floquinhos

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O verdadeiro amigo...


Amigos são anjos em nossas vidas...

"Pois o verdadeiro amigo é confiável e estimulante, engraçado e grave, às vezes intrometido e irritante; pode se afastar, mas sabemos que retorna ou vai estar lá para nós; ele nos aguenta e nos chama, nos dá impulso e abrigo, nos faz melhores."

(Lya Luft - A Riqueza do Mundo)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ah, meus Deus, essas crianças!


O circo, o menino e a vida


A moça do arame
equilibrando a sombrinha
era de uma beleza instantânea e fulgurante!
A moça do arame ia deslizando e despindo-se.
Lentamente.
Só pra judiar.
E eu com os olhos cada vez mais arregalados
até parecerem dois pires.
Meu tio dizia:
"Bobo!
Não sabes
que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?"
(Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis...)
Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens
segredava-me sempre:
"Quem sabe?"


Eu tinha oito anos e sabia esperar.
Agora não sei esperar mais nada.
Desta nem da outra vida.
No entanto
o menino
(que não sei como insiste em não morrer em mim)
ainda e sempre
apesar de tudo
apesar de todas as desesperanças
o menino
às vezes
segreda-me baixinho
"Titio, quem sabe?..."


Ah, meu Deus, essas crianças!


(Mario Quintana)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A canção da vida...


"E quando tudo me aborrecer de verdade, quando eu ficar cansada de minhas neuroses e manias, quando as pessoas estiverem demais distraídas, a paisagem perder a graça, a mediocridade instalar seu reinado e anunciarem o coroamento da burrice - vou espiar o letreiro que fala de uma riqueza disponível para qualquer um, e que botei como descanso de tela no meu eternamente ligado computador:

< Escute a canção da vida > "

(Lia Luft)

sábado, 28 de maio de 2011

Abrindo as portas de um novo espaço...


Num país como o nosso, uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas do planeta, não deve chegar a surpreender o fato de encontrarem-se por lá nomes estranhos, curiosos, às vezes bonitos, poéticos, outras vezes nem tanto, até esdrúxulos, nomeando seus 5.565 municípios. Pode não surpreender, mas não deixa de ser bem curioso.
Verificando, diariamente, a relação das visitas feitas ao Prosa, foi que me dei conta da peculiaridade desses nomes e, curiosa, fui pesquisar para saber como seria cada determinado município. Encantada com as descobertas, resolvi transformá-las em postagens para o Prosa, postagens muito bem aceitas pelos leitores e amigos que por cá costumam passar. E, motivada por essa aceitação, entendi que seria bem interessante criar um espaço só para esse tema, um espaço que pudesse abrigar muitas e muitas cidades perdidas por esse imenso Brasil, lindas, curiosas, peculiares, tão brasileiras, tão diferentes em suas culturas, tão iguais em sua brasilidade. E assim surgiu “Cidades de minha terra”, um espaço dedicado a quem gosta de conhecer lugares e pessoas. Nele já se encontram as oito postagens anteriores do Prosa, iniciando um trabalho que anda me dando muito prazer, na medida em que vai me permitindo conhecer um pouco mais deste país multifacetado e sempre acolhedor.
Para quem tiver curiosidade e quiser conhecer minha nova casa, onde será recebido com o mesmo carinho e a mesma amizade encontrados aqui no Prosa, para os amigos que quiserem tomar um cafezinho com gosto de Brasil interiorano, é só seguir o endereço onde até a música tem som de terra cabloca:


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Uma verdade...



"Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais."

(Charles Chaplin)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ji-Paraná, em Rondônia - Vamos conhecer?


Continuando nossos passeios pelas cidades brasileiras que tenham nomes curiosos, bonitos ou diferentes, chegamos hoje a Ji-Paraná, um município do Estado de Rondônia, lá no Norte do país,  Primeiro municipio do estado a investir em alta tecnologia de dados, tem sua economia baseada  nos setores madeireiro e de laticínios.


Ji-Paraná, é nome indigena, e significa "rio-machado", onde Ji seria machado - devido a um grande número de pedras que lembravam machadinhas indígenas - e Paraná seria "grande rio", ou mais precisamente, "um grande rio cheio de pequenos machados". A cidade, devido à sua localização na região central do Estado, é conhecida como "Coração de Rondônia, mas há quem atribua essa sua denominação a uma ilha, em formato que lembra um coração existente na confluência dos rios Machado e Urupá.


Sua história começa com a corrente migratória estimulada pela grande seca que assolou o  nordeste entre 1877 e 1880, quando nordestinos, enfrentando a densa floresta Amazõnica e vencendo grandes cachoeiras que lhes dificultavam a marcha,  chegaram junto às margens do Urupá, rio que serviu de base para o abastecimento aos que lá se estabeleceram, atraídos pela extração de matéria prima da floresta nativa e pedras preciosas como o diamante -  eram em sua maioria, seringueiros e garimpeiros.  partir de 1968  milhares de migrantes oriundos principalmente da região Sul do país chegaram à região, atraídos pela crescente mecanização na lavoura e, hoje, a cidade abriga uma população de aproximadamente 120.00 habitantes, em sua maioria descendentes de antigos seringueiros, garimpeiros e índios, à qual somam-se os migrantes oriundos de todos os estados brasileiros, 


Tendo sido colonizada por pessoas de várias regiões do país, cada qual trazendo sua cultura,  Ji-Paraná é uma cidade de bons índices culturais, conhecida, na verdade como polo cultural da região.


Meus agradecimentos pela presença ao morador de Ji-Paraná que visitou o Prosa, dando-nos assim a oportunidade de conhecer uma cidade lá do norte, da encantada Amazônia, lugar para muitos de mistério e magia, 

terça-feira, 24 de maio de 2011

A dança mútua da sedução...

(Museu da Língua Portuguesa - SP)

"Não tenho medo das palavras. Embora as respeite e venere, executo com elas muitas vezes a dança da mútua sedução. São meus instrumentos de trabalho, de pensamento, de existência, de relacionamento."

(Lya Luft - "A riqueza do mundo")