floquinhos

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Na menina que fui...


'Na menina que fui está a mulher que sou e vou continuar me tornando até o fim. Ali nasceram o trabalho que faço, meus relatos ou minhas invenções. Meus amores e medos, minha inesgotável busca de entendimentos de todos os segredos que eu mal adivinhava ao meu redor, perto e longe."

(Lya Luft - A riqueza do Mundo)

Entre os presentes "de mãe" que recebi ontem, havia um livro de Lya Luft - e todos vocês sabem o quanto me identifico com o que ela escreve. Ao folheá-lo, dei com a frase acima e pensei: Meus Deus, mas essa sou eu... rs...  Aliás, não sou a única mulher que sente isso ao ler essa maravilhosa e sensível escritora. E como essa, há muitas outras passagens do livro que parecem terem saído de minh'alma...  E isso quer dizer que, muitas outras citações ainda vão passar aqui pelo Prosa. 

sábado, 7 de maio de 2011

Neste dia consagrado as mães...

recados para orkut



Para as queridas leitoras e amigas do Prosa, d'áquem e d'álem mar, desejamos um dia de muito amor, paz, alegrias...  

FELIZ DIA DAS MAES!...


E flores para todas vocês, para perfumar e enfeitar cada momento deste dia tão especial... Tulipas ou rosas, é só escolher, são todas ofertadas com carinho.


Não se preocupe em entender...



"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Clarice Lispector

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Porque a vida só é possível...


Reinvenção


A vida só é possível reinventada.
Anda o sol pelas campinas e passeia a mão dourada pelas águas, pelas folhas. . .
Ah! Tudo bolhas que vêm de fundas piscinas de ilusionismo... – mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada.
Vem a lua, vem, retira as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira da lua, na noite escura.
Não te encontro, não te alcança...
Só - no tempo equilibrada, desprendo-me do balanço que além do tempo me leva.
Só - na trevas fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada.



(Cecilia Meireles)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fernandinha - Uma saudade...


Quando cheguei por aqui, já lá se vão bem mais de dois anos, abrindo as portas do Prosa, uma  das primeira presenças foi a de uma linda mulher, madura, sensivel inteligente, carinhosa e sempre gentil com seus amigos, sempre angariando novos amigos, sempre espalhando beleza através de seus poemas, de suas fotos. Mas, de uns tempos para cá, essa doce amiga deixou de vir ao Prosa. Como isso é mais ou menos comum na blogosfera, senti falta dessa presença, mas não pensei em nada ruím acontecendo. 
Hoje, ao fazer minhas visitas diárias aos blogs amigos, deparei-me com uma noticia extremamente triste, estampada em forma de linda homenagem, no blog de nosso querido amigo Lourenço (Louro Fotos): nossa querida Fernandinha (Fernanda Costa), falecera no dia 25 de abril último... Que perda inestimável!


Junto-me ao Louro nessa justa homenagem, reproduzindo aqui o Poema que é uma despedida dessa mulher valorosa, pedindo a Deus que a guarde em Suas mãos e que dê conforto e força a sua querida filha Suzy, também uma doce amiga do Prosa, também ausente da Blogosfera há meses.

Pedindo licença ao Lourenço, aqui está o poema que é um adeus da nossa Fernandinha.


PARTIDA

AGORA VOU PARTIR,MAS VOU SOZINHA
P ´RA LONGE, MUITO, NÃO SEI BEM...
VOU TENTAR ENCONTRAR-ME E SER SÓ MINHA
DESVENDANDO OS SEGREDOS DO ALÉM !

TAL COMO EMIGRAR SABE A ANDORINHA
QUANDO O CALOR SE VAI E O FRIO VEM
SENTIDO QUE O INVERNO SE AVIZINHA
JÁ SINTO MUITO FRIO... E VOU TAMBÉM.

NÃO PARTO LIBERTA DE SAUDADE
DEIXO LAÇOS DE AMOR E DE AMIZADE
QUE ESPERO RENOVAR NA PLANITUDE

NÃO POSSO DESISTIR DESTA PARTIDA
QUE NÃO É DIZER ADEUS Á VIDA
MAS SOMENTE A PROCURA DE QUIETUDE !

FOTOS : LOURO
SONETO: FERNANDA COSTA

Do que as mães realmente precisam em seu dia?


