Festejando o centenário de Jorge Amado, a Rede Globo traz o "remake" de Gabriela, num novo horário de novelas. A primeira Gabriela foi Sônia Braga, esbanjando sensualidade e beleza na telinha, o que fazia até os homens, que por aqueles tempos não assistiam novelas, "que não era coisa pra macho", arrumarem uma desculpinha para ficarem na sala naquele horário, assim como quem não quer nada... A Gabriela de agora é a linda Juliana Paes, e ninguém mais precisa se desculpar por ficar na sala porque novela virou mania nacional.
Mas o que provocou esta postagem não foi a beleza das "Gabrielas", e sim a beleza das golas e apliques de renda que ornamentam os vestidos das senhoras de Ilheus. Talvez nossos leitores nem tenham reparado nisso, nas chamadas, mas eu gosto muito de renda colocada assim, em forma de gola, num aplique, como entremeios. Claro que está em desuso, pode até estar fora de moda, mas nem por isso deixa de ser bonito. E imagina-se que as rendas ostentadas pelas senhoras dos coronéis chegavam-lhes da França, ou da Bélgica, onde também as rendas sempre marcaram presença. Que primor!
Eram outros tempos onde a elegância era ponto de honra para as mulheres que não saiam às ruas sem chapéu, luvas, bolsa e sapatos combinando. Hoje a moda lhes dá mais liberdade e as mulheres andam até abusando dela, descontraídas ou afetadas, misturando tudo, em resultados, vez por outra, agradáveis de se ver. Mas como a moda é um reflexo do tempo em que se vive e vivemos tempos conturbados...


