
terça-feira, 2 de março de 2010
E a ausência faz-se presença...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Tentando definir você...
sábado, 23 de janeiro de 2010
Música que chega à alma...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Rosas pela manhã...

Juliana acordou com leves batidas na porta de seu quarto e, ainda sem despertar totalmente, mandou que entrassem e ao abrir o olhos deu com uma braçada de lindas rosas vermelhas que lhe era entregue por Alcinda com um sorriso no rosto e um amável "bom dia, dona Juliana. Acabaram de chegar para a senhora". Surpresa, sentou-se na cama e procurou um cartão entre as flores, mas antes mesmo de encontrá-lo sabia quem as enviara.
Pediu à criada que colocasse as rosas num vaso e que o pusesse sobre a cômoda e ficou ali, ainda envolta pelos lençóis, ainda achando que era um sonho...
Encontrara-o na tarde anterior, quando saia do banco, aonde fora conversar com o gerente sobre um pequeno investimento. Olharam-se com espanto, como se não acreditassem que, após quatro anos estavam ali novamente, frente a frente, como na primeira vez em que se viram... Naquele primeiro dia houve um esbarrão, papéis esparramados pelo chão, pedidos de desculpas, olhos nos olhos, uma troca de palavras amáveis, que acabaram na troca de telefones e um jantar uma semana mais tarde naquele bistrô. Mas ele estava sendo transferido para a matriz da firma aonde trabalhava e ao deixar o país deixou também um imenso vazio na vida de Juliana que os e-mails e telefonemas diários não poderiam preencher. E-mails e telefonemas que o tempo foi se encarregando de rarear até finalmente deixarem de acontecer, mas ela não passaria um único dia sem se lembrar dele, de sua voz, de seu olhar, de seu sorriso, de seu abraço carinhoso...
Por isso, ao encontrá-lo na tarde anterior, tinha sentido o chão fugir-lhe sob os pés, o coração disparado, como se quisesse saltar pela boca, um desamparo sem fim... E no abraço... Ah, aquele abraço compensara todas as horas de solidão e tristeza que seu coração lhe impusera. E durante horas, naquele café, falaram de suas vidas, de suas saudades...
E agora, ali, olhando para aquelas rosas, Juliana sentia a vida recomeçar. Havia uma sensação de paz em seu coração, uma sensação de caminho finalmente encontrado bailando em sua alma...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
E os dias passaram depressa demais...
No dia da chegada, tudo é alegria, doce expectativa, festa... Foi assim no último dia 23, quando fui ao aeroporto de Cumbica para receber minha filha e meus netos que, após sete anos de ausência, vinham em visita ao Brasil. Foram quatorze dias de doce convivência, alegria, festa... Mas hoje, num caminho inverso, levo-os a Cumbica para seu retorno a Boston. Já antecipo as saudades e o vazio desta casa sem a presença deles e começo a contagem regressiva para os dias que lá passarei com eles no próximo verão do hemisfério norte, pois essa é uma maneira de não ficar aqui choramingando a partida dos meus amores de lá. Vou passar o dia todo em volta deles, é claro, e quando chegar a noite e o momento de lhes dizer até breve, vou fazer o possível para bancar a durona e tentar não chorar... será que consigo?... Sei não!... Mas como eles me conhecem bem e sabem que soltar umas lagrimazinhas de emoção faz parte de minha personalidade, nem vão ficar preocupados com isso... rs... E amanhã, quando abrir o Skype para que me contem como foi a viagem, o sorriso já vai estar de novo aberto em meu rosto... Coisas e jeitos de ser de uma mãe/avó emotiva.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Na doce expectativa...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Diante da janela...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Num passeio pelos blogs
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Nos labirintos da alma
E até chegar ao meu porto de destino vou caminhando meio às cegas entre incertezas, buscando novas passagens, tentando sempre encontrar a direção correta que me permita desfrutar de cada passo dado por entre essas estreitas passagens, cada vez mais estreitas, mas ao mesmo tempo cada vez mais belas, porque na medida em que vou avançando, vou percebendo mais claramento o significado desse caminhar e a beleza que ele encerra. Cada nova sala que encontro é única e ao parar nela para um pequeno descanço sinto na pele os efeitos, bons ou maus, que minhas escolhas vão deixando em mim... E cada dia de minha vida fica guardado em uma dessas salas.
