floquinhos

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Está pensando que ainda é uma menina, é?...

Meu chapeuzinho roxo, guardadinho no armário, para quando chegar o tempo de "aventuras"... rs...

Pois é, queridos amigos, o tempo vai passando sem nos darmos por isso, vamos envelhecendo, ficando mais frágeis, menos resistentes aos embates da vida, sejam bons ou maus... Por aqui, as festas deste final de ano foram movimentadíssimas e eu fui me empolgando, tentando manter o mesmo ritmo de sempre, compras aqui, preparativos ali, família reunida, alegria, risos, correria, e enquanto estava nessa azáfama nem percebi o quanto estava me desgastando, o quanto estava  pondo a prova meus limites, mas quando tudo acabou, quando a vida voltou ao normal, kids e filha de volta ao ninho, filhos e netos de novo em suas rotinas diárias, a velhinha aqui desabou... rs... na verdadeira expressão da palavra. A "pilha" acabou e eu tive que me render ante os fatos e me recolher "ao estaleiro" para reparos... rs...  Amigos, que loucura!... Fiquei completamente estafada, extenuada, a ponto de ter que guardar o leito por vários dias. Mas pouco a pouco vou voltando ao  meu normal. 
Durante esse tempo, isto é, nesta última semana, fui lendo os comentários deixados por vocês aqui no blog, mas faltava coragem até para responder mensagens tão amigas, e peço desculpas por isso. Obrigada a todos pelo carinho e pela amizade. A partir de agora espero poder voltar à normalidade aqui no Prosa, uma vez que já me sinto (quase) inteira novamente. E, acreditem, aprendi a lição e, na próxima, vez vou ficar mais calminha, vou respeitar meus limites... Senão, quando chegar o tempo de  colocar meu chapéu roxo na cabeça e sair pelo mundo, vai faltar energia... rs...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Porque a tarde é toda cinza...



As falsas recordações

Se a gente pudesse escolher a infância que teria vivido, com que enternecimento eu não recordaria aquele velho tio de perna de pau, que nunca existiu na família, e aquele arroio que nunca passou nos fundos do quintal onde íamos pescar e sestear nas tardes de verão, sob o zumbido inquietante dos besouros... 

Mario Quintana


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Erga a cabeça...


"Você nunca achará o arco-íris, se estiver olhando para baixo."
(Charles Chaplin)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Uma preciosidade...


Natal, para nós, sempre foi uma festa de amor e união e sendo assim, trocamos pequenas e simbólicas lembranças. Pois entre essas lembranças recebidas neste Natal, uma tocou docemente meu coração. Recebi de um de meus filhos uma edição original, do ano de 1948, do livro "Sapato Florido", de Mario Quintana. Que sensação ter em minhas mãos uma preciosidade dessas. Amarelado pelo tempo, é nele que se encontram coisas lindas como:

Envelhecer

"Antes, todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm.
A casa é acolhedora, os livros poucos,
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas."

ou...

"Desespero

Não há nada mais triste do que o grito de um trem no silêncio noturno. É a queixa de um estranho animal perdido, único sobrevivente de algum animal perdido, único sobrevivente de alguma expécie extinta, e que corre, corre, desesperado, noite em fora, como para escapar à sua orfandade e solidão de monstro."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Em família...

(Filhos, filha, noras e netos)

Começo mais este ano agradecendo aos amigos e leitores do Prosa as mensagens enviadas e o carinho da amizade que venho recebendo. Ausente do Blog e do Facebook neste últimos dez dias, tempo dedicado totalmente à família. Durante os últimos dez anos, foi impossível ter em torno de mim todo o meu clã. Sempre havia um ou outro, premido pelo trabalho ou quaisquer outras circunstâncias que, se poderia vir par a Natal não o poderia para o Ano Novo, e assim nosso grupinho ia ficando incompleto. Neste ano, finalmente, minha filha veio com os kids para as festas e meus filhos puderam estar conosco na passagem de Ano Ano. Foi um momento maravilhoso, um afago gigantesco ao meu coração. 

(Meus três filhos, três amores)

Terminadas as festas, cada filho retornou ao seu cotidiano, mas a mão continua em estado de graça.

(Gabriel, César. Caio, Alexander e Philip, netos amados)

Então, queridos amigos, obrigada pelas mensagens que retribuo agora com muito carinho. Que este novo ano traga para cada um de vocês a alegria dos sonhos realizado, a concretização das esperanças, a paz em cada coração. 

Thayná (à esquerda), filha de minha nora Graziele, e Mariana, à direita, namorada do Caio, são parte integrante do clã. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Desejando Boas Festas...


Com o Natal praticamente batendo à porta, com os kids quase chegando, para nossa alegria, coisas e coisas a fazer, nem poderia ser diferente... O Prosa entra em férias! Claro que estaremos a postos para abrir nossas portas a qualquer momento, mas não estranhem nossa ausência, se acontecer, nos próximos dias. É tempo de "paparicar" filhos e netos, é tempo de dar um tempo ao coração de mãe e avó muito coruja... rs... 
Mas antes de semi-cerrar as portas (temporariamente, é claro) o Prosa quer desejar a todos os seus amigos e leitores um Natal de Paz, cheinho de amor e de alegrias e um 2013 muito, mas muito feliz.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO !

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Está tão difícil...


Por várias vezes, ontem, abri e fechei a caixa de postagens do Prosa sem nada escrever. Escrever  o que? Nem tenho nada a dizer... Quer dizer... Ter eu tenho, mas o tempo é de paz e o Espírito do Natal aconselha a calar, pelo menos à moderação... Mas muitas vezes, no silêncio do noite, eu me sento em minha poltrona favorita, fecho meus olhos e abro meu coração numa conversa  com Ele. O que a humanidade faz de si mesma, Senhor? Porque toda essa miséria humana, porque toda essa iniquidade, porque toda essa maldade, esse desrespeito para com os outros e até para consigo mesmo? Como chegamos a isso? Ou devo aceitar como verdade o que muitos dizem quando afirmam que o ser humano é mau, é cruel por nascimento e, salvo raras exceções, só se contém por medo das consequências, ou de Deus e de Sua incontestável justiça? E como a sociedade anda meio desleixada de suas funções e de seus deveres, e como a crença Nele anda meio esquecida, ou posta num segundo plano, vamos afundando neste mar de irracionalidades e de lágrimas amargas onde pais choram a perda de seus filhos, onde filhos ficam sem seus pais para guiá-los pelos caminhos da vida, onde o vício e a ganância, onde a impunidade e a prepotência vão dando as cartas, vão abrindo vielas de desespero no coração dos homens que ainda creem na humanidade, apesar de tudo... 

E os leitores do Prosa devem estar perguntando " a que veio esta conversa toda, tão negativa, em plena época natalina, quando o tempo deve ser de amor e de paz?"... Pois veio de um olhar mais atento ao cotidiano, às manchetes dos jornais, ao se estar mais conectada com o que acontece em torno de nós... Veio de todas a lágrimas que marcaram o rosto de tanta gente atingida pelo sofrimento da perda de seus entes mais queridos, veio da perda mesma de tantas vidas inocentes podadas pela insanidade, pela raiva, pela irracionalidade... Veio da opressão que causa em mim esta forma de viver e de encarar a vida que parece ter-se, definitivamente, instalado entre os homens...  

Pois é... Talvez fosse melhor que o Prosa continuasse em ressesso por mais uns dias...