floquinhos

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

De novo em casa


De volta ao ninho já há quase uma semana e só agora um tempinho para voltar ao Prosa. Tanta coisa a organizar e reorganizar, o tempo foi passando sem que me desse conta. Tive o prazer de hospedar minha nora Maria Antonieta que ficou em Sampa para fazer um curso, recebi minhas amigas Kikinha e Idel para um chá, onde pusemos o papo em dia - amizade rara de mais de cinquenta anos, tantas histórias a contar, tanta coisa a relembrar... Tive meu filho e minha nora Graziele todas as tarde aqui conosco - filhote na cozinha, para alegria de nosso paladar... Mas como tudo o que é muito bom dura pouco, a semana passou e vamos voltando ao ritmo normal.


Ontem, finalmente, consegui vestir de Natal meu cantinho, o que deu um certo ar de magia aos quatro cantos da casa. A árvore, a lareira toda colorida, um Papai Noel aqui, outro alí, anjos, fitas, flores, festôes, bolas, sininhos, tantas figurinhas doces e coloridas... Está "comme il faut" para festejar a data.  


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Em tempo de agradecer...

Aos meus amores, aos meus amigos e aos leitores do Prosa lá do Hemisfério Norte...


HAPPY THANKSGIVING !

"Depois do Natal, acredito que a festa mais tradicional e importante lá pelas terras do Tio Sam seja o Thanksgiving Day,  ou o Dia de Ação de Graças - uma celebração em gratidão a Deus pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano
Esta festa predominantemente familiar acontece na penúltima quinta-feira de novembro, e é uma tradição vinda da Nova Inglaterra,  cuja primeira celebração ocorreu em Plymouth, no ano de 1621, em agradecimento a Deus pela primeira boa colheita, e reuniu índios e colonizadores em torno de grandes mesas montadas ao ar livre,  guarnecidas com patos, perus, peixes e os produtos colhidos da terra. Ainda hoje, o prato principal do Thanksgiving é o peru - razão pela qual a data é designada como "o dia do peru" (pobrezinho... rs...)"

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A luz... As cores...


Um raio de sol atravessa a vidraça e bate na linda peça de cristal que repousa sobre a mesinha  transformando-se em todas as cores do arco-iris... Por um momento esqueço do que estava fazendo e fico ali, olhos deslumbrados pela delicadeza da imagem refletindo a luz. Como uma criança que descobre uma nova faceta da natureza, aproximo minha mão do cristal e fico brincando com as cores. E como que por encanto sinto-me essa criança que, por um átimo de segundo, consegue mergulhar na fantasia dos contos de fadas e princesas, de príncipes encantados que aprisionavam a luz dos olhos da amada para sempre em seus próprios olhos... A beleza, a suavidade das cores, sempre exerceram em mim um estranho encantamento. Acalmam-me, estejam elas no azul de um céu de primavera, no doce verde de um mar calmo, nas flores de um jardim, no vestido de uma menina, no olhar da pessoa amada, no prisma que as liberta do raio de luz...
E o dia que amanheceu todo azul, ganha tons suaves em degradée, colorindo a vida!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tarefas de um feriado

O presépio

Feriado por aqui, em terras brasileiras, então minha nora houve por bem vestir a casa para o Natal. A casa é grande, o amor maior, por isso gastamos todo o dia nessa doce tarefa e ainda ficou um tantinho para terminar amanhã. 

Filho e nora montam a árvore

A árvore pronta!

Árvore montada, presépio também, guirlandas distribuidas pelas portas, lindos festões ladeando as escadas, papais-noéis espalhados pelos quatro cantos, lindos... flores vermelhas, dourados  entre o verde-vermelho, como pede a tradição e começa a instalar–se a magia de Natal... 




E começam os planos para a ceia, fala-se dos presentes - que devem ser singelos, apenas lembranças e carinho - programa-se o cardápio. Dezembro chegou bem cedo por aqui! Que bom!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Chuvinha boa!


Mais uma segunda-feira chuvosa, o que é bom demais quando se teve um final de semana movimetadíssimo, entre idas e vindas pela cidade em busca de idéias e lembranças para o Natal já tão próximo. Os shoppings já decorados, lindos, iluminados, com suas lojas a espera dos clientes anteciparem suas compras, algumas casas já iluminando suas fachadas, trazem o belo de dezembro ainda mesmo antes de novembro cruzar sua metade.  Parece que nosso povo anda carente de alegrias, de cores, nessa nossa rotina a cada dia mais tensa, mais corrida, mais preocupante. E, como se o Espírito do Natal trouxesse mudanças no cotidiano (e traz), procuram traze-lo o quanto antes para o nosso viver diário.
Mas a Segunda-feira está calma e o barulhinho da chuva caindo sobre o telhado traz um sentimento de paz, de aconchego, um convite à introspecção... Esse barulhinho doce, que não se ouve quando se mora em apartamento, esse som que convida ao "se deixar fica",  tão bom! 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Os postais e seus destinatários.


Chove suavemente sobre os campos, parques e jardins de Campinas nesta manhã de sexta-feira, prometendo um final de semana molhado por aqui. O pessoal da casa, cada qual com suas obrigações, sai bem cedo e fico eu por aqui entretida entre jornais e revistas, vira e mexe dando uma voltinha pelo mundo através desta telinha, enfim, ocupando o tempo que me cabe enquanto não volto ao ninho. E como estamos em contagem regressiva para o Natal, creio que minha nora e eu vamos estar bem ocupadas neste final de semana, mas enquanto isso, vou passeando uma certa preguicinha pela casa.
Folheando o jornal de hoje, uma crônica de Carlos Heitor Cony prende (como sempre) a minha atenção. Com ele passeio por Praga, depois de uma viagem  desgastante pelos aeroportos, constatando que, exatamente como ele, também perdi o medo de avião, mas "ganhei pânico dos aeroportos, pelas conexões, gates, esteiras, balcões de check-in". E ao longo da crônica, que encanto, ele acaba contando que escrevera um postal para o Carpeaux e só depois se lembrara que ele estava morto. Mas enviara o postal assim mesmo. E que também, já quase deixando Praga, enviara um postal ao Adolf Bloch, mesmo depois de lembrar-se que ele havia morrido seis anos antes, alegando marotamente que transferia esse problema para os Correios. E ainda que, quando chegasse em Roma,  mandaria em postal para si mesmo em Praga, usando como endereço a rua em que Kafka morava... Que fantástico senso de humor! Ou seria um tremendo apego aos grandes amigos? Não sei ao certo. Só sei que, como sempre, Cony iluminou minha manhã.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Lembrem-se que...


"Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende de mim."

(Charles Chaplin)