Talvez por isso seja preciso vencer um labirinto para se entender a alma feminina. É nele que ficam guardados seus segredos...
sábado, 21 de novembro de 2009
Um sábado todo cor de cinza...
E eu aqui, olhando através da janela a manhã cinzenta, a rua vazia, começo a tecer histórias. Essa velha mania de olhar para uma janela e imaginar a vida correndo por detrás dela... Do outro lado da rua, num terraço do último andar, um homem sentado junto a uma mesinha, lê o jornal que certamente não traz boas notícias - ultimamente são bem raras as boas notícias. Imagino sua mulher na cozinha, preparando um café que será tomado a dois, entre comentários e histórias divididas. Mais abaixo uma mulher limpa cuidadosamente os vidros de uma das janelas e chego a ficar arrepiada com o descuido dela ao se dependurar para que seu braço alcance um ponto qualquer na vidraça. Na parte baixa do edifício, os empregados fazem a limpeza da piscina, acertam o jardim. Volto meu olhar para as casas lá em baixo, tão bem cuidadas e tão quietas, sempre, dando mesmo a impressão de que não abrigam moradores.
E assim o dia vai acontecendo, com todos os seu matizes, com todos os seus caminhares. Um dia sem muitas expectativas, parecendo nascido para o aconchego da poltrona, o livro, a música, o bate-papo amigo, o se estar em boa companhia... Ai, ai, ai... melhor eu ir preparar meu café para que meu dia também comece, pois hoje sinto que se não abrir o sol que guardo escondidinho dentro de mim, para uma emergência, vai ficar tudo mergulhado na penumbra...
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ficaram tantas lembranças...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009
De volta pro meu aconchego...
E em São Paulo o mesmo calor, o mesmo dia abafado... Mas abrem-se as janelas, um ventinho bom corre pela casa, toma-se um sorvete, põe-se uma roupa leve e a andar pelos cantos favoritos, vai-se matando a saudade.
Aqui minha poltrona predileta, à minha espera para a leitura de um bom livro, de um poema. Lá o sofá diante da TV que aguarda o momento de me mostrar um bom filme, logo mais à noite. Acolá o meu terraço, onde o cheirinho bom de manjericão vai perfumar minhas noites ou madrugadas insones, enquanto namoro a lua ou converso com as estrelas... Este é meu canto... Daqui saio para o mundo, para a vida... Tão bom estar de volta!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A chuva cai la fora...
Gostava da chuva. Gostava de ve-la cair, de ver suas gotas escorrendo nas vidraças, de dormir embalada por aquele barulhinho gostoso. Depôs o livro sobre a mesa de cabeceira, apagou o quebra-luz e deixou-se ficar envolvida, olhos fechados, ouvidos atentos ao cair da chuva la fora, mergulhando aos poucos em pensamentos, em saudades. em lembranças.
Numa doce sensação de aconchego, sentiu o sono ir chegando de mansinho, o barulhinho da chuva agora mais fraca ir ficando cada vez mais longe... ummmm, tão bom!... Foi quando o toque do celular veio tirar-la daquele doce torpor. Ao ver o numero que estava chamando, numa indecisão de momento, ficou sem saber se atendia ou não. Esperara tanto tempo por aquele telefonema e, no entanto, agora, ele lhe parecia tão sem sentido... Saiu da cama, aproximou-se da janela , entreabriu-a, deixando-se ficar ali, parada, olhos perdidos na chuva que caia sobre o gramado suavemente iluminado, até que o aparelhinho que segurava entre os dedos voltasse a ficar mudo.
