floquinhos

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quinta-feira, 22 de março de 2012

São Paulo de todos os tempos...

Av. Paulista - símbolo da São Paulo de hoje

Viver numa cidade como São Paulo pode ser tudo, menos monótono. Anda-se pelo tempo enquanto se trafega por suas ruas. Na Paulista, a modernidade, a tecnologia, o presente e o futuro a um só tempo. No centro velho, aqui e alí, uma volta ao passado, a todas as décadas do século passado, mantido ainda em alguns lugares o charme europeu em sua arquitetura. 

No século passado, o charme europeu marcava a cidade 

Fazia anos que eu não ia ao centro velho, à Praça da Sé. Ontem, precisando refazer um documento, tive que ir ao Poupa Tempo e confesso que cheguei a engasgar com a saudade que me envolveu diante da Catedral, dos antigos arranha-céus, do majestoso prédio do Forum, do burburinho típico dos dias de semana... 

A catedral, no marco zero da cidade

Era como voltar décadas no tempo. Senti vontade de cruzar a congestionada Rua Direita, atravessar o Viaduto do Chá, chegar à Praça Ramos de Azevedo, encantar meu olhos com a arquitetura fantástica do Teatro Municipal, palmilhar a antigamente elegante Barão de Itapetininga e chegar à, em outros tempos charmosa, Praça da República para, sentada em um de seus bancos, ouvir a bandinha que tocava no coreto aos domingos à tarde... 

Teatro Municipal - Suntuosidade no centro da cidade

Praça da República - continua linda...

Era um dos caminhos que fazíamos, todos os paulistanos, sempre que tínhamos alguma coisa a fazer no centro da cidade ou quando íamos a um cinema, por exemplo ao Marabá, ao Marrocos, hoje nem sombra do que foram... 

Viaduto do Chá - vista noturna

Mas era gente demais, além do que, já não eram os mesmos tempos, já não havia banda na praça nem elegância na Barão... então guardei a vontade para a possibilidade de voltar por lá num desses domingos de manhã, quando a cidade mostra sua beleza aos que tem olhos e alma para navegar no tempo, aos que sabem enxergar através da névoa deixada pelas últimas décadas que acabaram por encobrir a beleza cantada e decantada pelos músicos e poetas de Sampa... 


Como diria Caetano, "alguma coisa acontece no meu coração" - e não só quando cruzo a Ipiranga com a Av. São João...

Museu de Arte de São Paulo (MASP) - na Avenida Paulista

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pelos caminhos de minha cidade...


Pois é, meus amigos, quando fico muito tempo longe de minha cidade, volto numa corujice só, com olhos de primeira vez, encantada com pequenas coisas, com paisagens cotidianas e até sem graça. Mas é o jeito de matar saudades desta incompreendida Sampa que, como toda cidade, detém tantos e tão controversos sentimentos sobre ela. Há os que a amam, há os que a odeiam, há os que a invejam. Só não há quem a ignore. Uns amam com razão e com motivo, outros amam porque aqui nasceram, porque aqui é seu ninho. E são bem variados também os motivos de quem a odeia. Uns igualmente com razão, pela vida triste e miserável que aqui levam, outros porque não conseguem entende-la, e outros ainda, sem nem mesmo conhecê-la, apenas por ouvirem dizer, apenas por uma questão de antipatia pessoal, ou até mesmo por "bairrismo", esse bichinho que rói-rói até sem motivo ou sem razão. Exatamente como acontece com todas as grandes cidades do Brasil, do mundo.
Mas, seja como for, cheguei com saudades e resolvi dar uma voltinha por ela e levar comigo os amigos que queiram me acompanhar nesse passeio. Vamos lá...


Cidade de mil faces, com bairros típicos como o da Liberdade, que abriga a colônia japonesa, com suas lojas, restaurantes, vida cultural. Aqui o Tori, portal de entrada para o bairro.

Uma das ruas de comércio do bairro, cuja iluminação é feita com lanternas típicas, o que dá um ar diferente, muito bonito ao lugar.


E agora, uma passadinha pela Vila Madalena, bairro cultural, com seus estúdios, ateliés de arte, lojas e restaurantes... Tem nome mais bonitinho para uma rua do que "Purpurina"? Fica logo ali, bem pertinho aqui de casa.

Agora vamos para a região da Paulista. Vocês pensavam que Bombril era só nome de esponja de aço com mil e uma utilidades? Nada disso. É também cinema de arte, alías um dos preferidos de minha neta.

