião teve que ser levado até a pista (já limpa) por um rebocador, onde seria, ele também, limpo. Através de jatos de um líquido que a comissária não disse qual era, os aviões, livres do gelo, poderiam decolar. Mas a fila de aeronaves aguardando vez era bem grande. Resultado? Ficamos mais de três horas, sentados em nossas poltronas até que o piloto tivesse sinal verde e, daí para a frente, foi tudo muito tranquilo, mas chegamos a Guarulhos ao meio-dia, quando o horário para o pouso seria as nove e quinze.  A essa altura, como acontece sempre, esta amiga aqui sem comer e sem dormir - já estava um "bagaço".  Acreditem, não sinto fome, nem consigo dormir em viagem... Chegar em casa, desfazer as malas, separar as roupas para guardar ou lavar, separar as lembrancinhas de viagem (viagem sem lembrancinhas? nem pensar! É cada bugiganga... rs... Na hora de comprar a gente diz: "Wowww, é a cara de fulana", ou, "beltrana adoraria isso", mas quando chego em casa, olho bem e penso" "Nossa! Será que ela (ele) vai gostar?  E no fim, todo mundo gosta e se não gosta, fica com peninha de quem carregou malas tão cheias e pesadas e vai logo abrindo um sorriso e dizendo que "adorou"... rs... 
Bom, aqui estou eu, de novo, em meu cantinho, matando saudades, esperando momento de rever meus amores e tentando descansar. Por hoje eu me recolho ao meu sofá predileto para ver um filme, até que, vencida pelo cansaço, mergulho nos braços de Morfeu... Amanhã espero voltar renovada aqui ao Prosa para nosso tradicional bate-papo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Em contagem regressiva...


Já em contagem regressiva para a volta ao ninho, começo a sentir aquela sensaçãozinha estranha que me envolve toda vez que tenho uma longa viagem pela frente. Adoro viajar, mas só de pensar na odisséia que são os aeroportos atualmente, vou ficando tensa. As pessoas perguntam - "Mas você viaja tanto, ainda não se acostumou?"  Definitivamente, não! 
E tentando disfarçar essa ansiedade, começo a separar as coisas para facilitar na hora de fazer as malas. E haja malas!... É uma coisinha comprada aqui, outra ali - afinal, este é um país de consumo, cheinho de novidades, uma loucura. Um adorno para a casa, um objeto "indispensável" para a cozinha lá de casa (rs), uma roupa de inverno em oferta, uma bota linda, uma lembrancinha para cada um dos amigos e dos amores, um maravilhoso perfume francês (um dos meus pecados) que lá na terra chega a ser proibitivo e aqui você encontra numa ponta de estoque, ou mesmo numa loja especializada por um precinho que não dá para desprezar, alguns presentes ganhos no Natal, outros recebidos da filha e dos netos sem precisar de data nem de motivos para serem oferecidos, sem contar as pequenas novidades que não dá mesmo para deixar de comprar e que depois você descobre que poderia muito bem ter deixado na loja... rs...
Assim, vou separando o que vai para as malas do que vai ficar no armário do quarto que é meu enquanto estou por aqui e, acreditem, acabo por deixar quase um guarda-roupas completo de roupas de inverno que, afinal, nem seriam usadas no frio do nosso Brasil que é bem mais ameno do que o lindo outono desta região. São blusas de lá, casacos, cachecóis, gorros, botas de inverno, fica tudo guardadinho para a próxima temporada. E, ainda assim, as malas acabam cheinhas e pesadas demais para a minha fragilidade, mas cadê que eu aprendo? rs...