E a vida vai, aos poucos, entrando em seu ritmo normal depois das festas de final de ano, depois dos dias tão especiais que vivi com a presença e o carinho dos filhos e netos a paparicarem a mãe/avó "babada" (com a licença de meus queridos amigos d'além-mar, para o uso dessa expressão tão apropriada), já colocando de volta nas caixas os enfeites de Natal, que ficarão esquecidos lá no depósito do prédio até o final do ano, quando serão novamente espalhados pela casa, trazendo cores, luzes, alegria ao ambiente que, sem eles, parece um pouco mais frio. Hora de comprar mais flores para alegrar a casa...
E nesse re-arranjo, vão chegando as lembranças... Casa de vovó é mesmo cheia de lembranças, cheia de badulaques, de mimos, de pequenos objetos e de grandes histórias ligadas a cada um deles. Um pequeno vaso de cristal, comprado numa determinada viagem, uns sapatinhos de porcelana que foram souvenir de uma outra, um bibelô - presente da melhor amiga nos meus quinze anos (cruzes!... Tão antigo!... mas é tão lindo!...), os pratos, comprados aqui e ali pelo mundo e que acabaram virando uma preciosa coleção - não pelo valor monetário, mas sim pelo valor afetivo - enfim, cada peça em seu lugar, novamente, cada momento revivido com carinho, a casa novamente em seu jeito de ser, em seu dia a dia, em sua doce rotina...



