floquinhos
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Num passeio pelos blogs
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Pensamento...
Lembranças de Natal
Não sei bem porque, hoje acordei pensando nos Natais de antigamente, os de minha infância, passados lá no velho casarão. Não havia todas essas luzes, tantas cores, tudo era muito simples, como simples eram as coisas no meu "antigamente"... Houve tempo em que nem tínhamos uma árvore de Natal... E pouco a pouco as imagens foram se formando em torno de mim, trazendo um pouco mais de magia ao meu dia.
Os Natais de minha infância eram felizes, apesar das dificuldades. E é com saudade que me lembro da nossa maratona nas tardes do dia 24 de dezembro, quando saíamos em busca de capim para alimentar as renas do Papai Noel. Sim, porque elas estavam famintas e cansadas de tanto rodar pelo mundo, e tinham sede também; então fazíamos uma roda com o capim e dentro dessa roda colocávamos uma vasilha com água e ao lado nossa cartinha escrita com letrinhas inseguras, onde contávamos como fôramos obedientes durante o ano e por isso mesmo gostaríamos muito de ganhar este ou aquele presente, presente esse que já fora discutido antecipadamente e acordado por nossos pais, dependendo da disponibilidade financeira do momento. Íamos para a cama cedo, querendo que a noite passasse depressa e mal o dia clareasse, lá estávamos nós, pulando de alegria, diante dos pequenos pacotes que nos tinham sido deixados ao lado da vasilha de água agora vazia e dos restos do capim que saciara a fome das renas. Constatávamos felizes que as reninhas tinham apreciado o capim e que Papai Noel ficara contente com nossos cuidados para com seus animais... e corríamos a abrir os presentes, num alarido que despertava os adultos que vinham, felizes com nossa alegria, desejar-nos um Feliz Natal! Eram simples, singelos, felizes os dias de Natal de minha infância...
Cecília Meireles nesta manhã de dezembro
Renova-te.Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Neste mês de dezembro...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Há os que enxergam mais longe...
Florbela Espanca - Meus poetas do coração

É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!
Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito. É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!...
Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!... Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto...
Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!...
