Sempre que o Dia das Mães vai se aproximando, uma certa nostalgia, uma pontinha de tristeza vai envolvendo meu coração. Claro que também por conta da saudade de minha mãe, há mais de dez anos ausente, morando em sua linda nuvem cor-de-rosa - gosto de imaginar seus lindos olhos verdes sempre nos espiando lá de cima, riso doce espalhado em seus lábios, murmurando, num meneio de cabeça: "mas essa menina..." Saudade, sim dos tempos em que "essa menina" escrevia seu amor pela mãe em cartões que ofertaria a ela como presente... Claro... Afinal, quem não tem saudade da infância?
Mas nem é isso que me põe assim meio "sorumbática" (rs). O que me entristece mesmo é a comercialização do sentimento mais puro, do amor dos filhos por suas mães e das mães por seus filhos, é o fato de tantas mães acharem que precisam mesmo ganhar presentes em seu dia, que presentes são sinônimos de amor filial, de carinho, de gratidão. E não pode ser qualquer presente!... Triste, não? Principalmente porque muitos filhos só presenteiam suas mães porque é um hábito, quase uma obrigação social, aclamada e proclamada pela mídia, em todas as suas formas e patrocinada pelo comércio. Na verdade, não há data nem dia para se oferecer um mimo a uma mãe, sabemos que ela o merece sempre, mas isso precisaria ser espontâneo, nunca socialmente obrigatório, não acham?
Mães precisam de carinho, amor, ternura, cuidados, beijos e abraços apertados, risos nos rostos de seus filhos, esperança no futuro deles, e não só no segundo domingo de maio, mas em todos os dias do ano, em todos os anos de suas vidas... Ainda acho que o melhor presente que um filho pode dar a sua mãe é seu amor, sua presença, sempre...
Concordam comigo?