floquinhos

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Só um pensamento...


Quando a palavra fica de mal com a gente, quando a inspiração resolve ficar encolhida no fundo da alma, quando por mais que tentemos não conseguimos encontrar o que dizer, melhor buscar a palavra e a sensibilidade de quem foi mestre na arte de escrever, de pensar, de encantar...
Por isso trago hoje para vocês mais um pensamento de um dos meus escritores do coração:

"A imaginação oferece às pessoas consolação por aquilo que não podem ser e humor por aquilo que efectivamente são."

(Albert Camus)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Um café ao entardecer...


Temos tido por aqui agradabilíssimas tardes de verão, quando a brisa chega refrescante, como um convite a um passeio. Por isso resolvemos, minha filha e eu, sairmos após o jantar para um café no Starbucks.
Já nos acomodáramos em uma mesa e começavamos a tomar nossos cafés quando minha filha chamou minha atenção para quatro lindas senhorinhas que, sentadas nos bancos da calçada do café, conversavam e riam animadamente. Em tom de brincadeira minha filha comentou comigo que "as velhinhas" deveriam estar revivendo momentos...
E, ao olhá-las, dando asas a minha imaginação, pus-me a pensar no quanto aquelas mulheres teriam vivido de bom ou de ruím ao longo de seus caminhares. Teriam sido, talvez, umas das tantas adolescentes que vibraram nos teatros de então com as apresentações do meu querido Elvis? Ou das que dançaram nos clubes ao som de Bill Halley e seus Cometas, vestindo saias rodadas, blusinhas de mangas curtas e dobradas, golinha levantada, ostentando graciosos lencinhos amarrados ao pescoço e nos pés as famosas meias soquetes, dobradas? As meninas que, invejosamente víamos nos filmes das matinês de domingo, nos cinemas do bairro e cujo modo de ser e de vestir tentávamos até copiar?
Mas seriam, talvez, também umas daquelas tristes meninas que perderiam um irmão, noivo um marido, numa das infindáveis guerras que este país sempre luta pelo mundo? Ou talvez ainda, ao longo das últimas décadas, tenham sido uma das mães ou avós de outros rapazes que tombaram (e tombam) pelos ideais de seu governo? Como imaginar o que cada uma delas teria para contar para agradecer, para lamentar?...

O fato é que, naquele momento, eram só quatro velhas amigas tagarelando suas histórias, falando sobre seus dias, descontraídas, muito de bem com a vida, na calçada de um café ao cair de uma enluarada noite de verão, no centro de uma pequena e aprazível cidade americana, exatamente como as vemos nas telas dos cinemas...
Mais um pequeno retrato da vida, para meu album de lembranças


terça-feira, 27 de julho de 2010

Quando a alma se retrai...


A palavra anda de mal comigo... Ou será que é a minha alma quem anda se encolhendo, numa dessas fases de não achar graça em nada? Imaginem vocês que ontem, aproveitando que os kids ainda não voltaram da viagem de férias a casa dos avós paternos na Suécia, resolvemos, minha filha e eu, sair para jantar. Pois não é que, na volta, havia uma lua lá no céu de enbriagar qualquer alma? Dessas de "Blue Moon", de fazer até o mais realista dos mortais pensar em sonhar e eu, euzinha, que amoleço só de ver uma luazinha minguante brilhando na noite, eu, que adoro namorar a lua, fazer dela minha confidente, minha companhia para as noites solitárias, apenas olhei para todo aquele explendor murmurando "que lindo, meu Deus" , fechando meus olhos e permitindo que minha alma se encolhese dentro de mim ao invés de ficar cantando e dançando pelos espacos da noite como costuma fazer sempre que há um intenso luar?... E, ao chegar em casa, ao invés de vir para o micro e extravasar toda a ternura que essas noites mágicas sempre criam em mim, simplemente sentei-ma para assistir um filme que já havia visto antes?
Well!... creio que seja hora de reciclar sentimentos, de acordar velhos sonhos ou inventar novos, antes que a magia que sempre viveu em mim resolva ir morar em outras plagas... Porque ai, o mundo ficaria muito sem graça...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ah, as nossas dúvidas...


"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."

(William Sakespeare)


domingo, 25 de julho de 2010

Um domingo , uma cidade em calma...


Lindo domingo de verão, o sol esparramando-se por entre as copas das árvores do bosque tentando alcançar o solo ainda úmido do orvalho da noite. Quase meio-dia, e nesta hora até o canto dos pássaros diminui, pois, imagino, eles vão buscar a sombra amiga e refrescante entre as folhas, hora também em que o movimento sempre tranqulo dos carros que passam em frente a casa aumenta um pouco, visto que os moradores estão voltando de seus cultos ou missas dominicais. Depois, reunem-se para o almoço em família e só ao entardecer surge o alarido das crianças que passam em suas bicicletas ou saem para o gramado das casas para um joguinho de baseball ou basquete entre amigos. Como estamos em julho, época das férias de verão, a cidade se esvazia um pouco e só no começo de setembro volta a seu rítmo normal.
Se nosso Drummond estivesse sentado no banco do jardim, olharia o céu azul manchado de nuvens que já prenunciam chuvas de verão para mais tarde,, cofiaria os ralos cabelos e, ao lembrar-se de sua pequena cidade natal repitiria: "Eta vida besta, meu Deus..." rs... E eu, bicho de cidade grande, lembrando de minha agitadíssima Sampa, respiro a calma do lugar, a beleza do dia e digo lá para os meus botões: "pode até ser meio besta, mas tá bom demais!..."

sábado, 24 de julho de 2010

Entre o poeta e o leitor...


O SILÊNCIO

"Convivência entre o poeta e o leitor, só no silêncio da leitura a sós. A sós, os dois. Isto é, livro e leitor. Este não quer saber de terceiros, não quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silêncio..."

(Mario Quintana)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As flores que enfeitam o jardim da casa...

(Este é o ponto de entrada da loja - na verdade, uma das lojas Mahones))

Um dos passatempos prediletos de minha filha é jardinagem, por isso, nesta época do ano, ela sempre reserva um tempinho para cuidar de seu pequeno jardim. Enquanto estou por aqui, cabe-me a tarefa de rega-lo pela manhã e ao entardecer, o que me dá também grande prazer.
E para que seu jardim fique sempre bonito, assim que algumas flores começam a morrer, vamos a uma loja de plantas comprar outras para substitui-las. E que loja, meus amigos!... É um encanto andar entre tantas e tão variadas flores, tantas plantas e folhagens diferentes, tantos vasos de temperos aromáticos, uma delicia. Para quem gosta de flores como eu, é um alumbramento ir caminhando entre as diversas espécies, sentindo seus aromas, tocando levemente em sas pétalas e folhas, sentindo suas texturas.
Selecionei algumas fotos para colocar aqui, das muitas e muitas que lá tirei. A maioria delas de flores que vão adornar meu blog por muito tempo. Se clicarem nas imagens, poderão apreciar melhor...

São tantas as variedade que fica dificil escolher.


Guardei estas imagens para que vissem algumas flores diferentes e um lindo pé de morangos, já com flores. E no canto superior direito, Angélica cuida de seu pequeno jardim.


E, para terminar, ofereço a vocês esta linda rosa branca, a John Kennedy, colhida de uma roseira que cresce agora aqui, no jardim da casa.