floquinhos

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Em família...

(Filhos, filha, noras e netos)

Começo mais este ano agradecendo aos amigos e leitores do Prosa as mensagens enviadas e o carinho da amizade que venho recebendo. Ausente do Blog e do Facebook neste últimos dez dias, tempo dedicado totalmente à família. Durante os últimos dez anos, foi impossível ter em torno de mim todo o meu clã. Sempre havia um ou outro, premido pelo trabalho ou quaisquer outras circunstâncias que, se poderia vir par a Natal não o poderia para o Ano Novo, e assim nosso grupinho ia ficando incompleto. Neste ano, finalmente, minha filha veio com os kids para as festas e meus filhos puderam estar conosco na passagem de Ano Ano. Foi um momento maravilhoso, um afago gigantesco ao meu coração. 

(Meus três filhos, três amores)

Terminadas as festas, cada filho retornou ao seu cotidiano, mas a mão continua em estado de graça.

(Gabriel, César. Caio, Alexander e Philip, netos amados)

Então, queridos amigos, obrigada pelas mensagens que retribuo agora com muito carinho. Que este novo ano traga para cada um de vocês a alegria dos sonhos realizado, a concretização das esperanças, a paz em cada coração. 

Thayná (à esquerda), filha de minha nora Graziele, e Mariana, à direita, namorada do Caio, são parte integrante do clã. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Desejando Boas Festas...


Com o Natal praticamente batendo à porta, com os kids quase chegando, para nossa alegria, coisas e coisas a fazer, nem poderia ser diferente... O Prosa entra em férias! Claro que estaremos a postos para abrir nossas portas a qualquer momento, mas não estranhem nossa ausência, se acontecer, nos próximos dias. É tempo de "paparicar" filhos e netos, é tempo de dar um tempo ao coração de mãe e avó muito coruja... rs... 
Mas antes de semi-cerrar as portas (temporariamente, é claro) o Prosa quer desejar a todos os seus amigos e leitores um Natal de Paz, cheinho de amor e de alegrias e um 2013 muito, mas muito feliz.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO !

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Está tão difícil...


Por várias vezes, ontem, abri e fechei a caixa de postagens do Prosa sem nada escrever. Escrever  o que? Nem tenho nada a dizer... Quer dizer... Ter eu tenho, mas o tempo é de paz e o Espírito do Natal aconselha a calar, pelo menos à moderação... Mas muitas vezes, no silêncio do noite, eu me sento em minha poltrona favorita, fecho meus olhos e abro meu coração numa conversa  com Ele. O que a humanidade faz de si mesma, Senhor? Porque toda essa miséria humana, porque toda essa iniquidade, porque toda essa maldade, esse desrespeito para com os outros e até para consigo mesmo? Como chegamos a isso? Ou devo aceitar como verdade o que muitos dizem quando afirmam que o ser humano é mau, é cruel por nascimento e, salvo raras exceções, só se contém por medo das consequências, ou de Deus e de Sua incontestável justiça? E como a sociedade anda meio desleixada de suas funções e de seus deveres, e como a crença Nele anda meio esquecida, ou posta num segundo plano, vamos afundando neste mar de irracionalidades e de lágrimas amargas onde pais choram a perda de seus filhos, onde filhos ficam sem seus pais para guiá-los pelos caminhos da vida, onde o vício e a ganância, onde a impunidade e a prepotência vão dando as cartas, vão abrindo vielas de desespero no coração dos homens que ainda creem na humanidade, apesar de tudo... 

E os leitores do Prosa devem estar perguntando " a que veio esta conversa toda, tão negativa, em plena época natalina, quando o tempo deve ser de amor e de paz?"... Pois veio de um olhar mais atento ao cotidiano, às manchetes dos jornais, ao se estar mais conectada com o que acontece em torno de nós... Veio de todas a lágrimas que marcaram o rosto de tanta gente atingida pelo sofrimento da perda de seus entes mais queridos, veio da perda mesma de tantas vidas inocentes podadas pela insanidade, pela raiva, pela irracionalidade... Veio da opressão que causa em mim esta forma de viver e de encarar a vida que parece ter-se, definitivamente, instalado entre os homens...  

Pois é... Talvez fosse melhor que o Prosa continuasse em ressesso por mais uns dias... 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Para que possamos armazenar lembranças...