E já que falamos em Avenida Paulista, vamos encerrar este pequeno giro por Sampa com as cores do entardecer na mais elegante das avenidas. Obrigada pela companhia e fica já o convite para outros passeios pelos meus caminhos, pelos caminhos de minha cidade.

sábado, 6 de março de 2010

Vamos passear por São Paulo?


(Av Paulista - eleita pelos paulistanos como símbolo da cidade)

(Já quase chegando em casa - Vila Madalena)


(Av. Dr. Arnaldo - a esquerda, a torre de retransmissão da TV Cultura)


(Av, Sumaré, vista do alto, na Dr. Arnaldo)

(Neste trecho da Av. Dr. Arnaldo, no Sumaré, que passa sobre a Av. Sumaré, a rapaziada que gosta de emoções mais fortes, ou, como eles mesmos dizem, de uma "adrenalina", costumam reunirem-se aos domingos pela manhã para fazer "rapel"!!! Já imaginaram despecar preso a uma corda por sobre uma avenida dessas? )

Fim de semana de ser avó em tempo integral, tempo de abrigar netos e filho bem pertinho do coração, hora de passear um pouco pelas ruas de Sampa em muito boa companhia, depois de um almocinho especial numa cantina italiana. A cidade está tranquila, chuvosa, cinzenta, mas sempre linda. Câmera fotografica na bolsa sugere gravar novas imagens dessas ruas que vamos percorrendo enquanto a voz de Biilie Holiday preenche os espaços dentro de carro e se aloja na alma de cada um de nós... Não sei se pela música, se pela companhia, se pelo momento - acho até que por tudo isso junto, a cidade vai me parecendo cheia de charme, charme ao qual não resisto e assim as imagens vão sendo captadas e agora trazidas aqui para que possa dividi-las com vocês e assim leva-los num pequeno passeio virtual pelas ruas que me servem de caminhos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

E o dia amanheceu em paz...

Toda aquela chuva que prometia despencar ontem ao anoitecer, certamente desabou em algum lugar da Grande São Paulo durante a noite, mas a manhã está radiosa, céu de um azul suave, uma fina névoa no ar que não impede que o sol doure lindamente os prédios ao longe.
Tanta paz pela manhã e tanta turbulência no final da tarde!... Assim tem sido a pasagem deste verão por aqui.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um por do sol prenunciando muita chuva...

(Clicar, se quiser ampliar a imagem)

A tarde caia mansamente, um por-do-sol de tirar o fôlego, achei que valeria a pena fotografar, então pequei minha câmera e subi ao terraço porque de lá tem-se uma vista privilegiada do sol poente, mas o que consegui foi apenas a constatação de que a Natureza anda mesmo zangada com o bicho-homem, porque as nuvens que vislumbrei eram ameaçadoras, indicando que teríamos hoje a repetição de mais um aguaceiro a despencar por sobre a cidade. Ai está a foto para confirmar... Que verão mais enxarcado, este...
E, com tanta água, cinda temos este calor sufocante...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Uma cidade refém das chuvas...


Minha cidade está um caos! Dificil demais, e fica a cada dia mais dificil enfrentar os problemas desta cidade quando chove. E como chove!!! A noite toda... E parecia que toda a água contida nas nuvens caia de uma só vez esta madrugada. As fortes chuvas deste verão estão causando alagamentos, destruição, mortes, grandes perdas, em quase todas as regiões da cidade. As imagens que a TV mostra agora são desoladoras, e não há prenúncio de melhora, os meteorologistas afirmam que ainda vem muita água por ai... Dá para entender este mundo?
Eu vou é ficar aqui em casa muito tranquilinha, já cancelei meu horário no dentista, vou selecionar uns livros para acabar de ler, enfim, sair de casa? Nem pensar... Só me preocupo com as pessoas que não podem deixar de sair, que tem compromissos inadiáveis e, mais do que isso, fico aqui rezando por aqueles pobres habitantes desta cidade que moram em áreas de risco, que ficam sem opção de vida, que vivem cobertos pelo medo e pela insegurança de uma cidade que cresceu desordenadamente e que não mais tem condições de proteger seus moradores... Pobre de minha pobre gente!...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu e minha cidade...

