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terça-feira, 24 de abril de 2012

Os aromas e os sabores do mundo...

(Um pedacinho do México, sem precisar atravessar fronteiras)

Viver numa cidade (muito) grande tem suas desvantagens, sim. Afinal você vive cercado de violência, sentindo grande insegurança, a vida é corrida, o trânsito caótico, as distâncias entre um ponto e outro são enormes, o que consome grande parte de seu dia se precisar vencê-las, a vida é mais cara, e uma série de outras coisas que mexem com seu bem estar, chegando mesmo a afetar seu sistema nervoso. Todo mundo sabe que viver em cidades como São Paulo e Rio não é lá muito fácil, sob esse aspecto. Mas cidades assim apresentam vantagens também, e muitas. Tantas que chega a compensar e a fazer com que as pessoas que nelas vivem não queiram deixá-las, na maioria das vezes.
Tais cidades oferecem a seus moradores, em contrapartida, o que há de melhor e mais avançado em ciência, tecnologia, cultura, lazer, com seus centros de pesquisas, centros médicos de primeira linha, as melhores escolas, desde o fundamental até ao universitário, museus, teatros, galerias de arte, cinemas, bares e restaurantes para todos os gostos e bolsos, e ao Rio acrescente-se ainda aquele cenário maravilhoso, aquelas praias de encantar o mundo. 
São Paulo tem sido conhecida como a capital mundial da gastronomia, pois você encontra nela todos os sabores do mundo, em forma de restaurantes típicos e temáticos. E um dos prazeres do paulistano, quando na cidade, é mesmo jantar em um bom restaurante, saborear uma intensa e bem dosada variedade de aromas. Se tiver curiosidade em conhecer um restaurante refinado ou uma cantina simples, é só procurar no guia gastronômico. O mesmo com bares e botecos, cada qual com seu público. 
Meu filho tem na gastronomia seu hobby, sua maneira de desanuviar os estresses de uma profissão desgastante, embora muitas vezes bem gratificante, e quando não está na cozinha aqui de casa entre panelas e "otras cositas mas", gosta de ir a restaurantes para descobrir novos sabores, ou simplesmente saborear a boa culinária, brasileira ou internacional.
Assim, no sábado fomos jantar num lindo restaurante marroquino, aqui mesmo na Vila Madalena. Desde a entrada, já nos sentimos em outro mundo, em outra cultura. Suas paredes forradas com panos coloridos, dando a ideia de uma tenda, com uma iluminação linda, multicolorida pelos lustres e arandelas de encher os olhos. A música no ar ajudava a transportar-nos para as longínquas areias do deserto,  a imaginar odaliscas ondulando sua sensualidade. Odaliscas que, a certo momento, adentram o salão para encantar os clientes com sua dança, com sua beleza. Uma viagem ao Marrocos, sem sair do bairro em que moramos...
E ontem, escolhemos um lindo restaurante mexicano. Entre uma decoração colorida e alegre, com bandeirolas, sombremos, quadros, num ambiente rústico, ao som dos sucessos que levaram o México a todos os cantos do mundo pela voz de seus cantores, no século passado, vozes que enchiam o ar daquela aconchegante sala, entre tacos e guacamoles, potes de pimentas, e a conhecida simpatia mexicana. o jantar transcorreu numa explosão de sabores fortes mas deliciosos.
Dois países diferentes, duas gastronomias diferentes, mas em ambos os restaurante, a mesma cordialidade, a mesma simpatia, a mesma explosão de aromas e sabores, a mesma sensação de prazer ao desfrutar da cultura de outros povos, sem nem mesmo precisar sair de nossa cidade...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ji-Paraná, em Rondônia - Vamos conhecer?


Continuando nossos passeios pelas cidades brasileiras que tenham nomes curiosos, bonitos ou diferentes, chegamos hoje a Ji-Paraná, um município do Estado de Rondônia, lá no Norte do país,  Primeiro municipio do estado a investir em alta tecnologia de dados, tem sua economia baseada  nos setores madeireiro e de laticínios.


Ji-Paraná, é nome indigena, e significa "rio-machado", onde Ji seria machado - devido a um grande número de pedras que lembravam machadinhas indígenas - e Paraná seria "grande rio", ou mais precisamente, "um grande rio cheio de pequenos machados". A cidade, devido à sua localização na região central do Estado, é conhecida como "Coração de Rondônia, mas há quem atribua essa sua denominação a uma ilha, em formato que lembra um coração existente na confluência dos rios Machado e Urupá.


