floquinhos

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Será que temos uma nova Velhinha de Taubaté?...


Lembrei-me ontem (enquanto via pela TV parte do depoimento do Sr. Delfim Neto) da "Velhinha de Taubaté*... Prestava ele depoimento diante da Comissão Municipal da Verdade Wladimir Herzog, de São Paulo, onde negou praticamente todos os questionamentos e, numa seletiva e providencial amnésia sobre o ocorrido durante os "anos de chumbo" o Ministro da Fazenda entre 1967 e 1974, disse desconhecer que houvesse, à época, uma ditadura no país, bem como que pessoas tivessem sido presas e torturadas. Tão crédulo e tão ingênuo esse senhor, não? Posto que Veríssimo matou sua personagem durante o transcurso do "mensalão", já que nem ela mesma poderia continuar a acreditar em nossos governantes, só posso supor que a crédula velhinha tenha incorporado o senhor. ex-ministro que deve continuar acreditando que nosso sofrido povo brasileiro não tenha mesmo memória... Ledo engano, meu não caro senhor. 

* Para quem não conhece, ou não se lembra, a Velhinha de Taubaté, é uma personagem de humor brasileiro, criada pelo escritor e cronista Luís Fernando Veríssimo durante o governo do general João Baptista Figueiredo, famosa por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo.



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Santa incompetência!...

Lugares assim, ainda que em fotografia, me acalmam...

Não é tão fácil assim "me tirar do sério"... Na maior parte das vezes procuro entender as razões de cada um, ponderar, antes de ficar muito irritada, mas hoje... Ah, hoje eu tive que me segurar em todo o meu "aplomb" para não por para fora o que  estava sentindo, e que traduzo como indignação pura e simples pela incompetência ou, na melhor das hipóteses, despreparo de certos funcionários desses grandes laboratórios de exames clínicos e de imagens. Explico: dois dias antes, pedido médico na mão, liguei para agendar o tal exame (um ecodopplercardiograma tridimensional - nomezinho complicado, não?), depois de muitas pesquisas para saber onde ele poderia ser realizado. No tal Laboratório, confirmada a realização, agendados dia e horário, tudo certinho. Como só tinha horário para as sete da manhã, levantei super cedo para poder estar lá meia hora antes, conforme exigência. Triagem feita, subi para as salas de exames. Chamada, entrei na sala, despi minha blusa, coloquei o avental que eles oferecem e já ia me acomodando na maca quando a médica que faria o eco olhou para mim dizendo que aquele exame não era feito lá, nem em qualquer outra unidade daquele laboratório, aliás, ela nem sabia onde aquele exame poderia ser realizado, talvez só no   INCOR ou no HCOR, que lá eles só realizavam o eco bidimensional, cheia de desculpas e rapapés. Pode isso? Claro que eu disse a ela que a menina que agendou o exame e a menina que fez a triagem deveriam saber disso, etc e tal, que com tanto erro elas empatavam não só o meu tempo, mas o da médica também. Mas de que adianta falar? Desci, cancelei o pedido e voltei para casa meio inconformada. Se fosse apenas um erro, vá lá... Mas passei pela atendente que marcou o exame, pela recepcionista que fez o encaminhamento (após ligar para o meu convênio e confirmar se eu teria direito a tal exame, etc etc...  e ninguém prestou atenção ao nome do exame?... 
Ah, Santa Incompetência, como andas grassando neste nosso Brasil varonil!...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ainda me surpreendo...


Apesar deste meu caminhar já um tanto longo, das experiências adquiridas, do (ainda pouco) conhecimento que consegui amealhar pela vida a fora, por vezes ainda me surpreendo com a "cara de pau" de algumas (ou muitas) pessoas. Coisas que pareceriam insignificantes acabam demonstrando ou falta de "savoir vivre", ou, no mínimo, falta de uma certa ética. E isso vê-se em todos os lugares. Pequenos ou grandes deslizes sociais cometidos por quaisquer pessoas, umas por ignorar regras outras por achar que estão acima delas...
Ontem à tardinha resolvemos ia ao Shopping Villa Lobos para comprar umas roupas para meu neto César que fará 12 anos no próximo dia 21. César e o irmão, Gabriel estão passando uns dias aqui comigo enquanto a mãe viaja, por problemas de doença em familia. Assim, fomos todos juntos ao shopping e depois das compras, como os meninos queriam um hamburguer, resolvemos ir ao América. Estávamos tomando nosso lanche quando as pessoas de uma mesa em frente chamaram minha atenção. Dois ou três casais, com várias crianças, ocupavam três mesas que foram juntadas para que coubessem todos e, enquanto as mulheres pediram uma água, os homens saíram com algumas das crianças para voltarem logo depois carregados com vários sacos de papel do MacDonald's, café, sorvete, etc. e tal. Acomodaram-se nas confortáveis cadeiras, abriram os sacos , distribuiram o seu conteúdo e fizeram da sala do América o pátio do MacDonald's, sem a menor cerimônia. É exatamente como se você comprasse um prato de espaguete no restaurante da esquina e levasse-o para comer no Fasano (guardadas as devidas proporções)... Como diria meu sábio pai: "Isso não teria o menor cabimento"... rs... Mas o nosso povo anda mesmo, destrambelhado, trocando os pés pelas mãos, cada pessoa achando que o mundo é seu e, portanto, pode fazer nele o que bem lhe apetecer. E ficaram os garçons assim sem saber o que fazer, diante de tanta ousadia. E nem um sorvete para as crianças pediram. Trouxeram la das "colunas góticas do MacDonald"s... E, para quem não conhece, o Villa Lobos, pela sua localização, é um shopping considerado diferenciado, e é exatamente por isso que tal comportamento causa estranheza, mesmo porque eu nunca vi isso acontecer em nenhum dos shoppings mais simples da cidade...
Pode até ter sido um fato sem a menor importância, mas não posso deixar de registrar aqui pois trata-se de uma questão de desrespeito pelo trabalho alheio. Ou não? No mínimo, poderiam ter ido sentarem-se a uma das mesas da Praça de Alimentação, que para isso lá estão... Ou não?