floquinhos

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Que Pena!...


O mundo ficou mais pobre, mais sem graça... Gabriel Garcia Marques partiu para sua nuvem, deixando atrás de si um rastro luminoso. Posto que era imortal, continuará vivo em nossos corações e na maravilhosa obra que nos deixou... 
Paz para sua alma...

segunda-feira, 14 de abril de 2014

No meu terraço, as rosas de abril...


Rosas...rosas ... rosas...
Rosas formosas são rosas de mim
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas, de abril
Rosas... rosas... rosas...
Rosas mimosas são rosas de ti
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
Com as rosas, as rosas, as rosas de abril
Rosas a me confundir / Rosas a te confundir
São muitas...são tantas / São todas tão rosa

Rosas de abril...

(Dorival Caymmi)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Meu pé de romã...



É ou não é um privilégio ter um pézinho ainda pequeno de romã plantado em um vaso no terraço e, de repente, vê-lo produzir seus primeiros frutos? Esses pequenos atos tão comuns na natureza me deixam bem feliz... Talvez nem chegue a provar da fruta, pois os pássaros que vivem nas inúmeras árvores aqui do bairro,  e que costumam vir bebericar a água  com ração que coloco para os beija-flores, certamente vão se banquetear com ela, mas isso também me deixa feliz... É uma maneira de viver mais perto da natureza num agitado bairro desta agitada cidade. É paz para meu coração.

terça-feira, 25 de março de 2014

Advertência...


Amigos e leitores do Prosa.

Como alguns de vocês devem ter percebido, tenho tido um sério problema com publicações estranhas aqui no blog. Avisos de pagamento, número de conta bancária, coisas assim, incabíveis em um blog como este, antigo, dedicado à poesia e à prosa entre amigos. Confesso que não sei como sanar esse mal... Aliás, nem sei por onde começar, mas posso afiançar à vocês que deve tratar-se de vírus, uma armadilha para quem, não entendendo o porque de tal postagem, possa clicar no link. Por isso, peço a todos o favor de ignorar tais postagens. 
Agradeço a compreensão e a ajuda de todos vocês e espero poder resolver muito em breve esse problema, ainda que seja fechando este blog, o que me deixaria infinitamente triste, já que ele carrega um bocado da história de minha vida.

Beijos e um bom dia para todos.

sábado, 15 de março de 2014

Nasce mais uma rosa...


Cada nova rosa que floresce em meu terraço deixa em meu coração um momento de paz e de encantamento.

Bom final de semana aos leitores e amigos do Prosa.

sábado, 8 de março de 2014

Neste dia especial...


No Dia Internacional da Mulher, só posso desejar que nossos melhores sonhos se realizem.

Parabéns às leitoras e amigas do Prosa.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nas madrugadas do tempo




Acordou com o barulho do vento que dançava entre os galhos ressequidos do bosque e, imaginando o frio que deveria estar fazendo lá fora, enrodilhou-se entre os lençóis, numa tentativa inútil de voltar a dormir. Era madrugada e ela sempre tivera um quezinho pelas madrugadas quando, a casa em silêncio e a cidade semi adormecida, davam-lhe a falsa sensação de que a paz reinava sobre o mundo, sobre os homens.
Sem conseguir voltar a dormir, saiu da cama e, apanhando o robe que repousava sobre a poltrona, envolvendo-se em seu aconchego, dirigiu-se até a janela. Ao abrir as cortinas deu com a beleza da neve caindo sobre o gramado, iluminada apenas pela fraca luz que vinha do poste de iluminação colocado quase em frente a casa.
E sem saber bem porque, viu-se em outra madrugada insone, diante de uma outra janela, depois de acordada pelo zunir do vento que corria por entre as casas daquela rua antiga, prenunciando uma tempestade de verão. Reviu-se jovem e cheia de sonhos, sem a menor consciência do que a esperava pelas esquinas do tempo, dos longos caminhos que ainda haveria de percorrer até chegar aquele momento.
Naquela outra madrugada, lágrimas escorriam-lhe pelo rosto, lavando-lhe a alma daquela tristeza que lhe parecia sem fim e que, a luz do tempo, demonstrou ser nada mais, nada menos, do que uma tempestade num copo d’água... Ah, as doces paixões da adolescência!... Ah, a primeira paixão, quase sempre não correspondida, quase sempre inesquecível... A imagem dele ainda bailava em sua mente, congelada pelo tempo, numa linda figura de príncipe encantado... Seus olhos castanhos, seu sorriso límpido de quem anda de bem com a vida, sua voz, seus cabelos, seu porte... Vindos através dos anos, rodopiavam em torno dela, revestindo-a de saudade... Saudade dele, dela, da juventude que um dia habitara aquele corpo alquebrado e que ficara lá longe, dos sonhos que a acalentaram, de tudo o que o tempo reteve em seus caminhares...
Sentindo o frio da madrugada, deixou a janela, sentou-se na poltrona, encolhida, cobrindo as pernas com uma manta e, antes de abrir o livro que a esperava sobre a mesinha lateral, ainda ficou uns minutos cogitando sobre o quão bom era sentir tão doce saudade... Tão bom ter tais momentos guardados dentro de si, mostrando que a vida foi vivida com intensidade, com paixões, com sonhos, com esperanças, com amor... Lembranças que mostravam claramente que valera a pena cada passo percorrido nesse longo caminhar... Que razão tinha nosso Fernando Pessoa ao afirmar que “tudo vale a pena se...”

(Winchester, dezembro de 2008)