floquinhos

domingo, 4 de setembro de 2011

Sabe um desses dias em que...


Sabe esses dias em que você acorda com a alma no passado? Esses dias em que, por ser domingo e você poder ficar um pouco mais entre os lençóis, vem aquela preguicinha envolvente fazendo com que se enrodilhe e permaneça de olhos fechados, viajando pelas memórias? Pois hoje é um desses dias... Um desses dias em que abri meus olhos para dentro e mim mesma e encontrei-me em meu pequeno quarto, espaço que dividia com minha irmã e minha prima, ouvindo-as conversarem sobre o passeio que fariam logo mais a tarde, mas eu, pirralha ainda, nem poderia opinar, quanto mais participar... Teria que me contentar mesmo com a matinée do velho Cine Ideal, o que já era bom demais. Minha mãe entrava no quarto avisando que se não me apressasse acabaria perdendo a missa das oito, especial para crianças e eu ficava imaginando quando me seria permitido ir a missa das dez, ou das onze, quando a igreja ficava tomada por jovens que, entre uma ave-maria e outra arriscava um olhar sorrateiro para alguém que estivesse por perto, sorrateiramente olhando também... As crianças têm pressa em crescer, só mais tarde vão perceber a alegria de ser criança.
Depois da missa, encontrava a casa parecendo estar sempre em festa, com as mulheres na cozinha preparando o almoço especial de todo domingo, os homens na sala "jogando conversa fora" e já pensando na partida de futebol que seria disputada logo mais a tarde e que os reuniria em volta do rádio - a televisão só invadiria as casas anos depois - enquanto as mulheres cuidavam da limpeza da cozinha e as crianças desfrutavam das alegrias de uma tarde no cinema. E que delícia voltar do cinema e encontrar a mesa posta para um lanche com todas aquelas coisas boas que minha mãe sabia preparar tão bem! A cada domingo um prato diferente... Bolo com chocolate quentinho, nas tardes de inverno, ou com bolinhos de chuva... O arroz-doce feito a moda de Portugal era um regalo! 
As tardes de minha infância eram doces... Na verdade, eram adocicadas pela alegria daquela casa,  pela doçura dos cuidados de minha mãe...
Hoje, um desses dias em que, ao abrir os olhos, depois de uma viagem carinhosamente feita pelo interior de minhas memórias, premida pela saudade de mim mesma, da menina que um dia fui, sequer tentei reprimir aquela lágrima que teimava em escorrer-me pelo rosto, simplesmente porque ela traduzia a doce saudade de um tempo vivido com amor...

sábado, 3 de setembro de 2011

Um blog que recomendo (21)


Retomando um tema que o Prosa manteve durante um tempo, volto hoje a recomendar um blog. Um espaço muito bem cuidado, com temas bastante interessantes, o que não causa surpresa para quem já conhece o excelente "Quintana Eterno", mantido pelo mesmo autor, o Bernardo. O blog que hoje trago a vocês é o "Momentos de Reflexão", um nome perfeito para um espaço que nos leva realmente a refletir, a começar pela coluna da direita onde, mês a mês,  são colocados pensamentos e frases marcantes que ele intitula "Reflexão do mês", chegando as postagens com temas variados, fotos,  curiosidades.
Vale a pena uma visita.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Antes que...


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

(Charles Chaplin)


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quando a natureza está em paz...

O dia amanheceu azul, muito lindo, fresco como se fora primavera... 


Oa kids saíram para a escola, aproveitei para dar uma volta em torno da casa e vi, toda feliz, que a maçã continua crescendo bonita sem ter sido atacada (ainda) pelos esquilos...


Os berries, que os esquilos não costumam atacar, estão crescendo suculentos, carregando os galhos...


Mas ai está o coelho que fez sua toca sob a madeira do deck, esperando sua vez de prová-los...


E a imagem mais bonita, a abelhinha colhendo seu alimento numa linda flor...


Sempre é um imenso prazer caminhar ao ar livre, entre o verde do bosque, as flores do pequeno jardim, pisando a grama ainda molhada pelo sereno da madrugada, ouvindo o chilrear dos pássaros ainda que cortado pelo roncar de um cortador de grama em uma das casas vizinhas... 

A vida fica um encanto quando a natureza está em paz!...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

E a árvore não resistiu...

Vejam a altura dessas árvores...