A praticamente uma semana do Natal, o trânsito absurdamente caótico, mais ainda do que costuma ser aqui por Sampa, um calor sufocante e chuvas caindo às pencas pela cidade, lojas ainda assim cheias, gente ainda assim com uma expressão de doce expectativa no olhar, ruas engalanadas, iluminadas, completamente coloridas... 
Festa religiosa? Festa familiar? Pretexto para reunir amigos? A alegria dos comerciantes? Sem dúvida, tudo isso e mais alguma coisa... E nosso povo está realmente carente desse "mais alguma coisa". Então, misturem-se todos os motivos, todas as tendências, todos os desejos e sonhos, e deixemos o Natal acontecer em nós, em nossos corações, em nossas vidas... E assim, quando o novo ano chegar, teremos mais alguns momentos a acrescentar na contagem de coisas boas do ano que se findou... Mais algumas caixinhas para guardarmos em nosso baú de recordações... 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Num dia de muita saudade....

Um retrato em branco e preto.

Minha alma viaja hoje no tempo e me conduz até a porta de entrada daquela igreja onde paro para ver entrar...


 "uma linda noiva em seu vestido de cetim rebordado em fios de seda, justo, emoldurando o corpo esbelto, carregando nas mãos um bouquet formado por lindos botões de rosa, um pequeno casquetinho a enfeitar-lhe os negros cabelos, ocultos, em parte, por um véu muito branco... Entra na igreja pelo braço de seu padrinho de casamento, olhos tímidos, cheios de amor e de esperança, colocados sobre a figura alta e morena do homem que a espera no altar. Caminho ao seu lado, passo a passo, sinto o estremecimento ao toque da mão dele ao amparar a dela, o som da marcha nupcial ecoando pela nave, toda a emoção de um momento que define o início de uma nova fase de sua vida, a formação de uma família linda, a vinda de filhos maravilhosos, de netos muito amados..."

E estou hoje tão emocionada como o estava há cinquenta e quatro anos, minha doce saudade... Foram quarenta e quatro anos ao seu lado... São dez anos sem você. E só a lembrança do que fomos me permite ser o que sou, continuar aparentemente inteira em meu solitário caminhar...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Coisas do coração...


Com a proximidade do Natal, o coração vai ficando apertadinho de tanta saudade...  Mãe, pai, marido, irmãos, amigos, tios, primos... tanta saudade!... Mas é saudade doce, cheia de boas lembranças, de muito riso, muito carinho, muitos momentos que foram palmilhando meus caminhos, aplainando minha jornada. Então é saudade boa, ainda que doa um pouquinho. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Minha pequena Vila de Natal



Sempre que decoro minha casa para as festas de Natal e Ano Novo, em cada pecinha que disponho, seja na árvore ou em qualquer canto da casa, sinto o carinho de momentos passados com amor, a delicadeza de uma amizade, a saudade, tudo embalado em doces lembranças, já que cada uma delas tem sua própria história: esta comprei com meu marido, esta eu trouxe de uma visita à minha filha, comprada em uma "Garage sale", esta comprei em um passeio pelo shopping com minha nora...


Montada a árvore, o pequeno presépio, colocados todos os arranjos, anjos e guirlandas na lareira, decorado o hall de entrada e o terraço, chega a hora de montar a pequena Vila de Natal que vem também carregadinha de amizade, já que começou como resultado de uma visita que fiz, há quase dez anos, a uma amiga até então virtual, lá em Michigan, logo após o falecimento de meu marido.


Tinha ido à casa de minha filha para ficar um mês com ela e com os kids que, naquela época moravam na Filadélfia. para recarregar minhas baterias após um dos períodos mais difíceis de minha vida, quando a Mara, falando por telefone com minha filha, pediu-lhe que me mandasse para ficar uns dias com ela. Quando minha filha e meu (então) genro falaram comigo já tinham comprado as passagens e assim, lá fui eu conhecer ao vivo e a cores uma pessoa maravilhosa, uma amiga linda, em cuja casa fiquei uns três ou quatro dias, desfrutando de uma hospitalidade incrível.


Mara e Jim estavam à minha espera no Aeroporto de Detroit e de lá seguimos para a casa deles em East Lansing, um lugar encantador. E foi na casa deles, linda, muito bem cuidada, muito aconchegante, que pude ver de perto uma Vila de Natal. E ao ver meu encantamento diante daquelas miniaturas dispostas junto à lareira, minha amiga planejou um lindo presente para meu próximo Natal, pois quando a época chegou, recebi pelos Correios várias casinhas e bonequinhos para que pudesse dar início à minha vilinha


E de lá para cá, a vila vai crescendo com novas aquisições que vou fazendo quando estou nas terras de Tio Sam pela época do Natal... Começou com um gesto de amizade, com a atenção e o carinho de uma amiga, e segue a cada ano como um dos pontos da casa predileto de meus netos menores...