floquinhos

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Versos de Natal...


Versos de Natal

Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho , amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico,
Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera de Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.

(Manuel Bandeira)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Entre o sim e o não...

Amores-perfeitos, presente da Pitanga Doce... Lindos, não?

"Porque entre o sim e o não é só um sopro, entre o bom e o mau apenas um pensamento, entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos - e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi, tudo recobre, tudo apaga, tudo torna simples e tão indiferente."

(Lya Luft)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Chuva, vento, luzes...

Diante de minha janela, as luzes de Natal...

Acordo, na madrugada, com o barulho da chuva batendo forte na vidraça e o zunido do vento entre as árvores do bosque. Imagino um espetáculo da natureza acontecendo lá fora e não resisto a levantar-me da cama, apesar do frio e ir espiar pela janela a chuva caindo sobre a cidade, os galhos das árvores curvando-se diante da força do vento. Mas é tempo de Natal, e tenho diante de meus olhos todas as cores e luzes que enfeitam os jardins, dançando ao vento, num espetáculo ainda mais belo porque menos assustador. E fico ali, perdida em pensamentos, absorta, mergulhada dentro de mim. A chuva sempre teve esse poder, o de fazer com que me recolha, com que deixe aflorar minha alma num momento mais nostágico, mais livre... E é assim que volto para a cama, em longa conversa comigo mesma, tentando afugentar o tantinho de tristeza que um momento assim sempre deixa em mim. E a madrugada foi caminhando pela noite, e fez-se dia, um dia enfarruscado, molhado, cinzento, dia que me devolve `a realidade...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Um blog que recomendo (20) - com carinho

E já que o dia é de apresentações, aqui estão meus amores lá de Campinas, Bira (filho mais velho), Maria Antonieta (nora) e Caio (primeiro neto).

Hoje (batalhando em causa própria... rs), trago até vocês um blog muito especial; venho apresentar a vocês um dos meus amados amores que, finalmente, depois de muita relutância, passa a fazer parte da blogosfera - meu filho Ubirajara (Bira) que acaba de por no ar seu "Veja bem", um espaço cujo conteúdo a lá ser encontrado fica definido em sua primeira postagem, onde escreve:

" O que pretendo ou a que me proponho com esta iniciativa? Francamente ainda não sei. Estou apenas 'tateando'. Familiarizando-me com a tecnologia, colocando algumas idéias em ordem, resgatando outras, esboçando possíveis conteúdos para um futuro livro, alguma auto análise (aquilo que é permitido fazer em público, evidentemente)... Enfim, um pouquinho de tudo."

Como todo mundo sabe, mãe corujíssima que sou, poderia gastar horas falando das qualidades de cada um de meus filhos... rs... mas não exagero numa vírgula, quando digo que o Bira sempre soube como dizer as coisas, sempre gostou de escrever, e que o faz muito bem. Mas, para não esbarrar na minha corujice, não digo mais nada. Apenas recomendo uma visita ao "Veja Bem", para conhecer um pouco uma pessoa sensível, correta, íntegra... Uma pessoa linda!...

Os jardins estão lindos...


Os leitores do Prosa sabem bem que uma das minhas manias é, quando ando de carro pelas ruas de qualquer cidade onde esteja, ir tirando fotos dos lugares que acho interessantes ou pitorescos. Assim, e para não fugir a regra, ontem, quando saímos para almoçar, fui flagrando aqui e ali pedaços da decoração natalina (diurna) dos jardins. Como nem sempre as fotos saem como eu gostaria - afinal, sou mais amadora do que ninguém (rs), poucas são as que acabo postando. Mas, em todo o caso, aí estão algumas delas.

Este jardim está lindo... (clique para ampliar)

Esta é a entrada de uma loja de venda de plantas e flores

Diferente, não? Veja o postinho (lampião) atrás...

Laços... laços...

Hoje, por aqui, temperaturas mais amenas (dois graus negativos, neste momento) em dia enfarruscado, todo cinza. Talvez chuva, talvez neve... Depois eu conto. Os kids sempre ficam ansiosos pela neve, já a avó... nem tanto! Mas como hoje é domingo, ninguém precisa sair de casa... Let it snow, let it snow, let it snow...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Um momento com os kids...

Toda sexta-feira, a noite, os kids têm aula de português numa escolinha montada na casa paroquial de uma igreja de Everet, uma cidadezinha próxima, a 2o minutos de casa. Então a rotina é pega-los na after school um pouco mais cedo, traze-los para jantar e depois levá-los para a aula. Hoje, a rotina alterou-se porque a cozinha da casa está em reforma e como não dava para cozinhar, fomos jantar fora, ou melhor fazer um lanche, a pedido dos meninos numa padaria-café, a "Panera", num mall proximo a escola. Foi mais um bom momento que as fotos abaixo podem testemunhar
.
(Clique nas fotos para ampliar)

Uma vista da praça do mall, tirada através das janelas da Panera.

Uma vista do interior da Panera

Os kids adoraram o lanche

E nós também...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um pequeno passeio numa noite gelada...


Quando minha filha me convidou para irmos jantar no Sakura, um restaurante japonês muito lindinho no centro da cidade, confesso que titubeei... Afinal, os termômetros marcavam sete grauzinhos centígrados abaixo de zero, as seis horas da tarde, isto é, da noite, noite cerrada desde as quatro e meia... Mas, com ou sem medo do frio, aceitei o convite, agasalhei-me até os dentes, e la fomos nós. A noite límpida, ostentando uma lua em quarto crescente, iluminada, tornava o convite ainda mais irresistível. Ao descer do carro, no estacionamento do restaurante, esperando sair para um freezer, surpreendi-me com a sensação de um frio muito menor do que esperava. O ar estava gelado, mas não cortante, porque não ventava.
O restaurante estava vazio, não sei se pela hora, se pelo frio, mas a comida estava ótima, o atendimento também, assim ficamos as duas conversando e apreciando o momento e o movimento da rua, sentadas numa mesa junto a janela. Num determinado momento fomos surpreendidas pela passagem de vários corredores em direção a cidade, numa disputa que me pareceu estranha, devido a hora. Passavam em pequenos grupos, parecendo nem se importarem com o frio da noite, e nem eram acompanhados por policiais para sua segurança, como costuma acontecer. Corriam junto a calçada e muitos deles traziam luzinhas coloridas presas a roupa e aos gorros de lã, para serem visiveis aos carros. Um pequeno espetáculo inesperado.
Terminado o jantar, voltamos para o aconchego da casa, não sem antes dar uma passadinha no Starbucks para um café quentinho. E no caminho de volta, aquela lua crescente, lá em cima, iluminando minha alma, minha noite, meus pensamentos...