O ano letivo começou hoje por aqui, assim sendo, os kids levantaram-se cedinho para não perderem os ônibus que passam para buscá-los, cada qual em seu horário. E a casa virou uma pasmaceira só!...  Aproveitei para acertar algumas fotos que tinha tirado e ainda não havia arquivado, pôr minha correspondência em dia, entre outras coisas, e lembrei-me de que não havia colocado ainda fotos no Prosa mostrando o "grande acontecimento" que foi a queda de uma árvore nesta rua... rs... 

O poste partido em dois lugares, a árvore no chão... triste não?

Amigos!... está é uma cidade pequena, tranquila, e uma coisa dessas não acontece todos os dias... rs... Imersa no estilo de vida do lugar, eu "tenho" que reportar as coisas... ou não tenho?... rs... Mas, brincadeiras a parte, vou deixar as fotos porque quero que vejam porque o poste partiu-se em três. Ele era de madeira, como o são todos os daqui, não de cimento, e a madeira já estava envelhecida, daí o estrago maior.



A madeira estilhaçou e o poste carregou os fios de eletricidade com ele...

Outra coisa que chama a atenção por aqui é a altura das árvores, muito mais altas do que as casas, o que, numa ventania, é assustador, e ventanias não são raras por aqui. 


Se um morador quiser cortar uma árvore que esteja em frente de sua casa, ele pode, não há restrições, basta desembolsar uns mil e quinhentos a três mil dólares, dependendo do tamanho da pobrezinha, que é o que o pessoal especializado cobra pelo serviço, por isso muita gente vai deixando suas gigantescas árvores sossegadas, até o dia em que, vencidas pelo tempo, elas se transformam em perigo e precisam ser retiradas. 


Não foi o caso de nossa arvore, ela foi colhida mesmo pela força do vento que estava em dia de muita zanga... Estava numa parte mais aberta da rua e não teve jeito, foi ao chão, partida. Uma pena!...

(Clicar nas fotos para ampliar)

Pequenos rescaldos deixados pelo Irene...

Meus amigos, bom dia!!!
Bom dia e obrigada pela preocupação com uma ausência um tanto demorada do Prosa aqui na Blogosfera, mas o Irene, ainda que debilitado, passou cheio de fúria, ao largo, graças a Deus, mas não tão ao largo que não deixasse umas sequelas por aqui. 
Por toda a região, a força do vento, assustador, deixou árvores tombadas, como aconteceu aqui na rua, onde uma árvore de grande porte caiu sobre os fios da rede elétrica e, no impacto, derrubou o poste, quebrando-o em dois lugares e deixando-nos sem eletricidade por mais de quarenta e oito horas. Agora, feitos os consertos necessários, tudo começa a voltar ao normal.
Acordamos no domingo pela manhã  com o barulho do vento que agitava as árvores do bosque numa dança macabra e assustadora, fazendo-nos temer diante da possibilidade de uma delas cair sobre a casa, mas felizmente resistiram bravamente durante todo o dia. Dia que passamos sob tensão, tentando não passar isso para os meninos, entretendo-os com jogos e brincadeiras, aproveitando cada momento para uma convivência ainda mais estreita do que já temos normalmente. 
Mas vou deixar para contar em outras postagens, ao longo do dia; só vim para agradecer a torcida e a preocupação de cada um de vocês, queridos amigos e leitores do Prosa. Obrigada pelos e-mails, pelos recados, por tudo. 

sábado, 27 de agosto de 2011

Esperando por Irene...


Estamos em alerta, todas as providências recomendadas foram tomadas, água e alimentos não perecíveis estocados para uma semana, móveis do jardim recolhidos, enfim, se não preparados, porque nunca se está preparado para um fenômeno desses que a natureza nos impõe, pelo menos não seremos pegos de surpresa. 
A bem da verdade, estamos em situação melhor do que New York, já que Irene vem perdendo sua força desde que perdeu seu ôlho e certamente vai chegar a Boston como uma tempestade tropical, o que já é assustador. Já passei por uma situação parecida quando minha filha morava na Pensilvânia e a cidade de Narberth foi passagem de um "rabinho" de um furacão enfraquecido e vi árvores tombadas sobre casas, postes jogados longe, nem gosto de me lembrar. E como moramos no limite de um bosque onde árvores muito altas circundam o lugar, sempre há um certo receio, mas a diminuição da força do Irene já traz um certo alívio. Enfim, vamos esperar que a passagem dele pela Costa Leste seja menos violenta do que se esperava.