floquinhos

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Seguidor número CEM!!! WOW!!!


Este selinho é um carinho do Em Prosa e Verso aos seus seguidores, amigos e leitores

O Em Prosa e Verso, muito feliz, acaba de receber seu centésimo seguidor, ou melhor, seguidora. É nossa nova amiga Flor, do lindo blog "Casa das Flores Muriqui". E para comemorar este fato, criamos um selinho que oferecemos carinhosamente a todos os amigos e leitores deste cantinho, agradecendo a cada um de vocês pela presença, pela amizade, pelo apoio e pelo insentivo que têm nos dispensado durante esse pouco mais de um ano na blogosfera.

OBRIGADA A TODOS VOCES

Em tempo de preparação para as Festas

(clicar nas imagens para ampliar

Chove... chove muito, como vem acontecendo nos ultimos dias por aqui. Um calor insuportável, um tempo abafado e depois uma chuvarada que tem até causado estragos em muitas partes do sul/sudeste do país. E eu aqui, aproveitando a chuvinha boa da tarde, para ler um pouco. Pego um revista e começo a adoçar meus olhos com os artigos de Natal já expostos em suas páginas. Ai a alma vai ficando leve. A casa, aqui, também já está em ritmo de Natal. A porta de entrada já ostenta um linda guirlanda - objeto de estimação de minha nora, pois foi presente de meu marido no primeiro Natal que eles passaram nesta casa, recén-construida na época, ainda em processo de decoração. Foi uma festa linda, e dai para cá, todos os anos, a guirlanda posta na porta lembra que é tempo de festa, é tempo de amor. E também o presépio já está montado. Um presépio onde figuras delicadamente pintadas em tons pastel mostram a religiosidade da dona da casa. Depois, pouco a pouco, vão aparecendo os festões pelos corrimãos das escadas, as figuras do Papai Noel em poses, cores e tamanhos variados, os laços de fita, as velas especiais, as luzes e, por ultimo, a árvore de Natal. E a casa fica engalanada, esperando a data mais bonita do ano acontecer.



Meus amigos devem me perdoar, mas Natal, para mim, é tempo de amor, de familia, de saudade, de ausência, de alegria e de tristeza, tudo a um só tempo. Desconfio que vá colocando textos por aqui até um tanto contraditórios, mas eles vão sugindo conforme o estado de espírito do momento. Por hoje, deixo com vocês as fotos primeiras de uma série que, fatalmente, tirarei daqui para a frente e, claro, sãs as fotos da guirlanda e do presépio, assim vocês compartilham dessa festa comigo, desde agora, afinal, Natal é, também, tempo de amigos...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

MEUS POETAS DO CORAÇAO - Pablo Neruda


ME GUSTAS CUANDO CALLAS

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
Y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma,
Emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
Y pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio,
Claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan,
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

Sonhando com o Natal

(Brincadeira de roda - Miton Costa)

O dia ainda nem clareou e já se ouve o canto dos pássaros anunciando a vida. No quarto as escuras, desperto com a alma cheia de saudade... sonhava com meus pais, com os Natais de outrora, tão mais simples, tão mais cheios de religiosidade, de amor. O sonho trouxe saudades, despertando recordações...
Foram doces tempos . As crianças ainda acreditavam em Papai Noel e esperavam ansiosamente pelo presente que receberiam porque na maioria das vezes a alegria de receber um brinquedo só acontecia no dia de aniversário ou na noite de Natal. E eram brinquedos tão simples os que causavam essa alegria, como um carrinho feito de madeira, uma bola, umas panelinhas, uma boneca - as vezes feita de pano, pelas avós e isso era tão comum que foi imortalizado por Monteiro Lobato ao criar Emilia para o seu Sitio do Picapau Amarelo. Eu tive várias bonecas de pano, feitas por minha avó paterna com restos de tecidos, olhinhos bordados e cabelos feitos com fios de lã. A primeira boneca de porcelana ganhei aos onze anos, numa festa de Natal da Guarda Civil - meu pai pertencia a essa corporação - e foi um dos momentos mais emocinantes de minha infância. Brinquedos eram caros demais para o orçamento do pessoal do bairro, havia prioridades maiores, então as crianças costumavam brincar nas ruas muito seguras por aquela época. Pular corda, jogar bola, pular amarelinha, pega-pega, lenço atrás, brincadeiras de roda, e sonhar com o brinquedo que receberiam no Natal.
As crianças de hoje tem toda uma gama de brinquedos a sua disposição, brinquedos lindos, eletrônicos, multicoloridos, sofisticados, e ainda assim preferem gastar seu tempo livre diante da TV ou da tela de um computador... Não têm como correr soltas pelas ruas, não pulam corda, não jogam bola de meia com os pés descalços, não pulam amarelinha, nem caracol, não sabem passar aneis nem brincar de lenço-atrás, não brincam de roda - sequer conhecem as cantigas de roda, brincadeiras que passavam de pais para filhos e que se perderam no tempo da tecnologia e da insegurança... E nem mais precisam sonhar com a Noite de Natal para receber um presente, um brinquedo.
Novos tempos, novos costumes... Novas crianças que amadurecem mais cedo, mais cedo perdem o momento lúdico de suas vidas... Crianças forjadas para um amanhã completamente diferente do de ontem... Mas ainda assim, crianças... Crianças lindas e sonhadoras a caminho do futuro, do amanhã...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um blog que recomendo (11)

(Conversas daqui e dali...)

Há algum tempo venho recomendando aos amigos e leitores do "Em Prosa e Verso" blogs que considere interessantes, espaços onde podemos encontrar assunto de interesse de cada um de nós, e tenho ido desde blogs especializados em arte, passando por literatura, fotos, jornalismo, até mesmo alguns lindos blogs dedicados á criançada, todos feitos com muito carinho e competência. Se gostar, se imaginar que meus amigos tambem gostariam, venho cá os recomendar.
Pois hoje venho lhes falar de um espaço mantido por um amigo d'além mar, homem que tem o coração dividido entre Portugal e África, com uma rica história de vida para nos contar em postagens diarias escritas de modo elegante e de agradável leitura. Dias há em que ele nos conta momentos vividos em África, em outros dias fala-nos do cotidiano e ainda nos surpreende com assuntos bem variados. Esse lugar agradável de se visitar é o "Conversas Daqui e Dali", o ótimo blog mantido pelo Carlos Albuquerque, uma amigo sempre gentil, sempre presente neste cantinho. Um blog que recomendo e que vale bem a pena visitar.

domingo, 8 de novembro de 2009

A Poesia de Olavo Bilac


Ouvir Estrelas

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto,
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E ao vir do Sol, saudoso e em pranto
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado-amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Têm o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas."

sábado, 7 de novembro de 2009

A poesia de J G de Araujo Jorge


Hoje estou triste

Amor... Hoje estou triste... Nesses dias
a vida de repente se reduz
a um punhado de inúteis fantasias...
... Sou uma procissão só de homens nus...

Olho as mãos, minhas pobres mãos vazias
sem esperas, sem dádivas, sem luz,
que hão de semear vagas melancolias
que ninguém vai colher, mas que compus...

Amor, estou cansado, e amargo, e só...
Estou triste mais triste e pobre do que Jó,
- por que tentar um gesto? E para quê?

Dê-me, por Deus, um trago de esperança...
Fale-me, como se fala a uma criança
do amor, do mar, das aves... de você!