Sua história começa com a corrente migratória estimulada pela grande seca que assolou o  nordeste entre 1877 e 1880, quando nordestinos, enfrentando a densa floresta Amazõnica e vencendo grandes cachoeiras que lhes dificultavam a marcha,  chegaram junto às margens do Urupá, rio que serviu de base para o abastecimento aos que lá se estabeleceram, atraídos pela extração de matéria prima da floresta nativa e pedras preciosas como o diamante -  eram em sua maioria, seringueiros e garimpeiros.  partir de 1968  milhares de migrantes oriundos principalmente da região Sul do país chegaram à região, atraídos pela crescente mecanização na lavoura e, hoje, a cidade abriga uma população de aproximadamente 120.00 habitantes, em sua maioria descendentes de antigos seringueiros, garimpeiros e índios, à qual somam-se os migrantes oriundos de todos os estados brasileiros, 


Tendo sido colonizada por pessoas de várias regiões do país, cada qual trazendo sua cultura,  Ji-Paraná é uma cidade de bons índices culturais, conhecida, na verdade como polo cultural da região.


Meus agradecimentos pela presença ao morador de Ji-Paraná que visitou o Prosa, dando-nos assim a oportunidade de conhecer uma cidade lá do norte, da encantada Amazônia, lugar para muitos de mistério e magia, 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Arroio dos Ratos - Vamos conhecer?...



Dando continuidade ao projeto de mostrar aqui cidades cujos nomes possam ser diferentes ou curiosos, hoje visitamos uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, “Arroio dos Ratos”, cuja história está ligada à exploração do carvão. Desde a descoberta do mineral em 1853, a cidade iniciou um importante ciclo econômico, permanecendo durante décadas, o principal polo da indústria carbonífera brasileira. Só quando da desativação das minas, buscaram-se outras alternativas de crescimento, voltadas para o setor agropecuário, o comércio e a indústria.

Antiga usina de lavagem

A cidade abriga, hoje, o “Museu do Carvão”, criado em 31 de março de 1986, onde a história da exploração de carvão no Rio Grande do Sul fica preservada.  O prédio da antiga usina é um marco da cidade que respirou e sobreviveu do carvão durante mais de um século e guarda um importante acervo histórico

Museu do Carvão

Com uma população de aproximadamente 14 mil habitantes, a cidade tem sua economia baseada principalmente na agricultura, mais precisamente na produção de madeira e melancia, sendo considerada a Capital Nacional da Melancia, realizando, anualmente, a Festa da Melancia, com uma programação que movimenta não só a cidade, mas toda a região.
Entrada da cidade

Monumento ao mineiro

O nome curioso do município deve-se a um arroio que banha o município de um polo ao outro, o “Arroio dos Ratos, cujo nome,  por sua vez, deve ter-se originado  da grande quantidade de roedores que por lá eram encontrados.

 Linda igreja, não?

Agradecendo carinhosamente ao morador do Arroio do Ratos que nos visitou ontem, esperamos que os leitores do Prosa tenham gostado de mais este passeio a terra gaúcha, que encerramos com um momento de humor... A filha de uma amiga, ao ver as pesquisas para este post, olhando a foto abaixo, sugeriu a troca do nome da cidade de "Arroio dos Ratos" para "Arroio dos Gatos"... hehehehe... O que vocês acham da idéia?...


terça-feira, 17 de maio de 2011

Bambuí, lá nas Minas Gerais... Vamos conhecer?...

E vamos nós continuando nossos passeios pelas cidades de nomes curiosos ou diferentes, escolhidas entre os visitantes do Prosa. Hoje recebemos, com muito carinho, um leitor vindo lá das Alterosas, de um "lugar chamado Bambuí".  Então eu os convido, leitores e amigos deste cantinho, para um passeio até as Gerais.


Bambuí, um município do Estado de Minas Gerais, com uma população de aproximadamente vinte e dois mil habitantes,  está localizada próxima ao Parque Nacional da Serra da Canastra, região de cerrado,  predominantemente rural, a qual atrai turistas devido ao clima ameno, cachoeiras, belas paisagens e pela produção de quitutes e quitandas(*). Bambuí é conhecida como Portal da Canastra, por dar acesso à nascente do Rio São Francisco e também à Serra da Canastra.

Entrada da cidade

A cidade é reconhecida internacionalmente pelo fato de nela terem-se desenvolvido estudos que aprofundaram o conhecimento científico da moléstia tripanossomíase americana, vulgarmente conhecida como Doença de Chagas. Foram determinantes para o melhor conhecimento dessa doença, os trabalhos desenvolvidos nas décadas de 40 e 50 pelo grupo de pesquisadores reunidos no Centro de Estudos e Profilaxia da Moléstia de Chagas, posto do Instituto Osvaldo Cruz no município de Bambuí. Sua principal produção mineral é a extração de caolim, e sua agricultura está voltada para o café, arroz, milho e soja.