E, perdendo a noção do tempo foi se deixando ficar ali, mergulhada em amargas lembranças, até que o cansaço a vencesse. Voltou para a cama com uma sensação de tristeza envolvendo-lhe a alma. Acendeu a luz, pegou o livro que deixara sobre a mesinha de cabeceira e tentou retomar a leitura, sabendo de antemão que teria mais uma daquelas solitárias noites de insônia...
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A lua e eu...
Quintana já se indagava: " Que haverá com a lua que sempre que a gente a olha é com o súbito espanto da primeira vez?" Pois é, meu querido poeta, tambem não sei, só sei da magia que ela exerce sobre mim, da ternura que coloca em minha alma, da paz que me envolve quando ela fica assim, como hoje, soberana num céu de primavera...
Flores e Saudades...
Hoje é um dia de saudades imensas, de revenciarmos os queridos que já não estão entre nós. Minhas saudades, minhas preces e meu amor ficam com meu marido, meus pais, irmãos, avôs, tios, primos, amigos, que comigo partilharam caminhos e que foram se deixando ficar em seus destinos enquanto eu seguia cada vez mais cheia de saudades e de ausencias, cada vez um pouco mais sozinha...
sábado, 10 de outubro de 2009
Numa noite de sábado...

Numa noite quase perfeita, só falta o luar entrando pela janela entreaberta e a brisa agitando suavemente a cortina...
Ah... na verdade, o que falta mesmo, é você...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Como se fossem feitos de cristal...

E enquanto a noite entra pela madrugada, recolho os cacos, tento cola-los com minha ternura, mas como se fossem feitos de fino cristal, estão irremiavelmente partidos. Guardo-os assim mesmo, na esperança de que um milagre aconteça... Um milagre de amor e de carinho que os refaça, que os recomponha...
domingo, 4 de outubro de 2009
De volta pra casa...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Seguindo os caminhos da vida...
Ah, claro que não é fácil, mas é bem compensador.
Por vezes, nas madrugadas insones, eu me pego viajando no tempo e no espaço para percorrer de novo trechos desse meu caminhar, para poder reviver momentos, encontrar pessoas queridas e com elas refazer alguns passos em longas conversas. Sento-me com elas em um banco qualquer colocado a beira do caminho e, parafraseando Mario Quintana, “eu mesmo preparo o chá para os meus fantasmas”... E enquanto saboreamos esse chá minha alma vai se aquietando e aprendendo a ser mais serena, mais doce,
E é com a alma renovada que retorno desse caminhar pelo tempo, pronta para continuar minha jornada amparada nos ensinamentos que a vida me proporcionou, no amor que sempre preencheu meus dias, na esperança de um amanhã sempre melhor, na imensa capacidade de sonhar que nunca me abandonou, na delícia de me sentir em paz comigo mesma, com a vida...
Assim vou seguindo meus caminhos... Doces ou tortuosos caminhos da vida...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Meu refúgio

Neles o mundo quase alcança a perfeição e meu carinho, que se derrama por todos os lados, retorna a mim em forma de amor correspondido, de ternura infinita, de paixão, até... Neles ainda posso ter o frescor da juventude, a beleza de meus trinta anos e o encanto de minha maturidade.
Por tolo que isso possa parecer, é mergulhando nos meus sonhos que eu me encontro e deles consigo emergir com muito mais forças para enfrentar a pasmaceira de minha realidade. Graças a eles vivo sozinha, mas não sou solitária, não amargo em mim o desespero da solidão. Graças a eles a esperança ainda faz parte de mim, ainda norteia meus passos.
Ah, a magia dos meus doces sonhos... Ah, o acalanto de tua presença constante neles... A ternura do teu amor tão distante e tão próximo de meu coração... Vivesse eu mil anos e viveria meu coração em sonhos, em busca de tua presença...