Sempre que o Dia das Mães vai se aproximando, uma certa nostalgia, uma pontinha de tristeza vai envolvendo meu coração. Claro que também por conta da saudade de minha mãe, há mais de dez anos ausente, morando em sua linda nuvem cor-de-rosa - gosto de imaginar seus lindos olhos verdes sempre nos espiando lá de cima, riso doce espalhado em seus lábios, murmurando, num meneio de cabeça: "mas essa menina..." Saudade, sim dos tempos em que "essa menina" escrevia seu amor pela mãe em cartões que ofertaria a ela como presente... Claro... Afinal, quem não tem saudade da infância?
Mas nem é isso que me põe assim meio "sorumbática" (rs). O que me entristece mesmo é a comercialização do sentimento mais puro, do amor dos filhos por suas mães e das mães por seus filhos, é o fato de tantas mães acharem que precisam mesmo ganhar presentes em seu dia, que presentes são sinônimos de amor filial, de carinho, de gratidão. E não pode ser qualquer presente!... Triste, não? Principalmente porque muitos filhos só presenteiam suas mães porque é um hábito, quase uma obrigação social, aclamada e proclamada pela mídia, em todas as suas formas e patrocinada pelo comércio. Na verdade, não há data nem dia para se oferecer um mimo a uma mãe, sabemos que ela o merece sempre,  mas isso precisaria ser espontâneo, nunca socialmente obrigatório, não acham?
Mães precisam de carinho, amor, ternura, cuidados, beijos e abraços apertados, risos nos rostos de seus filhos, esperança no futuro deles, e não só no segundo domingo de maio, mas em todos os dias do ano, em todos os anos de suas vidas... Ainda acho que o melhor presente que um filho pode dar a sua mãe é seu amor, sua presença, sempre... 
Concordam comigo?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não-Me-Toque - Vamos conhecer?

Entre os visitantes de ontem do Prosa, havia alguém de uma pequena cidade do Rio Grande do Sul cujo nome chamou a minha atenção e, como vem acontecendo, a cada vez que isso acontece, fui conhece-la através da internet para trazê-la até vocês. Os amigos do Prosa devem estar lembrados que essas cidades são escolhidas pela peculiaridade de seus nomes. E tem nome mais bonito para uma cidade, um nome que desperte mais a curiosidade, do que "Não-Me-Toque"?  Pois então!... 

Vista aérea da cidade

A cidade de Não-Me-Toque teve sua colonização iniciada por portugueses por volta de 1826, com a instalação de grandes estâncias pecuárias. Já em meados do Século XX, descendentes de colonos italianos e alemães, que buscavam melhores condições de vida, adquiriram lotes na região, dedicando-se a agricultura e dando início a extração da madeira, além da instalação de pequenas fábricas e casas  comerciais. E em 1949 chegaram os primeiros holandeses, fazendo de Não-Me-Toque o berço da colonização holandesa no Rio Grande do Sul. Mas só em 1954 Não-Me-Toque foi elevada a categoria de Município.


Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Há mais de uma versão para o nome "Não-Me-Toque". Uns dizem que provém do nome de um arbusto de tronco curto e recorto de espinhos, popularmente conhecido como não-me-toques, muito abundante na região na época da colonização ítalo-germânica, outros dizem  que vem da expressão "não me toque nestas terras", ou "não me toque daqui" ditas por um fazendeiro português, referindo-se à sua grande fazenda, da qual nunca pretendia se desfazer. 
Entre a variedade de culturas e a produção de boas sementes, o trigo foi considerado por muitos anos o "cereal rei" das plantações, inspirando os munícipes a optarem pela troca do nome de Não-Me-Toque para Campo Real (1971). Depois de intensas campanhas, a população, através de um plebiscito, optou pela antiga denominação de Não-Me-Toque (1976), nome atual da cidade, que conta hoje com aproximadamente dezesseis mil habitantes.
O município é sede da Expodireto Cotrijal, feira agrodinâmica de grande expressão à nível nacional e internacional, onde são realizados anualmente o Fórum Nacional da Soja e da Conferência Mercosul sobre Agronegócio.


Para quem quiser saber mais a respeito dessa cidade, deixo aqui o link para o site da Prefeitura de Não-Me-Toque. E deixo também o meu muito obrigada pela visita ao seu morador que por aqui passou.