floquinhos

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Flores para enfeitar a manhã...


O dia amanheceu lindo, o sol esparramando-se por sobre a cidade, mas uma aragem fresca, indicando que aquele calorzão ainda não se instalou por aqui. Estava tão agradável que fomos tomar o café da manhã na parte de fora da casa. 

(Um dragão feito de flores, o predileto do Alexander)

Depois do café, fomos levar os meninos para a escola de verão, onde passam do dia entre atividades como natação, jogos, aprendizado de alguns esportes como arco e flecha, uma maneira de ocupar os kids com coisas prazerosas. 


E, na volta, demos uma paradinha na loja de flores para encantarmos os olhos com tanta cor e tanta beleza. Quase sempre fica impossível sair de lá sem ter comprado uma muda ou um vaso de plantas para o jardim ou para a área.



Aqui e ali fui captando algumas delas para enfeitar o Prosa e alegre os olhos dos amigos que por aqui passarem...



terça-feira, 28 de junho de 2011

Numa manhã de verão...

E nesta paz, fazemos nossas refeições, ao ar livre


Nossa querida amiga Pitanga Doce deu uma passadinha por aqui hoje cedo e fez um comentário sobre o inverno no Brasil, principalmente no sul e fui dar uma olhadinha nos jornais online para saber a quantas andam as temperaturas por lá. Nossa!... Escapei por pouco da geladeira que anda reinando ao sul/sudeste das terras de Cabral!... Haja lã para aquecer tanto frio!


O vizinho da casa de frente apara a grama, enquanto a manhã ainda está fresca...


Aqui já começa a esquentar, as chuvas deram uma trégua, o sol anda se espalhando pelos gramados, casas e árvores do bosque, o canto dos pássaros já nos acorda ao clarear do dia, a criançada já anda aproveitando as atividades de verão, enfim, a estação começa a assumir sua própria cara.
Então, vou mandar um pouquinho deste momento-verão para alegrar pelo menos os olhos dos amigos e leitores do Prosa lá da região fria do nosso Brasil. Vamos lá, amigos, venham passear comigo pela ensolarada Winchester, nesta manhã que ainda tem um certo frescor de final de primavera...

 O Céu é de um azul intenso nesta manhã...

 Os postes de iluminação, enfeitados com flores alegres e coloridas, dão um encanto especial as ruas.

E a cidade fica muito mais charmosa...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Numa doce tarde de verão...



... Para vocês, Mario Quitana e uma rosa. 


"Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele."


sábado, 25 de junho de 2011

Tão bom matar saudades...


Finalmente o sol se faz presente neste verão, aqui neste meu novo pouso. Quando cheguei, ontem, chovia um pouco, o céu todo enfarruscado, junto com o cansaço da viagem e a delícia de estar entre meus amores daqui, acabaram por me manterem afastada do laptop. 


Viagem tranquila, embora cansativa, recebida no aeroporto pela filhota e pelos kids, alegria do reecontro, de se estar junto novamente, tantas coisas para falar, almoço em um pequeno restaurante, chegada em casa, desfazer as malas, enfim, tudo "comme il faut". 


Depois do jantar, um joguinho de dominó com os garotos e, na hora em que eles foram ver um filme, a vovó sucumbiu ao cansaço e praticamente desmaiou na cama, só acordando pela manhã... 



São de um passeio em volta da casa, a tarde, mesmo com chuva, as fotos que enfeitam este post. E a promessa de, aos poucos, ir permitindo ao Prosa voltar ao normal.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um imenso "muito obrigada!!...


50.000 visitas !... Wowwwwwwww...

Muito obrigada a vocês todos, leitores e amigos que são presença constante no Prosa, muito obrigada a você, visitante ocasional ou mesmo esporádico, muito obrigada também a você que passou por aqui meio que sem querer, mas marcando sua passagem com um pouco mais de alegria em meu coração pela presença. Obrigada a todos!... 
E tanto agradecimento tem uma razão de ser: O Prosa está todo prosa porque ultrapassou a marca dos 50.000 visitantes!!! E eu estou toda alegria! E em agradecimento, deixo aqui para cada um de vocês meu beijo e um selinho feito especialmente para esta data. É um mimo, de coração. 


E como já estou de malas prontas, deixo também meu até amanhã, quando volto a estar com vocês, após matar saudades da filhota e dos kids. Por ora, a tensão da viagem, da passagem pelos aeroportos do Tio Sam, as longas esperas nas salas de embarque, mas como dizia nosso amado Pessoa, "Tudo vale a pena se...".

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Apenas um sopro...



"Porque entre o sim e o não é só um sopro, entre o bom e o mau apenas um pensamento, entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos - e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi, tudo recobre, tudo apaga, tudo torna simples e tão indiferente."

(Lya Luft)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Barreirinha, AM - Terra de um Poeta ilustre

Os leitores do Prosa sabem bem o quanto Thiago de Mello é querido ao meu coração. Um "homem da floresta", como ele mesmo gosta de se intitular, um dos poetas mais respeitados e influentes do país, um reconhecido ícone da literatura nacional. Seu poema mais conhecido é Os Estatutos do Homem, onde o poeta chama a atenção do leitor para os valores simples da natureza humana, que trazemos hoje para vocês, ao mesmo tempo em que o homenageamos no "Cidades", com um passeio a sua querida Barreirinhas, lá na imensa  Amazônia.

(Terra de Thiago de Mello, um dos poetas de meu coração...)


Os Estatutos do Homem  (Ato Institucional Permanente)



Artigo I 
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.


Artigo II 
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.


Artigo III 
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.


Artigo IV 
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.


Parágrafo único: 
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.


Artigo V 
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.


Artigo VI 
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.


Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.


Artigo VIII 
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.


Artigo IX 
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.


Artigo X 
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.


Artigo XI 
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.


Artigo XII 
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.


Parágrafo único: 
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.


Artigo XIII 
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.


Artigo Final. 
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.


(Santiago do Chile, abril de 1964 )