floquinhos

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Voltaire disse que...


"Um livro aberto é um cérebro que fala;
Fechado, um amigo que espera;
Esquecido, uma alma que perdoa;
Destruído, um coração que chora".



Um recadinho para o Philip


Hoje o dia é ESPECIAl e o "Em prosa e verso". atravessando hemisférios, abre espaço para um abraço carinhoso de avó para um netinho muito querido.

Hoje o dia é todo seu, Philip...


PARABENS!!! FELIZ ANIVERSÁRIO!

Beijo... beijo... beijo...



terça-feira, 2 de junho de 2009

Um pensamento neste começo de tarde...


(Luigi Pirandello)

"Não há uma estrada real para a felicidade, mas sim caminhos diferentes. Há quem seja feliz sem coisa nenhuma, enquanto outros são infelizes possuindo tudo."


Como as folhas levadas pelo vento...


(Clique na imagem para ver a beleza das cores do outono)


As folhas do outono

Ah, as cores do outono... O castanho, o dourado, o vinho, um verde esbranquiçado, outra ainda quase chegando ao branco... Cores amenas lembrando bem as cores que nos envolvem a alma no outono de nossas vidas... Cores suaves, doces, lembrando tranqüilos entardeceres, lembrando amenos amanheceres, lembrando uma paz que deveria sempre existir, mas que as vezes é quebrada por um encarnado que já até havíamos esquecido existir.
Assim, do nada, ousamos descobrir uma folhinha num tom vermelho vivo, reluzente, teimosa, que se agarra ao galho de sua árvore, lutando para não cair, para não ser levada pelos fortes e gelados ventos de fim de outono...
E, descoberta, essa folhinha traz um doce alento ao coração.
Mas é preciso cuidados redobrados para com ela, é preciso envolvê-la em muito carinho, cobri-la de ternura, para que seu tempo seja um pouquinho mais longo, porque ao cair, vencida pela realidade da estação, vai deixar em seu lugar um vazio ainda maior do que aquele que ficara com a queda gradual das outras folhas...

E lá no solo, entre as outras folhinhas, às quais irá se misturar pela ação do vento, toda prosa, passará os dias falando de como foi amada, de como foi cuidada, e de como está sendo chorada a sua ausência...
Ah!... A beleza das cores do outono que em folhas caídas palmilham os caminhos...
Ah!... A beleza de um doce caminhar sobre as folhas do outono da vida...


Dulce Costa
No outono do ano de dois mil e nove


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Suavidade ao cair da tarde

(clique na imagem para ampliar)

Um lindo lugar para se estar... Um lago ao por-do-sol, num tranquilo e sempre romântico outono...
Dê-me sua mão, venha comigo, e vamos partilhar este doce momento...


Os poetas do meu coração - FLORBELA ESPANCA

ANSEIOS

Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!

Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quimeras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbre o brilho do luar!...

Não 'stendas tuas asas para o longe..
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela, a soluçar...

A delicadeza de um Haicai - MATSUO BASHÔ



"Nesta noite

ninguém pode deitar-se:

lua cheia."