IFMG Campus Bambuí

Na área da educação. conta com o Instituto Federal de Minas Gerais. Localizado na Fazenda Varginha, o IFMG Campus Bambuí é referência para toda a região na área educacional e tecnológica, agregando valores para o desenvolvimento de profissionais de nível técnico e superior, para as áreas de administração, turismo, informática, indústrias alimentícias e agropecuária

Estação ferroviária

Sua história começou com a construção de uma estrada que seria completada com o encontro de Araxá, desativada por falta de recursos, sendo que alguns de seus trabalhadores, cansados, não querendo voltar para Campo Belo acabaram por fixarem-se num acampamento perto da cidade mais populosa da região, Santana do Jacaré, com suas 75 pessoas de origem desconhecida. Alguns historiados acreditam que o nome Bambuí foi dado à cidade pelos negros quilombolas que vivam na região, numa homenagem a cidade do mesmo nome, existente em Camarões, na África. Mas há quem afirme que "bambuy" é uma palavra indígena que quer dizer "Rio das águas sujas".


Casarão antigo

(*) Para quem não conhece, quitutes e quitandas são aquelas delícias da culinária mineira: os pães de queijo, as broinhas de fufá, os maravilhosos pés-de-moleque, pães, bolos, roscas, são quitantas. Já os quitutes são geralmente os pratos salgados como o feijão tropeiro, o tutu de feijão, os assados, os virados e tantas outras delícias de dar água na boca... Ah, a culinária mineira!...

Não é um encanto de lugar?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não-Me-Toque - Vamos conhecer?

Entre os visitantes de ontem do Prosa, havia alguém de uma pequena cidade do Rio Grande do Sul cujo nome chamou a minha atenção e, como vem acontecendo, a cada vez que isso acontece, fui conhece-la através da internet para trazê-la até vocês. Os amigos do Prosa devem estar lembrados que essas cidades são escolhidas pela peculiaridade de seus nomes. E tem nome mais bonito para uma cidade, um nome que desperte mais a curiosidade, do que "Não-Me-Toque"?  Pois então!... 

Vista aérea da cidade

A cidade de Não-Me-Toque teve sua colonização iniciada por portugueses por volta de 1826, com a instalação de grandes estâncias pecuárias. Já em meados do Século XX, descendentes de colonos italianos e alemães, que buscavam melhores condições de vida, adquiriram lotes na região, dedicando-se a agricultura e dando início a extração da madeira, além da instalação de pequenas fábricas e casas  comerciais. E em 1949 chegaram os primeiros holandeses, fazendo de Não-Me-Toque o berço da colonização holandesa no Rio Grande do Sul. Mas só em 1954 Não-Me-Toque foi elevada a categoria de Município.


Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Há mais de uma versão para o nome "Não-Me-Toque". Uns dizem que provém do nome de um arbusto de tronco curto e recorto de espinhos, popularmente conhecido como não-me-toques, muito abundante na região na época da colonização ítalo-germânica, outros dizem  que vem da expressão "não me toque nestas terras", ou "não me toque daqui" ditas por um fazendeiro português, referindo-se à sua grande fazenda, da qual nunca pretendia se desfazer. 
Entre a variedade de culturas e a produção de boas sementes, o trigo foi considerado por muitos anos o "cereal rei" das plantações, inspirando os munícipes a optarem pela troca do nome de Não-Me-Toque para Campo Real (1971). Depois de intensas campanhas, a população, através de um plebiscito, optou pela antiga denominação de Não-Me-Toque (1976), nome atual da cidade, que conta hoje com aproximadamente dezesseis mil habitantes.
O município é sede da Expodireto Cotrijal, feira agrodinâmica de grande expressão à nível nacional e internacional, onde são realizados anualmente o Fórum Nacional da Soja e da Conferência Mercosul sobre Agronegócio.


Para quem quiser saber mais a respeito dessa cidade, deixo aqui o link para o site da Prefeitura de Não-Me-Toque. E deixo também o meu muito obrigada pela visita ao seu morador que por aqui passou.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Faxinal do Soturno - Vamos conhecer?


