floquinhos

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Numa segunda-feira iluminada...


A segunda-feira amanheceu tão linda, clara, ensolarada, com um imenso céu de brigadeiro, que até me pergunto se estamos mesmo nesta minha querida e tão sofrida cidade... Passo pela sala e, através dos vidros da porta do terraço, vejo um beija-flor sugando o néctar do bebedouro colocado por sobre os vasos das roseiras e não posso deixar de pensar que, como os homens, os animaizinhos também procuram sempre o melhor caminho, o jeitinho mais fácil de atingirem seus objetivos, de satisfazerem suas necessidades... Porque estou dizendo  isso? Ora, como seu próprio nome indica, os beija-flores alimentam-se do néctar que, com seus longos bicos, extraem das flores, não é? É! Ou pelo menos deveria ser. Mas aqui no meu terraço, com tantas flores lindinhas e coloridas, as coisas são diferentes; eles nem as olham e vão direto para os bebedouros, atraídos pelo rosado e (imagino) delicioso néctar. Tão mais fácil!...
E, enquanto olho deliciada para aquela criaturinha aparentemente tão frágil, me dou conta de que aqueles dois pássaros grandes que, nem sei como, também atravessavam a rede de segurança do terraço para chegar aos bebedouros e sugar um pouco (aliás, um poucão) do néctar dos minúsculos beija-flores, já não aparecem há um bom tempo. Então, os pequeninos acabaram por expulsá-los de seu território? 
Eles tinham bem umas três vezes o tamanho do beija-flor, mas se, quando estivessem lá, chegasse um beija_flor, este os afugentaria rapidinho, voando sobre eles, ameaçando-os com aquele seu biquinho longo e fino que deveria perfurar seus desafetos, ainda que maiores e sempre em dupla. Moral da história? Tamanho não é documento (rs...) Na natureza, como acontece entre os homens, vence quem tem a melhor arma, seja ela física, como o bico de um inocente beija-flor, ou não...

sábado, 24 de agosto de 2013

O tempo...

Pois é, meus amigos... 


Meus queridos "kids" já não gostam de serem chamados assim...


Afinal, acho que eles tem mesmo razão. Cresceram... 

O tempo passou na janela e, como a Carolina, só a Vó Dulce não viu... rs...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Inverno?...


Hoje o dia está tão lindo!... A alma se veste de festa para brindar a vida...

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Das recordações...


AS FALSAS RECORDAÇÕES

Se a gente pudesse escolher a infância que teria vivido, com que enternecimento eu não recordaria agora aquele velho tio de perna de pau, que nunca existiu na família, e aquele arroio que nunca passou aos fundos do quintal, e onde íamos pescar e sestear nas tardes de verão, sob o zumbido inquietante dos besouros...

(Mario Quintana)

terça-feira, 16 de julho de 2013

O sol, o som, a saudade


O corpo ainda meio debilitado, reformas pela casa, mas o sol brilha lá fora tão lindamente que nem dá para lamentar nada... E lamentar como, se o som que preenche a sala é tão lindo quanto o sol? Elvis, é claro! canções que trazem lindas lembranças,  som que asperge saudade por todos os cantos da alma... Doces saudades que já não machucam, apenas reafirmam que a vida tem sido vivida com ternura. E isso é muito bom!... E assim, pouco a pouco, o Prosa vai entreabrindo suas portas...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Será que temos uma nova Velhinha de Taubaté?...


Lembrei-me ontem (enquanto via pela TV parte do depoimento do Sr. Delfim Neto) da "Velhinha de Taubaté*... Prestava ele depoimento diante da Comissão Municipal da Verdade Wladimir Herzog, de São Paulo, onde negou praticamente todos os questionamentos e, numa seletiva e providencial amnésia sobre o ocorrido durante os "anos de chumbo" o Ministro da Fazenda entre 1967 e 1974, disse desconhecer que houvesse, à época, uma ditadura no país, bem como que pessoas tivessem sido presas e torturadas. Tão crédulo e tão ingênuo esse senhor, não? Posto que Veríssimo matou sua personagem durante o transcurso do "mensalão", já que nem ela mesma poderia continuar a acreditar em nossos governantes, só posso supor que a crédula velhinha tenha incorporado o senhor. ex-ministro que deve continuar acreditando que nosso sofrido povo brasileiro não tenha mesmo memória... Ledo engano, meu não caro senhor. 

* Para quem não conhece, ou não se lembra, a Velhinha de Taubaté, é uma personagem de humor brasileiro, criada pelo escritor e cronista Luís Fernando Veríssimo durante o governo do general João Baptista Figueiredo, famosa por ser a última pessoa no Brasil que ainda acreditava no governo.



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sem palavras...


Só uma imensa preocupação... É que já vi esse "filme" antes...