floquinhos

segunda-feira, 21 de março de 2016

Outono


Estamos entrando na mais charmosa e elegante das estações. Outono sugere romance, aconchego, ternura. Um bom livro, uma poltrona predileta, música do coração. Reaviva saudades, mas com ternura.

Bem vindo, Outono...

terça-feira, 8 de março de 2016

Neste dia que é nosso...


Para as leitoras e amigas do Prosa, desejando que recebam flores, amor, e muito carinho, não só neste dia que nos pertence, mas por todos os outros dias de suas vidas.   Parabéns !

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Semelhanças



"A criança que brinca e o poeta que faz um poema, estão ambos na mesma idade mágica."

(Mario Quintana)


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Esta vã filosofia...


Parece que o ano mal começou e fevereiro já vai quase pela metade... O tempo escorre entre meus dedos como finos grãos de areia secos pelo sol inclemente de um meio-dia de verão. Ah, se eu pudesse reter o tempo, faze-lo caminhar um tantinho mais lentamente para que eu pudesse demorar-me um pouquinho mais em meus caminhos e assim, talvez conseguisse sorver tudo o que gira em torno de mim, gota a gota, num aprendizado enriquecedor para minha alma, sem deixar passar nada... O deslumbramento de um adolescente em seu primeiro amor, a pureza de uma criança transposta em seu riso, a esperança de um jovem no futuro, a força de um homem em seu trabalho, a delicadeza de uma mulher num momento de ternura, a doçura contida numa frase de amor, a ternura do olhar de uma mãe contemplando seu filho adormecido, a paz de um jardim ao luar, a força incontida do mar, a fúria de um vendaval, a beleza de um por do sol, a esperança do amanhecer, o abraço de um amigo, a mão do homem amado, a vida... A vida!
Talvez assim, quando fosse chegado o momento da partida, eu pudesse carregar comigo ao menos um frágil e tênue vislumbre do significado da vida...

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Ausência...



"Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada ninguém a rouba mais de mim."

(Carlos Drumond de Andrade)


domingo, 31 de janeiro de 2016

Uma noite e tanto...

Centro da Arena. Um lugar onde a emoção explode

Ontem foi dia, ou melhor, noite, de comemoração. Festejávamos o aniversário de meu filho e, que melhor que uma noite de teatro e jantar numa cantina, para isso? E, meus amigos, foi uma noite de gala, porque o teatro escolhido foi o Tuca Arena e a peça, nada mais, nada menos que "Um bonde chamado Desejo" de Tennessee Williams, uma obra intensa, forte, marcante, de tirar o fôlego, vivida por um elenco de primeira linha, encabeçado por Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis, 
Sentada alí, na primeira fila, era como se fizesse parte do que estava se desenrolando no palco. Quase sufocada pela força de interpretação de cada um dos atores, mergulhada na história até a cabeça... 
Ao término do espetáculo estávamos, meu filho, minha nora e eu, praticamente atordoados, quase sem palavras, ainda dominados pela emoção. Esta é uma peça para "gente grande", vivida por "gente grande", ATORES de verdade, sensíveis e, mais uma vez aqui esta palavra, FORTES. 
Se você estiver, ou passar por Sampa, pondere a possibilidade de uma passeio nesse "Bonde Chamado Desejo". Mas vá preparado para o que vai ver... 

No cinema dos anos dourados, Viven Leight e Marlon Brando deram vida a alma conturbada de Blanche Dubois e ao problemático Stanley Kowalski. Inesquecíveis.

No teatro, hoje, Maria Luisa Mendonça e Eduardo Moscovis revivem magnificamente Blanche e Stanley, Insuperáveis.

Bom dia, meus amigos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Só uma perguntinha...

Para não dizer que não lhes trouxe flores, hoje

Bom dia, meus amigos
Os telejornais de ontem mostraram uma reunião do Forum dos Direitos Humanos onde eram citadas as centenas de mortes causadas por policiais e a violência que impera nas cadeias. Claro que acontecimentos como esses são lamentáveis, mas estou enganada ou não ouvi mesmo a menor citação sobre a angustia e o sofrimento das famílias das vítimas dessa violência? Alguém pode me dizer se, como as famílias dos presidiários, que (pasmem) recebem pensão do Estado para se manterem enquanto seus chefes cumprem pena, as famílias das vítimas desses mesmos presidiários recebem também ajuda monetária e (ou) psicológica, desse Estado tão atento às necessidades de seus cidadãos,  para poderem enfrentar a vida sem seus entes queridos, sem os provedores de seus lares?
Não ouvi menção nenhuma sobre os direitos, o desespero e a dor das mães que perdem seus filhos em assaltos, das esposas que perdem seus maridos vítimas da fúria e desamor desses homens que movidos ou não pelas drogas, levam a morte e a dor a tanta gente... 
Alguém sabe quais são os Direitos Humanos do homem honesto e trabalhador que tem a vida ceifada, trocada por um celular ou o pouco de dinheiro que carrega consigo? Alguém pode me dizer como sobrevive a família desse mesmo homem?
É, meus amigos, fica difícil falar de flores e de amores quando a cidade, o país, o mundo, passa por tanta injustiça...