floquinhos

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Os tortuosos caminhos de meu país.

A espera de um arco-iria

O dia amanheceu azul, ensolarado, lindo. Contam-se as horas para a festa máxima da cristandade e a casa vai aos poucos irradiando a atmosfera que se espera seja mágica, embora esteja ficando a cada dia mais difícil encontrar essa magia neste momento incerto, neste outrora honrado e promissor país.
País em que um senador se recusa a aceitar uma ordem vinda da Suprema Corte, e fica, incompreensivelmente impune e, pior que isso, continua ocupando um cargo que jamais poderia ser ocupado por um réu. Como diria uma tia muito querida, "calamidade!!!".
Nem vou dizer que "estou pagando para ver onde isso vai dar" porque o preço está sendo alto demais.Educação, saúde e segurança pública, são pilares para a formação de qualquer nação, mas faz tempão que os responsáveis pelos destinos desta terra estão legislando apenas em causa própria. Meu coração anda apertado, minha alma constrangida e minha esperança nos rumos da Pátria amada, idolatrada, salve, salve, anda capengando. 
E, mais uma vez, citando minha doce tia, só posso dizer: Deus é pai! E, assim pensando, talvez possa acreditar que mais dia, menos dia, cada um deles acabe por receber exatamente o que merece. A lei do retorno não costuma falhar. É como a justiça divina: tarda mas não falha. Espero.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Quase Natal


Estamos entrando na magia do Natal, e isso acontece sempre que começo a vestir minha casa para as Festas. A cada bola na árvore, a  cada anjo na lareira, vou me impregnando de ternura. Até mesmo nestes tempos de incerteza, com tanta tristeza e apreensão pairando no ar, a simples lembrança do Natal pacifica minha alma. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dezembro com cara de agosto


E a magia do Natal começa a se espalhar pelo mundo. Afinal, é dezembro, As casas, ruas cidades, vão se iluminando, os corações vão abrandando, apesar de tudo o que estamos vivendo, da incerteza dos rumos do país, da indignação ao constatar o quanto as pessoas que deveriam viver para o povo e a nação, vivem para si mesmas, manipulam as leis, desrespeitam juízes e magistrados de instâncias superiores legislando em causa própria, tentando afastar de si um castigo muito merecido, desrespeitando principalmente o povo que os elegeu e que deveriam representar, ajudar e defender, e envergonhando a todos nós. Só o que não consigo entender é como gente como essa ainda recebe votos e apoio de uma parte da população. Venho de uma longa caminhada, acompanhei grande parte do progresso desta nação e, confesso, não é nada fácil ver a que ponto chegamos e o quanto descemos moralmente. 
Nossa gente anda tão desacorçoada, desiludida, que nem sei se neste Natal a paz e a alegria poderão estar em muitos lares, nem sei se haverá mesmo um Espírito de Natal espalhando-se pelo nosso Brasil. 
Peço aos leitores e amigos do Prosa que me desculpem por escrever com tanta amargura, coisa que não é de meu feitio, mas depois dos últimos acontecimentos na Câmara Federal, vai batendo um cansaço, uma descrença que acaba por abalar a fé e a boa vontade com relação a esses "senhores" responsáveis pelo país.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Um sábado perfeito


No último sábado de novembro, já envolvidos pelo Espírito do Natal, degustamos um almoço numa cantina,  depois fomos ao shopping, já todo vestido para o Natal e aproveitamos para uma visita à livraria Cultura, encerrando o passeio com uma pizza na Vila Madalena. No shopping, meninas, sobre longas pernas de pau, lindas, rodavam e dançavam pelas alamedas e lojas, anunciando que o Black Friday ainda estava valendo. Uma sexta muito longa, né, não? So em tempos de crise uma sexta feira se alonga tanto. Mas um sábado perfeito.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Dezembro bate à porta


E o Espírito de Natal começa a se espalhar pelos caminhos do mundo cristão. É hora, pois, de começar a pensar em vestir a casa para que a magia se faça mais presente nos corações.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Assim ocupo meu tempo livre


Sempre gostei muito de artesanato, trabalhos manuais, e durante minha caminhada sempre procurei fazer e aprender coisas novas. Houve a temporada do tricô e do crochê, a da pintura em tecidos, a das flores em tecido, a da pintura de imagens sacras em estilo colonial, tudo isso sem esquecer meus cursos de idiomas. Enfim, sempre busquei atividades novas em minha vida. Houve ainda um período de 15 anos, filhos já casados, tempo em que trabalhei secretariando  uma empresa de medicina, alem da publicação de emu livrinho de crônicas. Com o falecimento de meu marido, usei grande parte do meu tempo em viagens, tempo que esse passei junto a minha filha e netos. Finalmente, já com os sinais do tempo começando a se fazerem sentir, volto as origens e me distraio com meus crochês e meus artesanatos. Na foto de hoje, porta-guardanapo em biscuit, inspirado no meu pé de limão siciliano. Não ficou lindinho? 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Águas passadas...

Um texto antigo, ainda atual.


Pura insensatez

Ah, essa alma menina que vive dentro de mim! Rebelde, insensata, aprisionada num corpo desgastado pelo tempo e pela vida... Hoje, desvairada,  acordou como se tivéssemos dezessete anos, querendo dançar sob a luz da lua, cantarolando  ” Blue moon”, cheia de saudades de um sonho que foi apenas sonho... Acalme-se, velha amiga, é tempo de serenidade... tudo o que está sentindo, tudo o que mexe com você, é apenas o resultado de se acordar ouvindo Rod Stewart. Blue moon, Stardust, A kiss tu build a dream, até Manhattan tira você do sério? Acorda, criança. Toma jeito... Come back to reality!
Ah, mas sei como colocar você em seu devido lugar, ah, se sei. Veja, estou acendendo todas as luzes do quarto e me posicionando diante do espelho... Viu? O tempo passou e só lhe resta entender que agora o que tem a fazer é acompanhar-me, muito bem comportadinha,  pelos caminhos da vida, vivendo cada momento com imensa alegria,  essa  alegria que  vive dentro de mim e que você, por vezes, desrespeita com sua  ânsia incontida...


Finalmente, cada coisa em seu lugar, vamos lá começar o dia.  Café?