Mais uma vez o Prosa leva seus amigos e leitores a um  passeio por uma cidade deste nosso imenso país. Como sempre,  a escolha é feita entre os visitantes diários deste blog e baseia-se no fato da cidade ter um nome diferente, curioso, que chame a atenção, e que seja uma cidade para nós, até então, desconhecida... Hoje vamos até o coração do Rio Grande Sul onde, entre montanhas e vales, rios e grutas,  encontramos  "Faxinal do Soturno". 
Com uma população de aproximadamente seis mil e oitocentos habitantes, esta pequena cidade de colonização  italiana, conserva  em seus  usos e costumes, em seus  hábitos e alimentação, a cultura trazida por seus colonizadores. Uma influência presente também em seus  monumentos e na vivência religiosa de sua gente. Em desenvolvimento crescente, alicerça sua economia na agricultura, na indústria e no comércio.
Fui buscar no site da prefeitura da cidade a explicação para o nome tão diferente desse município:
"A origem do seu nome vem do Rio Soturno, que banha suas terras, de nome sinistro, porém, doa-se em nome e riqueza, nas suas margens o arroz irrigado, nas partes altas o potencial energético. Em que época a denominação de Campo do Meio foi substituída pela de Campo dos Bugres e esta por Faxinal do Soturno, ninguém sabe. Sabe-se, entretanto, que o nome de Soturno foi motivado pelos pantanais ribeirinhos, que nos primeiros tempos se apresentavam cobertos de mato cerrado e escuro, lugar soturno e perigoso, principalmente nos meses de maio a setembro, época das chuvas."
E como (segundo os chineses) uma imagem vale mais que mil palavras, ficam abaixo algumas fotos desse lugar distante que se fez presente numa visita ao Prosa.




quarta-feira, 2 de março de 2011

Jardim do Seridó - Mais um pedacinho do Brasil



Continuando com o projeto de trazer ao Prosa cidades que tenham nomes que chamem a atenção, por bonitos, curiosos ou diferentes, hoje vamos até o Rio Grande do Norte para conhecer "Jardim do Seridó"
Cidade localizada na região do Seridó, distante 224 Km de Natal, a capital do Estado, possui  clima  muito quente e semi-árido, com uma  população de, aproximadamente, 12.000 habitantes, sendo que  a vegetação predominante no município é a caatinga. 



Suas atividades econômicas caracterizam-se por uma produção incipiente voltada apenas para o mercado interno, exemplo da agropecuária, da pesca, do extrativismo vegetal e à silvicultura. O setor da indústria vem ampliando sua linha de atuação em cerâmicas, oficinas de ferro, fábricas de móveis, fábricas de calçados, fábricas de caixas de papelão e o  comércio vem se modernizando, bem como os serviços públicos, o que acaba por amenizar o problema da mão-de-obra desocupada. 
Pelo fato de a maioria da população não dispor de condições financeiras para a aquisição de jornais e revistas, ou poder acessar a internet, o rádio continua sendo o principal meio de informação da região, havendo somente uma única emissora na cidade, a Rádio Cabugi do Seridó.
Alguém lá do distante Jardim do Seridó passou ontem por aqui. Passou, não se identificou, mas deixou-nos muito contentes com a visita. É sempre um prazer  constatar a presença de pessoas de tão distantes rincões deste meu país, bem como de tantos recantos do mundo... É em momentos assim que o Prosa fica todo prosa...



Um coreto na pracinha... 


A tranquilidade das ruas o interior...


E o açude que abastece de água a cidade.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Piaçabuçu - As Margens do "Velho Chico"





Piaçabuçu – No Delta do São Francisco

Volto, hoje, a falar sobre cidades com nomes diferentes ou interessantes que encontro na lista dos visitantes do Prosa, já que ontem recebemos a visita de um morador de uma pequena cidade do sul do Estado de Alagoas, na Região Nordeste deste nosso imenso Brasil

Situada entre a Foz do Rio São Francisco e o Oceano Atlântico, lá está ela, toda linda com suas praias de dunas, com seus barcos  prontos para fazer a travessia do “Velho Chico”, em sua foz entrecortada de ilhas, levando turistas... Lá está Piaçabuçu, conhecida como a Capital Alagoana das Palmeiras,  com uma população de (aproximadamente) dez mil habitantes, cujo nome, de origem indígena, é uma corruptela de pe-haçab-uçu, que significa, segundo os especialistas da língua tupi-guarani, “passagem geral do caminho”.
De colonização portuguesa, seus habitantes trazem, no entanto,  traços dos povos que a formaram e ali viveram , sendo uma mescla de índios, africanos e europeus.
Sua principal renda provém da atividade primária, com o coco, o arroz, a cana de açúcar e a pesca, sendo um importante polo pesqueiro e é em Piaçabuçu que encontramos  o maior banco de camarões do nordeste brasileiro.. 
Um dos maiores atrativos turísticos de Alagoas fica em Piaçabuçu, no Delta  Rio São Francisco,  cenário de indescritível beleza quando suas águas se encontram com o mar., com dunas de areias claríssimas e várias lagoas de águas mornas.