(São Paulo - Av. Paulista)

Nesta manhã de segunda-feira, já em contagem regressiva para o Natal, a cidade está cinzenta, agitada... Preciso sair, mas só em pensar que vou ter que perder horas no trânsito, perco o jeito... Meu Deus, o que fizemos com esta cidade? Houve tempo em nos orgulhávamos de ser "o maior centro industrial da América Latina", "a cidade que mais cresce no mundo"! Era tanto ufanismo que esses dísticos vinham escritos nas costas dos bancos, nos bondes dos anos cinquenta. E veja só aonde viemos parar, em que nos transformamos! Um amontoado de problemas, desde habitação até a segurança, da educação aos problemas médico-hospitalares, todos gigantescos. E a cidade que era grande, era acolhedora. Tanto que para cá vieram povos e raças, e vieram brasileiros de todos os cantos do país, todos acolhidos com amor, cada um transformando um pedacinho da paulicéia que já foi desvairada em um lar. E foram mudando a paisagem, transformando-a em cidade agitada, pujante, nervosa. Mas ao mesmo tempo, continuou cultural - com seus centros educacionais, seus teatros, suas casas de espetáculo, sua vida noturna, museus e galerias de arte, seus restaurantes que a transformaram em capital mundial da gastronomia, enfim, todo um centro de conhecimentos, aprendizado, entretenimento. Continuou como polo financeiro e industrial, como centro médico de referência, como centro comércial fervilhante, oferecendo assim um mundo de oportunidades para os que não temem o trabalho e tem força bastante para a luta. E nela vamos vivendo ou sobrevivendo todos, ricos, pobres e miseráveis, cultos ou incultos, refinados ou rudes, em ilhas de prosperidade e luxo - bairros do primeiro mundo, regiões habitadas e frequentadas pela elite, ou em bairros de classe média aonde a vida ainda corre, digamos, em proximidade com o que seria considerado ideal, ou mesmo em bairros mais pobres, onde a vida é mais dificil de ser levada ou ainda em favelas, aonde habitam pessoas que chegaram cheias de sonhos que ainda não conseguiram cumprir. Mas o pior é a enorme população dos sem-teto, dos moradores de rua, gente que chegou ao fundo do poço e que só um milagre da vida os conseguirá reerguer. Um milagre da vida ou a tomada de consciência dos nossos governantes que não conseguem, de forma alguma encontrar o caminho, acertar o rumo desta cidade linda, acolhedora apesar de tudo, carente de cuidados e de afeto...
Não era nada disso que eu me propunha a falar hoje, mas por vezes as idéias se confundem, as palavras tomam vida e se impõe e, quando nos damos conta, enveredamos por outros caminhos do pensamento... Como hoje que, sem me desse conta, acabei traçando um flash desta incompreendida mas muito amada cidade que me viu nascer, crescer, amadurecer... Vi seu crescimento descontrolado, acompanhei suas mudanças, lamentei muitos de seu momentos, sem nunca deixar de amá-la... Sem nenhum bairrismo. Apenas com gratidão.

domingo, 12 de julho de 2009

Postais de minha cidade - Bairro da Liberdade

(clique na foto para amplia-la)

A Liberdade, um bairro da região central de São Paulo, abriga a maior colônia japonesa fora do Japão. Suas ruas, com suas luminárias tipicamente orientais (até mesmo as placas dos estabelecimentos são escritas em japonês) abrigam lojas, restaurantes típicos, mini mercados, onde encontramos produtos e artigos da cultura japonesa, além de uma feira temática que funciona nos finais de semana e fazem a alegria de turistas e moradores da cidade.

Na foto acima, tirada durante o Festival das Estrelas que lá acontece há mais de trinta anos, o Torii, portal de entrada para o bairro japonês.
Uma festa a não se perder, um bairro a ser visitado.


sábado, 11 de julho de 2009

Postais de minha cidade

Igreja Nossa Senhora da Consolação
(clique na imagem para ampliar)

Tradicional igreja de São Paulo, situada logo no início da Rua Consolação


Inicio hoje uma nova série de postagens sobre a cidade que me serviu de berço, que me acolhe, São Paulo.
Aqui nasci, cresci, passei a maior parte de minha vida, só estando fora dela durante os três primeiros anos de meu casamento ou, eventualmente em alguma viagem. As vezes, meu filho e eu saimos para um passeio, um almoço, uma ida a uma livraria e, como sempre carrego comigo minha câmera, vou registrando aqui e ali, lugares, prédios, ruas, jardins, enfim, o que me agradar. E sempre que me agradar muito, vou colocar aqui, para dividir o momento com vocês, queridos amigos e leitores deste blog. Espero que apreciem.
Obrigada e um beijo para cada um de vocês.