Na manhã enfarruscada deste domingo, nuvens pesadas prenunciando possível tarde de chuva, lá fomos nós passear no bosque... O ár puro, com cheiro de mato molhado, todo aquele verde, o canto dos pássaros e um ou outro animalzinho silvestre que fuja assustado com a nossa presença...
Fomos seguindo as trilhas até chegarmos ao lago e, pelo caminho, fomos apreciando toda a beleza que a natureza coloca aqui e ali, para quem quiser ver.
Uma toceira de lirios perdida entre as árvores, uma florzinha aqui, outra ali, arbustos, trepadeiras, plantinhas rasteiras, tudo formamdo um harmonioso caminho.
No lago, a água reflete a face carruncuda das nuvens, tirando um pouco da luz que um dia de sol joga por sobre ela, mas ainda assim traz uma imensa paz.
Passamos algum tempo sentadas ali no mirante que, abandonado, parece triste. Já faz um tempinho que aquelas madeiras não recebem um tratamento, tem partes quebradas, todas elas riscadas (a canivete, parece) ostentando nomes, corações, desenhos, palavrões até, coisa mais triste de se ver... Até dois ou três anos atrás tudo era tão bem cuidado! O que será que anda levando aquele recanto tão lindo ao abandono? Até suas margens parecem tristes, com tantas garrafas e latas jogadas por pessoas inconsequentes, sem o menor sentido de comunidade - elas existem em qualquer parte do mundo, sim, senhor!...
Mas hoje só quero deixar no Prosa a beleza e a exuberância que encanta os olhos. Num outro dia mostro o abandono e o descuido de quem por lá passa, ou vai pescar, e não carrega consigo uma sacolinha onde colocar detritos...