floquinhos

segunda-feira, 2 de junho de 2014

E junho chegou...


E o ano já lá vai pela metade... Junho começa, como sempre, cinzento, enfarruscado, frio, prenunciando um típico e garooento inverno paulistano. E traz lembranças de outros junhos, festivos, alegres, folclóricos, quando os vizinhos ainda se reuniam ao redor das fogueiras feitas sobre os paralelepípedos das ruas, para festejar os santos do mês: Santo Antônio, São João e São Pedro. Cada família fazia uma guloseima – pipoca, pinhão cozido, milho e batata-doce assados na brasa da fogueira, bolo de fubá, cocadas... verdadeiras delícias que saboreávamos ao som de risos e brincadeiras pela noite a dentro. As moças casadoiras tiravam a sorte, os rapazes faziam troça, mas bem que gostariam que os nomes deles estivessem escritos naqueles papeluchos... E mostravam-se corajosos, tentando impressionar as meninas, pulando a fogueira. E havia balões no céu...
O tempo passou, os costumes mudaram, a cidade cresceu demais e já não comporta fogueiras no asfalto, os balões tornaram-se um enorme perigo, os vizinhos já não se reunem para festejar os santos (alguns nem se conhecem), e a vida segue seu curso.


Junho de 2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pequenas coisas..



Há pequenas coisas que me deixam tão feliz!
Faz já um bom tempinho, fui ao CEAGESP especialmente para comprar algumas plantas para enfeitar meu terraço lá de cima. Comprei, entre outras coisas, um pé de jabuticaba e outro de romã, que plantei em vasos grandes e fui, pacientemente, cuidando e aguardando os resultados. Ambos foram pouco a pouco se adaptando ao local, às vezes parecendo que não sobreviveriam, outras mostrando-se bem vivas, e eu esperando ansiosa para ver no que ia dar. As jabuticabas nasceram primeiro e a alegria que tivemos em saborear seus primeiros frutos foi demais. O pé de romã parecia que ficaria sempre naquilo: flores nascendo e logo depois derrubadas pelo vento, até que um dia nasceram duas frutinhas que foram crescendo lentamente e que, há dois dias atrás colhemos, lindinhas e saborosas, embora pequenas, mas no pontinho certo, dando-nos uma pequena grande alegria - a alegria de ver uma árvore que lutou para sobreviver e venceu, oferecendo graciosamente seus frutos... Coisa mais linda... Claro que seria bem mais fácil ir ao supermercado e comprar lindas, grandes e deliciosas romãs, mas que graça teria? 

sábado, 17 de maio de 2014

Sutil difereça


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E comeca a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança...


(William Shakespeare) 

segunda-feira, 12 de maio de 2014


Há dias em que a alma acorda cheinha de saudades... São os dias que sucedem as noites em que você povoa meus sonhos, as noites em que você chega para me visitar, quando, sentados de mãos dadas, conversamos longamente sobre o passar da vida depois de sua partida...
Dificil acordar do sonho sem você a meu lado, sem a sua presença, sem o toque de sua mão, sem o som doce de sua voz dizendo “bom dia, minha flor”... Há dias...

domingo, 11 de maio de 2014


Desejando a todas as amigas e leitoras do Prosa um maravilhoso Dia das Mães. Amor, carinho e muita alegria para todas vocês neste domingo muito especial.

terça-feira, 29 de abril de 2014

O valor das coisas...



"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

(Fernando Pessoa)

sábado, 19 de abril de 2014

É tempo de renascimento...



Aos amigos e leitores do Prosa, votos de uma Páscoa muito feliz.