Foi muito prazeiroso poder levar os leitores do Prosa por um passeio, em rápidas pinceladas,   a mais uma cidade que nos deu o prazer  de chegar ao Prosa.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Na Nova Inglaterra...


Hoje é Valentine's Day, mas é também dia útil, de trabalho normal, de escolas funcionando, e por isso resolvemos comemorar nosso Valentine's ontem, com um almoço em família, no lugar de escolha dos kids, nossos mais queridos Valentine's. E eles escolheram a IHOP, ou seja, a International House of Pancakes, em Cambridge, cidade as margens do Rio Charles, que a separa de Boston, cidade que abriga tantas cabeças coroadas da ciência e da tecnologia, tantos prêmos Nobel, que circulam entre os corredores e salas da Harvard University, ou do MIT (Massachussets Institute of Techology). Cidade que recebe tantos estudantes do mundo todo, tantos sonhos e tantas esperanças no futuro que escolheram e que lutam por conquistarem. 

Uma cidade tipicamente inglesa em sua arquitetura, tipicamente americana em seu jeito de ser. Não a conheço bem apesar de estar por aqui com relativa frequência - como hoje, por exemplo, que estou escrevendo este post na sala de trabalho de minha filha - e ontem pude ve-la um pouco mais, a caminho do restaurante. Prédios de tijolinhos vermelhos, como os de Londres, dão um ar europeu a este pedaço dos Estados Unidos que, não sem razão, é chamado Nova Inglaterra. Cidade que ainda fica por "desbravar" numa próxima estada em terras de Tio Sam, já que a hora de voltar ao ninho está chegando.



Nas fotos, a rua onde se situa o restaurante - como o proprio nome diz, o lugar certo para quem gosta de panquecas...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Espera Feliz - Lindo nome para uma cidade...



Tem nome mais bonito para uma cidade que “Espera Feliz”?

Tenho por hábito, todos os dias, antes de fechar o laptop, ir ver de onde vieram as visitas para o Prosa. 
Além, claro, de ficar feliz com a presença dos amigos constantes e dos leitores esporádicos, fico encantada quando percebo que tivemos   visitantes de várias partes do mundo, gente das Américas, da Europa, da Ásia, da África, gente de língua diferente que, provavelmente cai aqui por acaso e fica um pouquinho mais, só ouvindo a música, por isso procuro sempre músicas melodiosas, doces, para agradar o ouvido de quem as queira ouvir, porque a presença de cada visitante, cada amigo, cada leitor do Prosa é motivo de muita satisfação e deixa-nos muito orgulhosos.
Mas eu me encanto demais com pessoas dos confins deste meu país gigante, país de tantas culturas em uma só, país de gente que sabe ser amiga, que sabe (ou pelo menos tenta sempre) rir e ser feliz. Tenho encontrado nomes singelos, estranhos, esquisitos, poéticos, engraçados, solenes, toda uma gama de nomes de cidades acaba ficando registrada no site de estatística  dos leitores do Prosa e sempre que não conheço, ou que nunca ouvi falar de uma cidade, vou procurar saber, pelo menos em que Estado da Federação ela se situa. Dessa forma vou conhecendo mais meu Brasil, seus habitantes, numa espécie de homenagem aos visitantes que passam incógnitos pelo Prosa. Incógnitos, mas não despercebidos...
Hoje deliciei-me com um nome que, em si, é um cântico: Espera Feliz! E encantada fui abrir os mapas do Google e encontrei essa pequena cidade no alto das serras lá das Minas Gerais, na Chapada dos Veadeiros, Zona da Mata. Seus pouco mais de 20.000 habitantes tem sua pracinha ajardinada em frente a Igreja, tem um ensino de boa qualidade, tem cachoeiras, uma vida pacata, como bem cabe ao interior mineiro... Vi algumas fotos da cidade, de sua gente e confesso que tive muita vontade de lá ir um dia, viver aquela tranquilidade, aquela mineirice boa., ainda que por apenas um final de semana.
E enquanto escrevia este post, fui pensando cá com meus botões que, sempre que achasse um nome que mexesse comigo, poderia fazer menção dele aqui no Prosa. E isso poderia valer para aquém e além-mar, para um ou outro hemisfério.  
 Seria, sem dúvida, uma delícia ir desbravando as veredas que “desaguam” no Prosa...

Fevereiro/2011