
(Jean Paul Sartre)
Sempre disse isso, só que em outras palavras.
Sempre afirmei que não sentia solidão porque eu era boa companhia. Dizia isso brincando quando amigos estranhavam o fato de eu viver só, de gostar de ficar no meu canto com meus livros, meus CDs, meus bordados, meu computador que é minha janela para o mundo, enquanto pessoas de minha idade viviam procurando afazeres e distrações fora de casa, tentando driblar a solidão...
E agora encontrei esta frase de Sartre que, finalmente, me dá razão... Ou, pelo menos, endossa meu comportamente mais caseiro, mais tranquilo, meu gosto por estar comigo mesma grande parte do meu tempo. Sei que muita gente não vai entender esse gosto, mas...
E olhe, não é "eu me basto", nada disso. Eu amo as apessoas, preciso conviver com elas, partilhar minha vida, mas isso não exclue minha necessidade de estar comigo mesma pelo menos uma parte do dia. Mas ajuda muito a fazer de minhas madrugadas insones momentos de paz e de criatividade, momentos de encontro com minha alma inquieta, momento de extravazar essa inquietude, momento de ser mais verdadeira e aberta para o mundo... E disso tudo resultou uma união que me faz bem... Eu e a madrugada. Junte-se a isso música e luar e...





