floquinhos

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Erga a cabeça...


"Você nunca achará o arco-íris, se estiver olhando para baixo."
(Charles Chaplin)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Uma preciosidade...


Natal, para nós, sempre foi uma festa de amor e união e sendo assim, trocamos pequenas e simbólicas lembranças. Pois entre essas lembranças recebidas neste Natal, uma tocou docemente meu coração. Recebi de um de meus filhos uma edição original, do ano de 1948, do livro "Sapato Florido", de Mario Quintana. Que sensação ter em minhas mãos uma preciosidade dessas. Amarelado pelo tempo, é nele que se encontram coisas lindas como:

Envelhecer

"Antes, todos os caminhos iam.
Agora todos os caminhos vêm.
A casa é acolhedora, os livros poucos,
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas."

ou...

"Desespero

Não há nada mais triste do que o grito de um trem no silêncio noturno. É a queixa de um estranho animal perdido, único sobrevivente de algum animal perdido, único sobrevivente de alguma expécie extinta, e que corre, corre, desesperado, noite em fora, como para escapar à sua orfandade e solidão de monstro."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Em família...

(Filhos, filha, noras e netos)

Começo mais este ano agradecendo aos amigos e leitores do Prosa as mensagens enviadas e o carinho da amizade que venho recebendo. Ausente do Blog e do Facebook neste últimos dez dias, tempo dedicado totalmente à família. Durante os últimos dez anos, foi impossível ter em torno de mim todo o meu clã. Sempre havia um ou outro, premido pelo trabalho ou quaisquer outras circunstâncias que, se poderia vir par a Natal não o poderia para o Ano Novo, e assim nosso grupinho ia ficando incompleto. Neste ano, finalmente, minha filha veio com os kids para as festas e meus filhos puderam estar conosco na passagem de Ano Ano. Foi um momento maravilhoso, um afago gigantesco ao meu coração. 

(Meus três filhos, três amores)

Terminadas as festas, cada filho retornou ao seu cotidiano, mas a mão continua em estado de graça.

(Gabriel, César. Caio, Alexander e Philip, netos amados)

Então, queridos amigos, obrigada pelas mensagens que retribuo agora com muito carinho. Que este novo ano traga para cada um de vocês a alegria dos sonhos realizado, a concretização das esperanças, a paz em cada coração. 

Thayná (à esquerda), filha de minha nora Graziele, e Mariana, à direita, namorada do Caio, são parte integrante do clã. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Desejando Boas Festas...


Com o Natal praticamente batendo à porta, com os kids quase chegando, para nossa alegria, coisas e coisas a fazer, nem poderia ser diferente... O Prosa entra em férias! Claro que estaremos a postos para abrir nossas portas a qualquer momento, mas não estranhem nossa ausência, se acontecer, nos próximos dias. É tempo de "paparicar" filhos e netos, é tempo de dar um tempo ao coração de mãe e avó muito coruja... rs... 
Mas antes de semi-cerrar as portas (temporariamente, é claro) o Prosa quer desejar a todos os seus amigos e leitores um Natal de Paz, cheinho de amor e de alegrias e um 2013 muito, mas muito feliz.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO !

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Está tão difícil...


Por várias vezes, ontem, abri e fechei a caixa de postagens do Prosa sem nada escrever. Escrever  o que? Nem tenho nada a dizer... Quer dizer... Ter eu tenho, mas o tempo é de paz e o Espírito do Natal aconselha a calar, pelo menos à moderação... Mas muitas vezes, no silêncio do noite, eu me sento em minha poltrona favorita, fecho meus olhos e abro meu coração numa conversa  com Ele. O que a humanidade faz de si mesma, Senhor? Porque toda essa miséria humana, porque toda essa iniquidade, porque toda essa maldade, esse desrespeito para com os outros e até para consigo mesmo? Como chegamos a isso? Ou devo aceitar como verdade o que muitos dizem quando afirmam que o ser humano é mau, é cruel por nascimento e, salvo raras exceções, só se contém por medo das consequências, ou de Deus e de Sua incontestável justiça? E como a sociedade anda meio desleixada de suas funções e de seus deveres, e como a crença Nele anda meio esquecida, ou posta num segundo plano, vamos afundando neste mar de irracionalidades e de lágrimas amargas onde pais choram a perda de seus filhos, onde filhos ficam sem seus pais para guiá-los pelos caminhos da vida, onde o vício e a ganância, onde a impunidade e a prepotência vão dando as cartas, vão abrindo vielas de desespero no coração dos homens que ainda creem na humanidade, apesar de tudo... 

E os leitores do Prosa devem estar perguntando " a que veio esta conversa toda, tão negativa, em plena época natalina, quando o tempo deve ser de amor e de paz?"... Pois veio de um olhar mais atento ao cotidiano, às manchetes dos jornais, ao se estar mais conectada com o que acontece em torno de nós... Veio de todas a lágrimas que marcaram o rosto de tanta gente atingida pelo sofrimento da perda de seus entes mais queridos, veio da perda mesma de tantas vidas inocentes podadas pela insanidade, pela raiva, pela irracionalidade... Veio da opressão que causa em mim esta forma de viver e de encarar a vida que parece ter-se, definitivamente, instalado entre os homens...  

Pois é... Talvez fosse melhor que o Prosa continuasse em ressesso por mais uns dias... 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Para que possamos armazenar lembranças...


A praticamente uma semana do Natal, o trânsito absurdamente caótico, mais ainda do que costuma ser aqui por Sampa, um calor sufocante e chuvas caindo às pencas pela cidade, lojas ainda assim cheias, gente ainda assim com uma expressão de doce expectativa no olhar, ruas engalanadas, iluminadas, completamente coloridas... 
Festa religiosa? Festa familiar? Pretexto para reunir amigos? A alegria dos comerciantes? Sem dúvida, tudo isso e mais alguma coisa... E nosso povo está realmente carente desse "mais alguma coisa". Então, misturem-se todos os motivos, todas as tendências, todos os desejos e sonhos, e deixemos o Natal acontecer em nós, em nossos corações, em nossas vidas... E assim, quando o novo ano chegar, teremos mais alguns momentos a acrescentar na contagem de coisas boas do ano que se findou... Mais algumas caixinhas para guardarmos em nosso baú de recordações... 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Num dia de muita saudade....

Um retrato em branco e preto.

Minha alma viaja hoje no tempo e me conduz até a porta de entrada daquela igreja onde paro para ver entrar...


 "uma linda noiva em seu vestido de cetim rebordado em fios de seda, justo, emoldurando o corpo esbelto, carregando nas mãos um bouquet formado por lindos botões de rosa, um pequeno casquetinho a enfeitar-lhe os negros cabelos, ocultos, em parte, por um véu muito branco... Entra na igreja pelo braço de seu padrinho de casamento, olhos tímidos, cheios de amor e de esperança, colocados sobre a figura alta e morena do homem que a espera no altar. Caminho ao seu lado, passo a passo, sinto o estremecimento ao toque da mão dele ao amparar a dela, o som da marcha nupcial ecoando pela nave, toda a emoção de um momento que define o início de uma nova fase de sua vida, a formação de uma família linda, a vinda de filhos maravilhosos, de netos muito amados..."

E estou hoje tão emocionada como o estava há cinquenta e quatro anos, minha doce saudade... Foram quarenta e quatro anos ao seu lado... São dez anos sem você. E só a lembrança do que fomos me permite ser o que sou, continuar aparentemente inteira em meu solitário caminhar...