floquinhos

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Imagens colhidas ao acaso...


Pela manhã, assim que a chuva amainou, os pássaros vieram banquetearem-se no gramado da casa


A tardinha, quando saimos para tomar um sorvete no centro da cidade, demos com este belo cisne nadando no pequeno rio que corta a cidade.

(clique nas imagens se quiser ampliar)

Na madrugada, a chuva...



Acordei pela madrugada com o barulho da chuva, jogada pelo vento, contra a vidraça da janela. Vento que parecia ranger entre as copas das árvores do bosque. Tirada de um sono profundo, meio estremunhada, meio perdida dentro de mim mesma, imaginei-me em casa e já lá ia levantando-me da cama, para verificar se havia fechado as portas do terraço. Dei por mim assim que ergui a cabeça do travesseiro... Meu terraço estava do outro lado do mundo!... Então voltei a arranjar-me entre os lençóis e fiquei alí, olhos fechados, ouvindo o rugir dos trovões ao longe, do vento vergando os galhos, como se estivesse furioso, o barulho da chuva que voltava pouco a pouco a embalar meu sono...
A força da natureza me encanta ao mesmo tempo em que me assusta. No aconchego da casa amiga, alma em paz, uma noite de tempestade pode ser um momento único de comunhão com a alma, de reencontro com o passado, de viagens pelo  interior de nós mesmos... Essa mesma noite de tempestade pode ser um terrível pesadelo, pode significar um barco soçobrando em alto mar, uma casa desabando numa encosta, perigo pelas estradas, desabrigo para tanta gente. São os opostos da natureza, essa natureza que precisamos respeitar, aprender a preservar, vivendo cada uma de suas manifestações...
A chuva que começou pela madrugada, continua caindo, molhando os gramados, o bosque, os telhados, os jardins, calando os pássaros, retendo os esquilos e coelhos em suas tocas, colocando uma preguicinha boa na alma, pedindo para que fiquemos um pouquinho mais no aconchego dos lençóis...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

É preciso saber viver...


"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."

(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dá uma peninha!...


Há dois ou três dias atrás, falei aqui sobre o abandono em que se encontra o mirante sobre as águas do lago, aqui no bosque que ladeia os fundos da casa. Só não postei fotos porque não quis misturar a beleza do lugar com o descaso de quem seja responsável por ele.



Nós costumamos pensar que coisas assim acontecem mais frequentemente em nosso país, mas não é bem assim. Acontecem também em lugares quase sempre bem cuidados, talvez, e até principalmente, por descuido de seus frequentadores, o que é uma pena.



Dizem os chineses, povo de sabedoria milenar, que uma imagem vale mais que mil palavras, então eu me calo e deixo as imagens...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um passeio neste feriado...

Ruas sem trâfego, tranquilas, perfeitas para um passeio a tarde...

Tarde linda de segunda-feira, feriado maior por aqui "4 de Julho", a cidade está absolutamente tranquila. Quem não aproveitou o prolongado feriado para viajar, reuniu a família para um tradicional "Barbecue" e, logo mais a noite vai haver, por todo o país, grandes queimas de fotos de artifício.

 Do outro lado do rio que corta o centro da cidade, divisa-se o lindo prédio da Biblioteca...

e sob a ponte, um repuxo de água, embeleza a paisagem.

Logo depois do almoço fomos, minha filha e eu, ao centro da cidade para tomar um sorvete e depois resolvemos dar umas voltas, ir até um mall, apenas para espairecer, já que sem os kids o feriado ficou meio sem graça. Mas conversamos com eles via internet e pudemos ver que estão alegres e que se divertem bastante, e isso é bom demais. Nada mais bonito que o sorriso no rosto de uma criança... 

 A beleza das hortências, iluminando o gramado, numa das ruas que percorremos.

E, como tudo está bem, vamos aproveitar a tarde ensolarada para passear por Winchester e adjacências. Quem nos acompanha?...

E uma paradinha nesta loja indiana, cheinha de coisas lindas para se ver... A mescla das cores, a delicadeza das peças, vale bem a pena dar uma chegadinha para encantar os olhos.

domingo, 3 de julho de 2011

Vamos passear no bosque?...


Na manhã enfarruscada deste domingo, nuvens pesadas prenunciando possível tarde de chuva, lá fomos nós passear no bosque...  O ár puro, com cheiro de mato molhado, todo aquele verde, o canto dos pássaros e um ou outro animalzinho silvestre que fuja assustado com a nossa presença... 



Fomos seguindo as trilhas até chegarmos ao lago e, pelo caminho, fomos apreciando toda a beleza que a natureza coloca aqui e ali, para quem quiser ver.

















Uma toceira de lirios perdida entre as árvores, uma florzinha aqui, outra ali, arbustos, trepadeiras, plantinhas rasteiras, tudo formamdo um harmonioso caminho.


No lago, a água reflete a face carruncuda das nuvens, tirando um pouco da luz que um dia de sol joga por sobre ela, mas ainda assim traz uma imensa paz. 


Passamos algum tempo sentadas ali no mirante que, abandonado, parece triste. Já faz um tempinho que aquelas madeiras não recebem um tratamento, tem partes quebradas, todas elas riscadas (a canivete, parece) ostentando nomes, corações, desenhos, palavrões até, coisa mais triste de se ver... Até dois ou três anos atrás tudo era tão bem cuidado! O que será que anda levando aquele recanto tão lindo ao abandono? Até suas margens parecem tristes, com tantas garrafas e latas jogadas por pessoas inconsequentes, sem o menor sentido de comunidade - elas existem em qualquer parte do mundo, sim, senhor!... 


Mas hoje só quero deixar no Prosa a beleza e a exuberância que encanta os olhos. Num outro dia mostro o abandono e o descuido de quem por lá passa, ou vai pescar, e não carrega consigo uma sacolinha onde colocar detritos... 


sexta-feira, 1 de julho de 2011

A casa ficou vazia...


Hoje a casa ficou estranhamente vazia, quieta, tristinha... Os kids viajaram com o pai para a Suécia, onde vão passar duas semanas destas férias de verão. Foram para a casa dos avós paternos, vão estar com tios e primos de lá e, tenho certeza, vão se divertir muito, vão ter momentos muito bons.
Mas mesmo sabendo que eles vão estar felizes, fica um certo aperto no peito, a casa fica vazia e minha filha não pode evitar de ficar tristinha, sentindo saudades antecipadas de seus filhotes, mesmo sabendo que, com a ajuda do Skype, vão conversar diariamente podendo um ver a carinha do outro. Tem jeito, não... Coração de mãe é assim mesmo... E avó fica por perto, para segurar a emoção e dar aquela "força"... rs... Bom, quem tem amores distantes entende bem o que estou falando, não é? 
Então, kids, boa viagem, divirtam-se e voltem cheios de histórias pra contar para nós... Vai ser a maior festa quando chegarem, viu?