
Quando escrevi a postagem abaixo, na sala de embarque do Aeroporto Internacional de Washington (chic, não? rs...) o voo que íamos tomar estava "on time", tudo certinho. Mas, nunca se sabe, né? A hora do embarque dos passageiros foi chegando e passando e nada do tal embarque. Com tantas idas e vindas, a gente acaba por perceber quando alguma coisa não está "nos conformes" , não é? Pois!... Tripulação da aeronave já embarcada, começa um entra e sai do gate, inusitado. O agente da United começa a querer explicar, a dizer que sairíamos um pouco atrasados, e o tempo foi passando, tripulação desembarcada, piloto, co-piloto, comissários de bordo, todo mundo saindo e se espalhando pela sala... Ai um dos comissários, talvez o único brasileiro do grupo, veio explicar, em bom português, já que a maioria dos passageiros era composta por brasileiros, e para que não houvessem dúvidas, que havia um probleminha numa das válvulas da turbina esquerda do avião e que por isso, o voo atrasaria um pouco mais, por isso e para que os mecânicos fizessem um teste, etc e tal. Vocês precisavam ver as reações... Os mais acostumados a viajar, sabendo que essas coisas acontecem mesmo, apenas sairam para um café, um lanche rápido ali mesmo. Os menos acostumados ou os que, mesmo acostumados, não gostam de voar, começaram a expressar seu medo em comentários até meio sem sentido. Muito interessante obsersar as pessoas e suas diferentes reações diante de um mesmo fato...
Resultado? duas horas depois fomos transferidos para o gate ao lado, já que embarcaríamos em outro avião (o "nosso" foi para reparos). Sem problemas, melhor assim, tomara que este esteja ok, contanto que não caia - eram expressões ouvidas em volta de mim. Problema resolvido? Sim, mas a "aeronave" como costumam dizer os membros da tripulação, acabara de chegar de Los Angeles e era preciso reabastecer, fazer a higienização e limpeza, transferir as bagagens dos passageiros, essas coisinhas corriqueiras que consomem um "tempinho razoável", o que nos levou a mais uma hora de atraso, mas depois, foi tudo muito bem, viagem tranquila, e um imenso cansaço ao desembarcar em Sampa, passando já da uma hora da tarde, com quase quatro horas além do que era para ser. Cumpridas as etapas de praxe, como retirada da bagagen, passagem pela alfândega, lá estava eu, toda feliz, sendo abraçada por meu filho no portão de desembarque. Caminho de casa, a tarde já indo pela metade, parada num restaurante aqui mesmo da Vila Madalena para o almoço. antes de chegar ao ninho, o que só aconteceu lá pelas três da tarde.
Meus amigos, eu tinha saído da casa de minha filha as dez da manhã do dia anterior, já que ela precisava ir a uma reunião de trabalho antes de me levar para o aeroporto de Boston, de onde parti. Espera em Boston, voo para Washington, espera em Washington, atraso, stress, cansaço demais. Fiquei, como costumam dizer por aí, "derrubadaça"... rs... Comecei a desfazer as malas, mas qual o que o que, ficaram para hoje. Os netos chegaram para jantar com avó, aí ficou bom!... Depois do jantar eles subiram para ver TV ou brincar com a guitarra e euzinha, que já não sou mais uma menina faz muiiiiiiiito tempo, vencida, quase estafada, resolvi ter um "siricotico" o que levou meu filho a me mandar para a cama, não sem antes me medicar e, claro, me admoestando com um famoso "é stress demais minha mãe. a senhora precisa entender que não tem mais vinte anos, que precisa, de vez em quando, por o pé no freio..." Ficou ali comigo até que tudo voltasse a estar bem, até que meu coraçãozinho rebelde voltasse ao ritmo normal e que eu dormisse. Acordei com ele no quarto agora de manhã segurando meu pulso (Tão bom ser mimada... rs..) e dizendo que precisava ver uns pacientes no hospital, que as "crianças" estavam dormindo, que eu não me preocupasse com nada que logo mais estaria de volta e reafirmando que tudo estava bem comigo...
Ufa!!! que Odisséia!... Mas faz parte da vida, acontece muito "quando se é tão jovem quanto eu" (hehehehe)...
O fato é que estou de volta ao ninho, no meu aconchego, entre meus amores de cá - os netos ainda dormem no quarto que lhes pertence nesta casa e que ocupam nos finais de semana que passam com o pai, e que tudo está no seu lugar, exatamente como diz a música, graças a Deus!...
Estou de volta pro meu aconchego, de volta ao ninho, de volta ao Prosa, ao agradável convívio com nossos amigos e leitores... BOM DEMAIS!...